Tópicos Importantes para Prova do MPU 2013 - Parte II

por Henrique C. Branco em 14/05/2013
Olá, pessoal.
 
            O Tópico desta terça-feira versará sobre a ocorrência da crase. Tema este, também, relevante em provas do Cespe/Unb. 
            Um grande abraço, 
            Prof. Henrique Castelo Branco.
 

 
 Tema 2:    CRASE
 
 

(CESPE/Unb 2009 – Tribunal Regional Eleitoral GO – Analista)
            Os filósofos gregos começaram a buscar a verdade em relação ou oposição à falsidade, ilusão, aparência. De acordo com essa concepção, a verdade estaria inscrita na essência, sendo idêntica à realidade e acessível apenas ao pensamento, e vedada aos sentidos. O conceito era sempre aplicado, isto é, remetia a uma história vivida que pudesse ou não ser comprovada. Essa concepção de verdade subordinava-a, portanto, à possibilidade de uma verificação.

01 - Assinale a opção correta a respeito do emprego da crase nas estruturas linguísticas do texto.
 
A) No período do texto (R.1), mantêm-se as relações semânticas, bem como a correção gramatical, ao se inserir à antes de “ilusão” e antes de “aparência”.
 
             Item correto. Quando a preposição servir a dois termos coordenados, poderá vir repetida ou calada junto ao segundo (e ou mais termos), conforme haja ou não desejo de enfatizar o valor semântico da preposição.
                           
                            “...em relação ou oposição à falsidade, ilusão, aparência.”                        ou

                            “...em relação ou oposição à falsidade, à ilusão, à aparência.”
 
 
B) Tanto o uso da crase em “à realidade” (R.2) como da contração em “ao pensamento” (R.3) justificam-se pelas relações de regência de “idêntica” (R.2).
 
              Item incorreto, pois a justificativa do sinal indicativo da crase na expressão “à realidade” deve-se à regência nominal de “idêntica”; já na expressão “ao pensamento”, a combinação da preposição mais artigo deve-se à regência nominal de “acessível”.
 
 
C) Na linha 3, preservam-se as relações de regência de “remetia”, bem como a correção gramatical do texto, ao se inserir um sinal indicativo de crase em “a uma história”.
 
             Item incorreto, visto que não poderíamos empregar o sinal indicativo de crase em expressões que antecedem uma palavra com ideia indefinida (artigo ou pronome) por constituir caso de crase proibida.
 
 
D) A retirada do sinal indicativo de crase em “à possibilidade” (R.4) provocaria erro gramatical e incoerência nas idéias do texto, por transformar objeto indireto em objeto direto na oração.
 
              Item incorreto, visto que o substantivo “possibilidade” poderia aparecer na frase de modo genérico (sem artigo). Com isso, o sinal indicativo de crase poderia ser retirado sem prejuízo gramatical. Vale ressaltar que a função sintática do vocábulo permanece inalterada na frase.
 
“Essa concepção de verdade        subordinava-a          à possibilidade de uma verificação.”
              (SUJEITO)                             (VTDI)  (O.D.)                          (O.I.)
 
 
 
(CESPE/Unb – 2008 – ABIN – Oficial de Inteligência)
                   Uma vez pesquisado, determinado assunto agrega novos elementos ao pensamento de seu observador e, portanto, modifica-o. Mudado seu modo de pensar, o pesquisador já não concebe aquele tema da mesma forma e, assim, já não é capaz de estabelecer uma relação exatamente igual à do experimento original.
02 - Em “à do experimento” (R.3), o sinal indicativo de crase está empregado de forma semelhante ao emprego desse sinal em expressões como à moda, às vezes, em que o uso do sinal é fixo.

              Item incorreto, porque a justificativa da ocorrência de crase na expressão “à do experimento” deve-se à regência nominal do vocábulo “igual”, não constituindo caso de crase obrigatória como ocorre nas expressões “à moda” e “às vezes” em que a crase é obrigatória em virtude de serem locuções adverbiais femininas.
 
 
(CESPE/Unb – 2012 – POLÍCIA FEDERAL – Agente Federal)
                 (...) Reprimimos em nós desejos e fantasias que nos parecem ameaçar o convívio social. Logo, frustrados, zelamos pela prisão daqueles que não se impõem as mesmas renúncias.
03 - Na linha 8, considerando-se a dupla regência do verbo impor e a presença do pronome “mesmas”, seria facultado o emprego do acento indicativo de crase na palavra “as” da expressão “as mesmas renúncias”.
 
                Item incorreto. O sinal indicativo de crase não poderia ocorrer na expressão “as mesmas renúncias”, visto que ela é classificada na frase como objeto direto do verbo “impor” que é transitivo direto e indireto. Logo, não há dupla regência para o verbo nem facultatividade no emprego da crase.
 
“…daqueles         que                   não     se   impõem      as mesmas renúncias.”
                        (SUJEITO)                      (O.I.)   (VTDI)                (O. DIRETO)
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