Antonio Luiz Alvez Oliveira Junior, 9º - Auditor Fiscal do SEFAZ PI (ICMS PI) 2015

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Olá! Meu nome é Antônio Luiz Alves de Oliveira Júnior, tenho 24 anos, sou natural de Teresina-PI, graduado em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Piauí (UFPI) e em Direito pelo Instituto Camillo Filho (ICF) e pós-graduado em Direito Público e Privado pela Escola Superior da Magistratura do Estado do Piauí (ESMEPI). Recentemente fui aprovado em 9º lugar no concurso para Auditor Fiscal da SEFAZ/PI e compartilho aqui um breve relato sobre a minha aprovação.
 
TRAJETÓRIA
 
Iniciei efetivamente minha trajetória como concursando em 22.02.2014, dia posterior ao tão esperado baile de formatura da minha turma. Passada a euforia da festa, decidi enveredar a carreira fiscal, avistando como primeiro desafio a prova da Receita Federal. O edital, publicado em março de 2014, trazia uma série de disciplinas até então “desconhecidas”, como contabilidade geral e avançada, legislação aduaneira, legislação tributária, etc. Era imperioso, então, aproveitar ao máximo o curto espaço de tempo disponível, uma vez que teria aproximadamente 2 meses até a data da prova.
 
Meu primeiro contato com o TECCONCURSOS aconteceu nessa época, após indicação de um amigo que também almejava a carreira e que já acumulava outras aprovações no currículo. A vivência junto a alguém aprovado em outros concursos me proporcionou uma experimentação enriquecedora de métodos de estudo. Sistematicamente, ganhei anos em meses, e assim o faz, quem procura ajuda com os mais experientes, que já perpassaram por toda essa jornada competitiva. Com as dicas desse amigo, tive uma preparação pautada na resolução de questões da ESAF de anos anteriores, de forma a observar como os assuntos costumavam ser cobrados pela banca.
 
Felizmente ou infelizmente, alcancei 133 pontos na prova objetiva, ficando a um ponto de ter minha prova discursiva corrigida (Na lista dos excedentes, há pessoas aprovadas com 134 pontos). Foi um resultado excelente para a “primeira vez”, pois havia atingido 63,3% da prova, bem como todos os mínimos exigidos. Entretanto, a despeito da “quase aprovação”, eu tinha plena consciência de que não dominava boa parte do conteúdo que constava do edital.
 
Depois da prova da RFB, me dediquei pontualmente ao estudo das disciplinas “pouco conhecidas” que estariam presentes em outros concursos fiscais. Nesse ínterim, surgiu a oportunidade de prestar o concurso para Fiscal do município de Recife (ISS - Recife) em setembro de 2014. Meu desempenho também foi satisfatório, alcançando a 192º colocação, mas ainda longe das vagas. Não fosse a preparação preguiçosa e sonolenta desse período, eu poderia almejar algo mais.
 
De volta a Teresina, saíram os boatos de que haveria o concurso para a SEFAZ/PI, meu objetivo final como concursando. Resolvi me antecipar nos estudos e estabeleci uma série de novidades no planejamento, como por exemplo, a introdução do ciclo de estudos. De outubro de 2014 até 01 de fevereiro de 2015 (data da realização das provas), estudei praticamente todos os dias sem perder o foco. No fundo, eu sabia que para “furar a fila”, eu precisaria me doar mais, me dedicar mais. 
 
Ao todo, foram pouco mais de 11 meses entre o baile de formatura e a realização da prova que resultou na minha aprovação. Estimo ter estudado 1800 horas ao longo deste período, ressaltando a ótima bagagem em algumas matérias que faziam parte da grade curricular do curso de Direito. Apesar do curso não ser voltado para concursos, tive professores excelentes que me proporcionaram um aprendizado sólido de muitas disciplinas.
 
