Enunciados de questões e informações de concursos

Logotipo UFSC
Questão 1 de 1
Matéria: Português
Assunto: Pontuação (ponto, vírgula, travessão, aspas, parênteses etc)
Comentário do professor Conteúdo teórico Detalhes da questão
Comentário não acessível
Os comentários dos professores estão disponíveis apenas para assinantes. Para visualizá-lo, renove sua assinatura ou, caso seja assinante, faça seu login.
Para ver as informações da questão é necessário somente estar logado, não é preciso ser assinante. Faça o login ou cadastre-se aqui agora mesmo.
Conteúdo teórico não acessível
O conteúdo teórico está disponível apenas para assinantes do Plano Avançado.
Para continuar estudando normalmente, renove sua assinatura!
TEXTO 1

500 mil homicídios em 20 anos

A violência registrada nas grandes cidades fez com que, entre 1980 e 2000, mais de 500 mil brasileiros fossem vítimas de homicídio. Segundo a Síntese de Indicadores Sociais, lançada na terça-feira, 13/04, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, enquanto nos anos 80 os acidentes de trânsito eram a principal causa externa dos óbitos masculinos, na década de 90, os homicídios passaram a liderar.

Entre 1980 e 2000, a taxa de mortalidade por homicídios para ambos os sexos no Brasil aumentou 130% (de 11,7 para 27 por 100 mil habitantes). De 1980 a 2000, as taxas masculinas de mortalidade por homicídios saltaram de 21,2 para 49,7 por 100 mil habitantes.

Os homens jovens, de 15 a 24 anos, são os mais afetados: em 2000, 95,6 em cada 100 mil homens dessa faixa de idade morreram vítimas de homicídio, sendo 71,7 em cada 100 mil (ou seja, 75%) mortos com armas de fogo. Em relação a 1991, cresceu 46% a taxa de homicídios de homens jovens (era de 65,5 a cada 100 mil) e aumentou 95% a taxa dos realizados com armas de fogo (era de 36,8 por 100 mil, ou 56,2% do total).

O total de causas externas (que, além de homicídios, inclui também acidentes, suicídios e outras causas não naturais) provocou no País cerca de 2 milhões de mortes de 1980 a 2000, o que corresponde a toda a população de Brasília. Em 82,2% dos casos (1,7 milhão), as vítimas foram homens. Em 2000, as causas externas foram a segunda maior causa de morte no País (14,5% do total de mortes).

Realidade catarinense

Ainda que a violência tenha aumentado em Santa Catarina no período de 1990 para 2000, na comparação com os outros estados do Sul e com o cenário brasileiro, o Estado ainda está em vantagem.

Com relação especificamente aos homicídios, o Estado também está em melhores condições. Santa Catarina registrou 17,3 ocorrências por 100 mil habitantes, em comparação com as 95,6 registradas no País no mesmo período. O Rio Grande do Sul teve 54,3 casos em 100 mil habitantes e o Paraná novamente foi o campeão negativo, com 63 casos em 100 mil habitantes.

Correio de Santa Catarina, São José, 18 a 22 abr. 2004, p. 9. [adaptado]
 
TEXTO 2

Recentemente, num programa de entrevistas da emissora americana NBC, Parke Kunkle, um instrutor de astronomia ligado à Sociedade do Planetário de Minnesota, afirmou que os astrólogos deveriam ajustar o calendário dos 12 signos do zodíaco e acrescentar um 13º, Ophiuchus, ou Serpentário. Tudo isso por conta de uma mudança no eixo de rotação da Terra, chamada precessão, que coloca o Sol em uma posição diferente da que estava há "3 mil anos, quando se começou a estudar astrologia". Isso gerou uma torrente de matérias, posts e tweets ridicularizando a astrologia por ter se apegado a algo que foi derrubado há tempos.

Kunkle não deixou claro, no entanto, que os astrônomos e astrólogos sabem disso e calculam a precessão desde a Antiguidade. E ignora o fato de que os signos do zodíaco se referem a segmentos do plano de órbita da Terra, não às constelações de onde vieram seus nomes. Apesar disso, a história se alastrou, e parece que a maioria das pessoas a viu como um bom exemplo de que astrólogos são idiotas.

