Sobre a quantidade de exercícios

por Homerzinho em 09/08/2012
   
Sobre a quantidade de exercícios


    Olá, pessoal. No último artigo, falei que 200 exercícios por dia era uma boa meta. Continuo achando que essa é uma meta bem razoável, mas vou esclarecer algumas coisas.

    O comentário da Cristina foi perfeito. Há pessoas que tem menos tempo disponível por uma série de variáveis que todos conhecemos. Claro que esse número pode e deve ser adaptado para as necessidades do leitor. Leve-o, portanto, como uma meta ideal.

    Caso o estudante tenha, por exemplo, 4 horas por dia para estudar, pode manter uma média de 100 exercícios por dia (supondo que, dessas 4 horas, 2 sejam gastas com exercícios). Dessa forma, nos 5 dias da semana, terá feito 500 exercícios. Aos fins de semana, ele pode compensar fazendo 300 exercícios em cada dia. Totalizando 1100 exercícios na semana (uma média de quase 160 exercícios por dia).

    As pessoas podem ficar assustadas com essa quantidade de exercícios, mas são os exercícios que vão te aprovar. Regra geral, vale muito mais uma bateria de 100 exercícios do que 1h30 vendo um resumo.

    Agora, uma pequena diferenciação. Há momentos que faremos os exercícios logo após aprendermos a matéria. Aí, sim, seria absurdo falar em 200 exercícios. Nessa hora, precisamos aprender, ver o que erramos e entender bem o que fazer.

    Depois dessa primeira fase, há a automatização (como dizem o Deme e o Alex) dos exercícios. E é nessa fase que você vai fazer os 200.

    Vou dar o meu exemplo particular, de como estudei pro ISS. Utilizando uma matéria que eu me baseei praticamente só nos exercícios, Direito Civil.

    A cada parte da matéria que eu completava e que já me permitia fazer uma quantidade razoável de exercícios, eu ia pra primeira fase da resolução de questões.

    Uma parte da matéria que se encaixa no exemplo seria a LICC (ou, mais recentemente, LINDB). Há muitos exercícios somente sobre essa parte e é uma parte bastante cobrada nos concursos.

    A ordem que eu seguia era a seguinte:

a) Leitura do meu material didático
b) Leitura da lei seca
c) Exercícios para fixar a matéria (30 ou 40 questões, geralmente as selecionadas pelo autor do material didático, se possível).
d) Automatização da matéria.


    Na fase 3, você vai demorar bastante nos exercícios mesmo. Quando errar, vai procurar onde errou e tentar entender por que a resposta certa é correta. Aí, entram as questões comentadas. Elas tornam esse processo MUITO mais eficiente. Você não vai precisar ir e voltar aos livros tantas vezes.

    A fase dos muitos exercícios por dia é a 4. Se você se acostumar a fazer muitos exercícios, vai fazer 50 questões em bem menos de 40 minutos. E não é exagero.

    Afirmo que não é exagero pois as questões de concurso, muitas vezes, trazem só a literalidade da lei . Se você fizer muitos exercícios, vai ficar cada vez mais rápido em resolvê-los. Mesmo quando as bancas pedem jurisprudências, geralmente, elas usam as súmulas expedidas pelos colegiados. E os textos das súmulas são copiados e colados exatamente da mesma forma em várias questões.

    Você gera um caderno no TEC ou pede pro seu software favorito selecionar 50 questões aleatoriamente e resolve as 50. Sem se preocupar muito com o que errou na hora em que errou. A preocupação é medir o seu conhecimento e cristalizar o que você já sabe.

    Depois que terminar, daí sim. Veja o que errou e as correções das questões. Muitas vezes, aliás, você não vai precisar nem ver a correção. Só de ver a alternativa certa você percebe o que errou, pois já estará procurando um erro na alternativa que você marcou.

    Dessa forma, você otimiza seu tempo fazendo exercícios. E o aprendizado vem em forma de fixação do que você já sabe e na hora da correção.

    Enfim, a lição que deve ficar é simples: Faça o máximo de exercícios que conseguir e dê a devida importância a eles.

    Mesmo que você não concorde com os números que eu mencionei e que ache impossível de cumprir esse tipo de meta, reserve uma porcentagem grande do seu estudo para a resolução de questões.

    Lembre-se que não será aprovado o candidato que tenha a doutrina inteira memorizada, e sim o que tem muitas questões da banca memorizadas. O negócio, como dizem, é "marcar o x no lugar certo" - Sem contar as discursivas, claro.
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