Fiz um apanhado geral de depoimentos de aprovados, de especialistas em concursos (Alexandre Meirelles, William Douglas, Luiz Claudio Nogaroto, etc) e montei as diretrizes de estudo de acordo com o que efetivamente funcionava para mim. Feito este breve introito, compartilho abaixo algumas técnicas utilizadas durante a minha preparação para o concurso da SEFAZ/PI:
 
METODOLOGIA/ DICAS DE ESTUDOS
 
a) FCC: letra de lei x jurisprudência?
É primordial conhecer as características dos examinadores do concurso. A prova da SEFAZ/PI teve como banca organizadora a Fundação Carlos Chagas (FCC), que tão famosa por adotar um padrão legalista nas suas questões, vem demonstrando uma “mudança de postura”, passando a cobrar mais jurisprudência. Realmente, quando se analisa as provas de Direito Administrativo, Direito Constitucional e de Direito Tributário (para concursos fiscais), há uma tendência pela cobrança de decisões recentes do STF e STJ. Fez-se necessário, então, ler informativos e fazer questões dos últimos 2 anos sobre tais matérias. Mais uma vez o TECCONCURSOS teve papel fundamental, na medida em que eu poderia filtrar provas aplicadas pela FCC, de 2013 e 2014, sobre determinado assunto, dentro de um grau de dificuldade escolhido, eliminando as questões que não me serviriam e ainda contando com uma série de filtros a serem utilizados. Não se pode esquecer, porém, que as provas de Direito Penal e Direito Civil da FCC (nos concursos fiscais) continuam cobrando mais a literalidade da lei. É preciso um planejamento personalizado para cada disciplina.
 
b) AS REDES SOCIAIS: engana-se quem pensa que a aprovação depende da exclusão do Whatsapp, Instagram e Facebook. Obviamente, é necessário ter um CONTROLE adequado sobre o tempo e a forma de uso dessas tecnologias. No Whatsapp, eram dois os grupos relacionados com concursos: o primeiro era formado por amigos de turma, em que todo dia alguém postava alguma questão sobre Direito; O segundo, ainda em funcionamento, é um grupo administrado pelo professor de Direito Tributário, Rafael Vilches, com cerca de 100 membros de diferentes lugares do país. Lá, ele questiona e explica diversas questões sobre a matéria. No Instagram, são inúmeros os usuários e professores que postam novidades e relembram algum conteúdo. Cito, como exemplo, o professor de Direito Administrativo, Matheus Carvalho. O Facebook é o local onde encontramos mais informações sobre o concurso que queremos fazer. Experimente pesquisar “Concurso Sefaz PI”. São mais de 3 mil membros, contando com vários professores. Dessa forma, se o candidato souber como as utilizar, as redes sociais podem se tornar uma ferramenta importante na preparação. 
 
c) CICLO DE ESTUDOS: Foi a grande novidade na minha metodologia. Até o último mês antes da prova, escolhi manter um ciclo de 24 horas com base no peso das matérias do concurso. Funcionava assim: Se na prova cairiam 25 questões com peso 2 de Legislação Tributária sobre um total de 240 pontos possíveis, então teríamos uma “importância” de 50/240 = 20,8%. Dessa forma, dentro das 24 horas do meu ciclo, eu teria que ter pelo menos 20,8% de Legislação Tributária, o que significaria algo em torno de 5 horas. A partir dessas proporções montei todo o ciclo e fiz ajustes de acordo com a minha bagagem e com a minha facilidade de aprender a matéria. Assim, por exemplo, tirei algum tempo de Matemática Financeira e o adicionei à Tecnologia da Informação (matéria que eu nunca havia estudado). No último mês, reduzi o ciclo para 12 horas, pois já estava em fase de revisão, e praticamente me dediquei a resolução de exercícios.
 
d) TEORIA X EXERCÍCIOS: Antes do edital, costumava dedicar cerca de 60% ou 70% do tempo para teoria e o restante do tempo para questões. Após o edital, fui invertendo esses valores e, no último mês, basicamente só fazia exercícios. Estudava a teoria e resolvia exercícios sobre uma mesma matéria em ciclos diferentes. Não é nenhuma surpresa você ler uma aula completa sobre Poder Constituinte e 10 minutos depois, acertar quase todas as questões sobre o assunto, porque o conteúdo está todo dentro da sua memória de curto prazo. Assim, o mais interessante é fazer alguns exercícios no mesmo dia para fixação e outros exercícios em ciclos diferentes, para se ter uma visão real do seu aproveitamento e também como forma de revisão da matéria.
 