HIGGIT, Rebekah. Mais cuidado ao criticar os astrólogos? Galileu, n. 236, mar. 2011, p. 86. [excerto]
 
TEXTO 3

Um sonho de simplicidade

Então, de repente, no meio dessa desarrumação feroz da vida urbana, dá na gente um sonho de simplicidade. Será um sonho vão? Detenho-me um instante, entre duas providências a tomar, para me fazer essa pergunta. Por que fumar tantos cigarros? Eles não me dão prazer algum; apenas me fazem falta. São uma necessidade que inventei. Por que beber uísque, por que procurar a voz de mulher na penumbra ou os amigos no bar para dizer coisas vãs, brilhar um pouco, saber intrigas?

Uma vez, entrando numa loja para comprar uma gravata, tive de repente um ataque de pudor, me supreendendo assim, a escolher um pano colorido para amarrar ao pescoço.

A vida bem poderia ser mais simples. Precisamos de uma casa, comida, uma simples mulher, que mais? Que se possa andar limpo e não ter fome, nem sede, nem frio. Para que beber tanta coisa gelada? Antes eu tomava a água fresca da talha, e a água era boa. E quando precisava de um pouco de evasão, meu trago de cachaça.

Que restaurante ou boate me deu o prazer que tive na choupana daquele velho caboclo do Acre? A gente tinha ido pescar no rio, de noite. Puxamos a rede afundando os pés na lama, na noite escura, e isso era bom. Quando ficamos bem cansados, meio molhados, com frio, subimos a barranca, no meio do mato, e chegamos à choça de um velho seringueiro. Ele acendeu um fogo, esquentamos um pouco junto do fogo, depois me deitei numa grande rede branca — foi um carinho ao longo de todos os músculos cansados. E então ele me deu um pedaço de peixe moqueado e meia caneca de cachaça. Que prazer em comer aquele peixe, que calor bom em tomar aquela cachaça e ficar algum tempo a conversar, entre grilos e vozes distantes de animais noturnos.

Seria possível deixar essa eterna inquietação das madrugadas urbanas, inaugurar de repente uma vida de acordar bem cedo? Outro dia vi uma linda mulher, e senti um entusiasmo grande, uma vontade de conhecer mais aquela bela estrangeira: conversamos muito, essa primeira conversa longa em que a gente vai jogando um baralho meio marcado, e anda devagar, como a patrulha que faz um reconhecimento. Mas por que, para que, essa eterna curiosidade, essa fome de outros corpos e outras almas?

Mas para instaurar uma vida mais simples e sábia, então seria preciso ganhar a vida de outro jeito, não assim, nesse comércio de pequenas pilhas de palavras, esse ofício absurdo e vão de dizer coisas, dizer coisas... Seria preciso fazer algo de sólido e de singelo; tirar areia do rio, cortar lenha, lavrar a terra, algo de útil e concreto, que me fatigasse o corpo, mas deixasse a alma sossegada e limpa.

Todo mundo, com certeza, tem de repente um sonho assim. É apenas um instante. O telefone toca. Um momento! Tiramos um lápis do bolso para tomar nota de um nome, um número... Para que tomar nota? Não precisamos tomar nota de nada, precisamos apenas viver — sem nome, sem número, fortes, doces, distraídos, bons, como os bois, as mangueiras e o ribeirão.

BRAGA, Rubem. 200 crônicas escolhidas. Rio de Janeiro: Record, 1978. p. 262-3.
 
A partir de informações fornecidas nos Textos 1, 2 e 3, construíram-se os períodos abaixo. Assinale o período CORRETO quanto ao emprego dos sinais de pontuação, segundo a norma padrão.
A resolução de questões só está disponível para assinantes.
Renove sua assinatura
Resolva 1259719 questões, acesse 551570 comentários de professores e acompanhe seu desempenho. Experimente!

spinner
Ocorreu um erro na requisição, tente executar a operação novamente.