Revisão - ISS Niterói 2015

por Marco Diniz em 07/11/2015
Olá amigos do Tec Concursos.
 
Trago aqui uma revisão para os concurseiros que vão disputar uma vaga para fiscal de tributos em Niterói-RJ (ISS Niterói), concurso organizado pela FGV e com prova prevista para 13/12/2015.
 
Observação: todas as questões foram coletadas na base de cadastro do TECCONCURSOS.
 
Vamos lá!!
 

01 - (FGV 2014) Determinada empresa opta por elaborar sua Demonstração do Resultado do Exercício por função.

Assinale a opção que apresenta apenas contas classificadas de acordo com a função.
a) Despesas de vendas e despesas de depreciação.
b) Despesa de salários e custo dos produtos vendidos.
c) Imposto de renda e contribuição social e materiais consumidos.
d) Despesas de propaganda e despesas de depreciação.
e) Custo dos serviços prestados e despesas comerciais.

 
comentário:
 
O CPC 26 (R1) - Apresentação das Demonstrações Contábeis, trouxe nos itens 99, 102 e 103 duas possibilidades de apresentação das despesas na demonstração de resultado: por Função da Despesa e por Natureza da Despesa.
 
Vejamos os textos na íntegra:
 
99. A entidade deve apresentar uma análise das despesas utilizando uma classificação baseada na sua natureza, se permitida legalmente, ou na sua função dentro da entidade, devendo eleger o critério que proporcionar informação confiável e mais relevante, obedecidas as determinações legais.
 
102. A primeira forma de análise é o método da natureza da despesa. As despesas são agregadas na demonstração do resultado de acordo com a sua natureza (por exemplo, depreciações, compras de materiais, despesas com transporte, benefícios aos empregados e despesas de publicidade), não sendo realocados entre as várias funções dentro da entidade. Esse método pode ser simples de aplicar porque não são necessárias alocações de gastos a classificações funcionais. Um exemplo de classificação que usa o método da natureza do gasto é o que se segue:
 
Receitas
Outras Receitas
Variação do estoque de produtos acabados e em elaboração
Consumo de matérias-primas e materiais
Despesa com benefícios a empregados
Depreciações e amortizações
Outras despesas
Total da despesa
Resultado antes dos tributos
 
103. A segunda forma de análise é o método da função da despesa ou do “custo dos produtos e serviços vendidos”, classificando-se as despesas de acordo com a sua função como parte do custo dos produtos ou serviços vendidos ou, por exemplo, das despesas de distribuição ou das atividades administrativas. No mínimo, a entidade deve divulgar o custo dos produtos e serviços vendidos segundo esse método separadamente das outras despesas. Esse método pode proporcionar informação mais relevante aos usuários do que a classificação de gastos por natureza, mas a alocação de despesas às funções pode exigir alocações arbitrárias e envolver considerável julgamento. Um exemplo de classificação que utiliza o método da função da despesa é a seguinte:
 
Receitas
Custo dos produtos e serviços vendidos
Lucro bruto
Outras receitas
Despesas de vendas
Despesas administrativas
Outras despesas
Resultado antes dos tributos
 
Conforme percebemos da leitura do texto, o método que traz informações de custos é o método da Função.
 
Analisando as alternativas, as únicas que citam custo são as letra B e E. Assim, as demais já estão descartadas!!
 
A questão pede a opção que apresenta apenas contas do método da Função da Despesa, logo eliminamos também a letra B pois despesa de salários (benefícios a empregados) aparece no método por Natureza.
 
Por eliminação, chegamos a alternativa correta letra E (custos dos serviços prestados e despesas comerciais/de vendas)
 
Gabarito letra E

 
02 - (FGV 2015) A Cia. “X”, que é revendedora de material de escritório é controlada pela Cia. “Z”, que presta serviços de consultoria. A Cia. “X” aluga uma sala comercial para a Cia. “Z”, que a utiliza em suas atividades.