e) RESUMOS: Revisava a matéria estudada constantemente por meio de resumos. Quem revisa em curtos espaços de tempo, absorve mais conteúdo. Os meus resumos eram feitos de forma abarcar jurisprudências novas, matérias cujo aprendizado era difícil e situações específicas. Ao mesmo tempo, deixava de mencionar qualquer conteúdo já consolidado. Ex: Não resumia os princípios da Administração Pública (O famoso “LIMPE”), porque eu já sabia muito sobre eles, mas colocava algo sobre o princípio da felicidade ou alguma observação como: “A Constituição do Estado do Piauí não traz tal princípio de forma expressa”.  Dessa forma, poupava-se tempo e papel.
 
f) PRÁTICA DE EXERCÍCIOS FÍSICOS: é comprovado cientificamente que a prática de exercícios oxigena o cérebro e aumenta a facilidade de memorização. Na minha preparação, utilizei a premissa de que era preferível estudar 6 horas e praticar alguma atividade física em 30 minutos, do que dedicar todo o tempo para o estudo.
 
g) TEMPO DE ESTUDO: Estudava em média 6 horas diárias antes do edital (a partir de outubro/2014). No último mês, aumentei um pouquinho o ritmo e passava entre 7 e 8 horas estudando. Dentro do meu dia de estudo, nunca passei mais de 3 horas em uma mesma disciplina, porque o aproveitamento caía e o estudo tornava-se cansativo. 
 
h) LEITURA SECA DA LEGISLAÇÃO: Lia a constituição federal constantemente, inclusive grifando o que sempre aparecia nas provas (Quantas vezes a FCC já perguntou de quem era a competência para legislar sobre trânsito e transporte?). Na reta final, também fiz um novo planejamento para a leitura das leis que eu achava mais importante, como por exemplo, a lei de licitações, alguns CPC`s, o CTN, a legislação tributária estadual, etc.
 
i) VIDA SOCIAL: Obviamente, abdiquei de algumas coisas. Minha rotina durante a semana era de estudos pela manhã e pela tarde e pós-graduação a noite. No fim de semana, saía uma vez, mas nunca cometia nenhum tipo de excesso que prejudicasse o estudo no dia seguinte. Acabar com sua vida social também não me parece ser a postura mais inteligente, até porque é necessário um refúgio para os momentos de ansiedade e tensão. Assim, não deixei de jogar futebol, sair com minha namorada ou rever meus amigos.
 
j) ESTUDO EM CASA: Outra questão complicada é a da convivência, para quem estuda em casa. Sempre tem algo a ser feito. Levar alguém no médico, pegar alguém na escola, pagar alguma conta. Uma sugestão interessante é destinar uma pequena parte do ciclo de estudos para reposição. Uma hora as pessoas que convivem com você vão compreender que o concursando não gosta de ser atrapalhado. No início, era comum eu escutar meu pai gritando do quarto: “Vai começar o jogo do Barcelona!!”. Para quem gosta de futebol, é realmente um convite irrecusável, mas também precisamos definir nossas prioridades.
 
k) DESCANSO: É necessário! Há tempo para tudo, inclusive para descansar. Reputo relevante transcrever um trecho interessante do blog Geração de Valor: 
“Está cansado? O meu conselho é: descanse! Achou óbvio? Nem tanto, porque muitos quando estão cansados, em vez de descansarem, preferem ficar reclamando. Resultado: Cansa todo mundo que está por perto”. Serve para quem está cansado, irritado, estressado. Saber como descansar, na vida do candidato, é quase tão importante quanto estudar.
 
Na impossibilidade de detalhar aqui tudo o que foi vivido, concluo que busquei uma preparação que me proporcionasse equilíbrio na hora da prova. Ressalto que as pessoas são diferentes, biologicamente, fisicamente e intelectualmente. O que funciona com um, não necessariamente vai funcionar com o outro. Alguns estudam por meio de vídeo-aulas, outros por meio de livros, outros por meio de pdf`s. Há aqueles que preferem os materiais do Ricardo Alexandre, enquanto outros preferem os do Paulsen. Em verdade, todos eles estão aptos à aprovação no concurso.
 
