Alexandre da Silva Schneider, 2º - Auditor-Fiscal Tributário Municipal - Gestão Tributária (Pref São Paulo)

Já conhece a história de sucesso de Alexandre da Silva Schneider? Veja mais depoimentos de alunos do TEC!

Minha jornada no mundo dos concursos começou em 2010 com baixas pretensões. Havia me formado em Educação Artística – Licenciatura em Música e estava terminando meu mestrado em Musicologia. Sem muitas perspectivas do que fazer e certo de que minha carreira na área que havia escolhido seria acadêmica caso continuasse meus estudos (apesar de não desgostar, também não me sentia satisfeito com o futuro que se desenhava para mim), resolvi fazer um concurso para Analista Técnico em Gestão Cultural da Fundação Catarinense de Cultura (FCC – não aquela banca que tanto amamos!). Como estava focado em meu mestrado, acabei não conseguindo estudar muito, mas tive uma imensa sorte e boa parte da prova específica tratou de assuntos que estava estudando no momento. Acabei ficando com a única vaga específica para especialistas em música, o que foi bastante gratificante. Embora tenha sido uma prova pouco concorrida e com um salário muito aquém do que almejava, comecei a me interessar por esse universo concurseiro que até então pouco conhecia.
 
Concluí o mestrado e passei a trabalhar exclusivamente na FCC. Insatisfeito com o trabalho que desenvolvia e com a remuneração, mais uma vez, comecei a procurar oportunidades em outras carreiras e em outros concursos até que me deparei com a área fiscal. Foi amor à primeira vista. Sempre admirei o trabalho dos auditores e fiquei surpreso ao descobrir que, além de proventos bastante interessantes, grande parte dos concursos para a área somente exigiam um diploma de curso superior.
 
Sem absolutamente nenhum conhecimento em direito e contabilidade, resolvi me matricular num curso telepresencial preparatório para a prova de Analista Tributário da Receita Federal. Com apenas dois meses de estudo, como já imaginava, não obtive êxito no certame. Contudo, adquiri certo gosto pelas disciplinas que estudei (especialmente pelo Direito Tributário) e passei a me sentir motivado pelo desafio. Portanto, inscrevi-me em outro curso telepresencial, desta vez, mais geral para a área fiscal. Após alguns poucos meses, no entanto, comecei a sentir um certo desconforto em relação a ele. Perdia tempo com deslocamento, tinha um ritmo diferente dos professores e as aulas não eram organizadas de modo a facilitar a vida dos alunos. Confesso que até ali meus estudos eram muito pouco eficientes. Assistia às aulas pela manhã, trabalhava das 13 às 19 horas e costumava estudar um máximo de duas horas às noites. Fui ficando cada vez mais ciente que meus estudos por conta própria rendiam muito mais do que as aulas assistidas no curso.
    
Foi então que, no início de 2013, foi publicado o edital para o ICMS-SP. Foquei nesse concurso, aumentei minha carga de horas estudadas durante a semana e passei a ler e resolver questões também nos finais de semana. Mantive-me frequentando o curso, apesar de insatisfeito. Viajei a São Paulo para fazer a prova e senti que os meses a mais de estudo tinham feito diferença. Fiz uma prova bem melhor do que no concurso da Receita, mas ainda não foi o suficiente para passar. Fiquei entre os últimos excedentes, mas sentia que estava chegando mais perto.
 
Tomei uma decisão difícil, então, mas que se provou valiosa. Em abril de 2013, pedi exoneração da FCC, a 6 meses do fim do estágio probatório, e virei um concurseiro full-time. Li vários depoimentos de aprovados em concursos e, juntando com o que vinha sentindo, decidi que iria parar de frequentar cursos presenciais e estudar em casa montando minha própria grade de disciplinas e focando em livros e materiais online. Agora com mais tempo disponível, aumentei bastante minha carga de estudos, passando para algo entre 6 e 8 horas líquidas (mais 2 a 4 horas aos sábados). Estudava um total de 5 ou 6 disciplinas diariamente, procurando não ficar mais que 3 dias sem ter contato com qualquer delas.
 
Após alguns meses estudando, veio o edital do ICMS-ES. Sentia que estava muito perto, mas que, além de estudar a legislação do estado, precisava também ganhar mais prática e velocidade fazendo questões. Foi nessa época, meados de 2013, que conheci o TEC Concursos. A imensa quantidade de questões somada aos comentários dos professores era exatamente o que eu precisava para dar mais um passo rumo à aprovação. Passei a revisar o conteúdo e fazer um número maior de questões conforme o concurso se aproximava. Mas a vida é uma caixinha de surpresas. Poucas semanas antes da prova, rompi um ligamento no joelho e fui obrigado a operá-lo na véspera da viagem a Vitória, impossibilitando minha participação no concurso. A tristeza de perder a prova, aliada a dois meses de muletas, deixou-me praticamente um mês inteiro sem estudar.
 
Aos poucos fui retomando o ritmo e no final do ano já tinha voltado às 6h-8h líquidas. No início de 2014 houve a publicação de três editais num curto espaço de tempo. ISS-Florianópolis, Receita Federal e ISS-SP (as provas, inclusive, acabaram sendo exatamente na mesma data). ISS-Florianópolis era um sonho. Ser auditor na minha cidade natal e onde morava seria perfeito. Contudo, havia restrição nos cursos superiores aceitos e não pude participar do certame. Passei a estudar para a Receita Federal. Contudo, quando o edital do ISS-SP saiu, acabei mudando de ideia. Sempre gostei muito da cidade de São Paulo e vi ali uma ótima oportunidade. Continuei no mesmo ritmo, cada dia revisando mais o conteúdo e fazendo mais questões, usando e abusando do TEC!
 
As provas foram feitas em dois finais de semana consecutivos. Saí arrasado do primeiro deles. As questões de legislação tributária tinham sido muito difíceis e estava convencido de que não tinha mais chances. Ainda assim, fiz as demais provas dando meu melhor. Saí mais confiante nessa segunda etapa. Quando veio o resultado, para o meu choque e felicidade, fiquei em 2º lugar na área de gestão tributária!
 
Minha jornada nos concursos para a área fiscal durou perto de dois anos. Não foram fáceis, mas foram extremamente gratificantes. Alguns amigos tiveram jornadas mais longas, outros mais curtas. Mas há um consenso entre todos de que foi um período de imenso aprendizado (técnico e emocional) e que valeu muito a pena. Se tivesse que deixar algumas dicas para meus nobres amigos concurseiros, diria: 
 
Nada prepara o candidato como revisar e resolver questões;
 
Ache seu próprio método de estudo. Existem muitos, mas existe um que vai funcionar melhor para você;
 
Haverá percalços, mas não desista;
 
A competição não é com os outros. É com você mesmo. Prepare-se o melhor que puder.
 
Sua hora vai chegar.
 
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