Considerando que o valor justo da sala comercial pode ser mensurado de modo confiável, sua evidenciação no balanço patrimonial individual e no consolidado, respectivamente, deve ser feita do seguinte modo:
a) Ativo Imobilizado e Ativo Imobilizado.
b) Propriedade para Investimento e Propriedade para Investimento.
c) Propriedade para Investimento e Ativo Imobilizado.
d) Ativo Imobilizado e Propriedade para Investimento.
e) Propriedade para Investimento e não é evidenciado.
 
Comentário:
 
Vejamos o item 15 do CPC 28 - Propriedade para Investimento
 
15. Em alguns casos, a entidade possui propriedade que está arrendada e ocupada por sua controladora ou por outra controlada. A propriedade não se qualifica como propriedade para investimento nas demonstrações contábeis consolidadas, porque a propriedade está ocupada pelo proprietário sob a perspectiva do grupo. Porém, da perspectiva da entidade que a possui, tal propriedade é propriedade para investimento se satisfizer a definição do item 5. Por isso, o arrendador trata a propriedade como propriedade para investimento nas suas demonstrações contábeis individuais.
 
Por oportuno, vejamos também o item 5:

5. Propriedade para investimento é a propriedade (terreno ou edifício ou parte de edifício ou ambos) mantida (pelo proprietário ou pelo arrendatário em arrendamento financeiro) para auferir aluguel ou para valorização do capital ou para ambas, e não para:
 
(a) uso na produção ou fornecimento de bens ou serviços ou para finalidades administrativas; ou
(b) venda no curso ordinário do negócio.
 
Portanto, conforme o item 15, a sala comercial será evidenciada no balanço patrimonial individual como propriedade para investimento; e no consolidado, como ativo imobilizado.
 
Gabarito Letra C

 
03 - (FGV 2015) Em 01/01/2010, uma empresa adquiriu um terreno por R$ 100.000,00. Na época, a empresa tinha a intenção de utilizar o terreno em suas operações durante vinte anos e vendê-lo por R$ 30.000,00.

Em 31/12/2014, a empresa resolveu vender o terreno. Nesta data, o valor justo do terreno era de R$ 150.000,00 e a empresa estimava despesas de vendas de R$ 10.000,00.

De acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 31 - Ativo não Circulante mantido para Venda e Operação Descontinuada, em 31/12/2014 o terreno estava mensurado, no grupo dos Ativos não Circulantes mantidos para Venda, por
a) R$ 82.500,00.
b) R$ 90.000,00.
c) R$ 100.000,00.
d) R$ 140.000,00.
e) R$ 150.000,00.
 
Comentário:
 
Vejamos o item 15 do CPC 31:
 
A entidade deve mensurar o ativo ou o grupo de ativos não circulantes classificado como mantido para venda pelo menor entre o seu valor contábil e o valor justo menos as despesas de venda.
 
 
Os dados fornecidos pelo enunciado são:
 
valor contábil terreno = 100.000,00 (lembrar que terreno não sofre depreciação)
 
Valor justo menos despesas de vendas = 140.000,00 (150.000 - 10.000)
 
 
Assim, o valor mensurado do terreno será:
 
Terreno mantido para venda = MENOR
Terreno mantido para venda = 100.000,00
 
Gabarito letra C

 
04 - (FGV 2014) Em 01/01/2013, uma empresa apresentava os seguintes saldos em seu balanço patrimonial:
 
Caixa: R$ 10.000,00
Estoques: R$ 200.000,00
Terreno: R$ 30.000,00
Capital Social: R$ 240.000,00
 
No mês de janeiro, a empresa vendeu metade de seu estoque por R$ 160.000,00, o que é considerado relevante. Do valor, metade será recebida em 30 dias, e a outra metade, em 60 dias.

A empresa considera a taxa para desconto a valor presente de 4% ao mês. Além disso, estima o risco de inadimplência de 2%.