Assim como o mundo acadêmico (de pesquisa acadêmica), o mundo dos concursos também não pode ser pautado por verdades, certezas. Tudo ou quase tudo pode ser discutível. Não existe uma fórmula mágica. Estudar de uma determinada forma ou por determinado autor não é pré-requisito ou condição necessária para aprovação no concurso público. Contudo, um planejamento adequado e personalizado aliado a bons materiais pode diminuir bastante o tempo de estudo até a aprovação. Para obter o melhor aproveitamento do seu estudo, o candidato precisa se conhecer primeiro, como estudante, para posteriormente, planejar-se. Indicaria, sem nenhuma ressalva, a ferramenta de questões do TECCONCURSOS, como um desses bons materiais que reduzem o tempo de estudo até a aprovação.
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS
 
À guisa de conclusão, a principal e mais importante lição absorvida nessa caminhada diz respeito aos termos motivação e disciplina. Permita-me discordar de alguns professores que falam demasiadamente em motivação (apenas um ponto de vista diferente para reflexão). 
 
Recentemente li um texto que traduz bem o meu pensamento e o que passei ao longo desses meses.
 
Diz-se que a motivação é instável, contraproducente, te deixa refém das suas emoções e sentimentos. Aquele que só estuda quando está motivado, produz menos do que uma pessoa disciplinada, em longo prazo. E isso se dá basicamente porque a motivação tem prazo de validade.
 
Imagine alguém tentando emagrecer com base apenas na motivação. Na segunda feira, o sujeito acordou motivado, fez a dieta milagrosa, comeu apenas alimentos saudáveis e conseguiu repetir o feito ao longo da semana. Três semanas depois, entretanto, não suportava mais e como os resultados não foram o que ele esperava, desistiu e voltou a se alimentar como anteriormente. Na outra semana, tentou novamente e o caso de repetiu, porque não havia planejamento e nem disciplina. 
 
A motivação te deixa refém das suas vontades. No concurso público, é complicado você manter sua motivação durante todo o tempo de estudo, porque não estamos falando de 1 mês, 2 meses, e sim de anos. Não se trata de uma prova de 100 metros, e sim, de uma maratona. Quantas e quantas vezes me senti desmotivado ao longo desses 11 meses? Inúmeras vezes, podem ter certeza! Claro que tem que ter motivação, mas ela não pode ser vista como o carro chefe da preparação do candidato. 
 
É imprescindível estabelecer objetivos e metas, mantendo sempre a disciplina. Esta, por sua vez, é produtiva, racional e eficiente no longo prazo. Estuda-se antes e independentemente de edital. Sol ou chuva, verão ou inverno, segunda ou sábado, lá está o aguerrido candidato cumprindo sua missão. O próprio corpo já se acostumou com a rotina diária de estudos.
 
Colocando naquele velho clichê, a motivação te faz estudar para passar. A disciplina te faz estudar até passar. Obviamente, se o candidato souber como usar esses dois elementos, motivação e disciplina, juntos, terá um desempenho ainda melhor. Em tese, o mais correto seria estudar até passar e para passar. A motivação dá o pontapé inicial e o “Sprint” final, enquanto a disciplina faz toda a caminhada rumo a aprovação.
 
Nesse sentido, se eu pudesse dar alguma dica para quem está iniciando hoje sua preparação, seria: Saia da sua zona de conforto e cultive a disciplina!
 
Por fim, melhor do que ser aprovado, é ser aprovado colhendo o que plantou. Uma aprovação naquele primeiro concurso da Receita Federal me tiraria boa parte do conhecimento que adquiri nesses meses. Hoje me sinto merecedor da aprovação. Naquele tempo, talvez não. Se eu tivesse o poder de voltar no tempo e mexer em algo daquele concurso, eu acho que escolheria me reprovar novamente, pelos conhecimentos adquiridos nesses meses e por toda a caminhada vivida.
 
Agradeço à Deus, à minha família, à minha namorada, aos meus amigos e a todos os professores que contribuíram na minha formação (CSCJ, UFPI, ICF, ESMEPI).
 
Email: antonio_luiz1@hotmail.com
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