Considerando que essa foi a única transação de janeiro, o valor do Patrimônio Líquido da empresa em 31/01/2013, de acordo com a legislação societária, era, aproximadamente, de
a) R$ 56.800,00.
b) R$ 287.688,00.
c) R$ 287.870,00.
d) R$ 290.888,00.
e) R$ 296.800,00.
 
Comentário:
 
A questão informa uma taxa de desconto a valor presente de 4% a.m, então devemos calcular primeiramente o valor presente da venda.
Em seguida, vamos apurar o lucro e, por último, o valor do patrimônio líquido.
 
1) Cálculo do valor presente da venda (taxa 2% a.m)
 
 
A venda é realizada pelo valor de R$ 160.000,00, sendo que a primeira parcela será recebida em 30 dias e a segunda em 60 dias, assim vamos calcular o valor presente das 2 parcelas de R$ 80.000,00:
 
Valor presente = 80.000/(1,04) + 80.000/(1,04)^2
Valor presente = 76.923,08 + 73.964,50
Valor presente = 150.887,58
 
2) Cálculo do lucro
 
Vamos calcular o lucro considerando o valor presente da venda e o risco de inadimplência de 2%. Acompanhe:
 
Receita de vendas (valor presente) = 150.887,58
(-) CMV = (100.000,00) => foi vendida a metade do estoque (200.000,00 / 2)
(=) Lucro bruto = 50.887,58
(-) PDD = (3.017,75) => 2% x 150.887,58
(=) Lucro = 47.869,83
 
3) Cálculo do patrimônio líquido
 
Capital Social = 240.000,00
(+) lucro  = 47.869,83
(=) TOTAL DO PL = 287.869,83
 
Com isso, em 31/01/2013 o valor do Patrimônio Líquido será de aproximadamente R$ 287.870,00
 
Gabarito letra C

 
05 - (FGV 2015) Uma empresa prestadora de serviços, com sede no Rio de Janeiro, abriu uma filial em Curitiba. Para trabalhar nessa filial ela transferiu parte de seus funcionários do Rio de Janeiro, que alugaram apartamentos para morar em um prédio localizado ao lado do escritório que pertencia à empresa.

No balanço patrimonial da empresa, a correta contabilização do prédio para aluguel é
a) Ativo Circulante.
b) Ativo Realizável a Longo prazo.
c) Propriedade para Investimento.
d) Ativo Imobilizado.
e) Ativo Intangível.
 
Comentário:
 

A resposta está na Interpretação Técnica ICPC 10 – Interpretação Sobre a Aplicação Inicial ao Ativo Imobilizado e à Propriedade para Investimento dos Pronunciamentos Técnicos CPCs 27, 28, 37 e 43:

46. (…) No ativo imobilizado, a figura do aluguel só pode existir quando estiver vinculado a ativo complementar na produção ou no fornecimento de bens ou serviços. Por exemplo, uma fazenda pode ter residências alugadas a seus funcionários, uma extratora de minerais pode construir residências no meio da floresta também para alugar a seus funcionários, etc. Nesse caso, os ativos alugados são, na verdade, parte do imobilizado necessário ao atingimento da atividade-fim da entidade.

47. Se houver investimento para obter renda por meio de aluguel, em que este é o objetivo final, no qual o imóvel é um investimento em si mesmo, e não o complemento de outro investimento, aí se tem a caracterização não do ativo imobilizado, mas sim de propriedade para investimento. A propriedade para investimento, ao contrário do ativo alugado classificado no imobilizado, tem um fluxo de caixa específico e independente, ou seja, ele é o ativo principal gerador de benefícios econômicos, e não um acessório a outros ativos geradores desses benefícios.

Assim, de acordo com o ICPC 10:
 
Aluguel vinculado à atividade da empresa => ativo imobilizado
Aluguel não destinado à atividade da empresa (gerar renda) => propriedade para investimento
 
No caso desta questão, o aluguel não foi para gerar renda, logo letra D correta.
 
Gabarito letra D

 
06 - (FGV 2014) Em 01/01/2013, uma empresa adquiriu os direitos para uso de uma marca por cinco anos. O contrato é renovável a cada cinco anos a custo insignificante, e a empresa pretende renová-lo por mais quinze anos, acreditando que, após este período, a marca não terá mais retorno.

A vida útil a ser estabelecida pelo direito de utilização da marca, em 01/01/2013, é
a) de cinco anos.
b) de dez anos.
c) de quinze anos.
d) de vinte anos.
e) indefinida.
 
Comentário:
 
Vejamos os itens 90a, 90g e 96c do CPC 04 (R1) - Ativo Intangível
 
90. Muitos fatores devem ser considerados na determinação da vida útil de ativo intangível, inclusive:
(a) a utilização prevista de um ativo pela entidade e se o ativo pode ser gerenciado eficientemente por outra equipe de administração;
(g) o período de controle sobre o ativo e os limites legais ou similares para a sua utilização, tais como datas de vencimento dos arrendamentos/locações relacionados;

 
96. A existência dos fatores a seguir, entre outros, indica que a entidade está apta a renovar os direitos contratuais ou outros direitos legais sem custo significativo:
(c) o custo de renovação para a entidade não é significativo se comparado aos benefícios econômicos futuros que se espera fluam para a entidade a partir dessa renovação.
 
Considerando que (1) o contrato é de 5 anos (período de controle) e que (2) a empresa pretende renová-lo por mais quinze anos (utilização prevista), e (3) está apta a renovar os direitos contratuais (custo insignificante), então a vida útil será a soma do prazo do contrato com o prazo da renovação.
 
vida útil = prazo do contrato + prazo renovação
vida útil = 5 anos + 15 anos
vida útil = 20 anos
 
Assim, a vida útil a ser estabelecida pelo direito de utilização da marca, em 01/01/2013, é de 20 anos.
 
Gabarito letra D

07 - (FGV 2010) Em 1º de dezembro de 2009, a empresa MMS vendeu ações em tesouraria por um valor superior ao do respectivo custo de aquisição. Onde essa diferença deve ser apresentada nas Demonstrações Contábeis da empresa MMS em 31 de dezembro de 2009?
 
a)  Na Demonstração das mutações do patrimônio líquido, como Reserva de Capital.
b)  Na Demonstração das mutações do patrimônio líquido, como Reserva de Lucros.
c)  Na Demonstração do Resultado do Exercício, como Resultado não operacional.
d)  Na Demonstração do Resultado do Exercício, como Resultado operacional.
e)  Na Demonstração das mutações do patrimônio líquido, como Lucros Acumulados.
 
Comentário:
 
Vejamos o texto do Manual das Sociedades por Ações, pg. 363 ed. 2010:
 
"À medida que a companhia alienar Ações em Tesouraria, tal operação gerará resultados positivos ou negativos. Essas transações não fazem parte das operações normais ou acessórias da companhia e não devem ser contabilizadas como receitas ou despesas, ou seja, tais resultados não integram a Demonstração de Resultado do Exercício."
 
Com essa parte do texto, já podemos descartar as letras C e D.
 
Continuando a leitura:
 
" Ocorrendo lucro, deverá ser registrado a crédito de uma reserva de capital, pois sua natureza é similar à do ágio na emissão de ações."
 
Assim, o lucro na venda de ações em tesouraria deve ser registrado como reserva de capital o que torna a alternativa A como correta.
 
Gabarito letra A

 
8 - (FGV 2015) Assinale a opção que indica uma das mudanças instituídas pela Lei 11.941/2009.
 
a) Proibição da reavaliação de ativos.
b) Extinção do grupo Ativo Permanente.
c) Extinção do grupo Ativo Diferido.
d) Exigência do teste de recuperabilidade de alguns ativos.
e) Retirada da Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos (DOAR) como demonstração contábil obrigatória.
 
Comentário:
 
A Medida Provisória n° 449/08, que posteriormente foi convertida na Lei nº 11.941/09, trouxe algumas alterações à Lei n° 6.404/76, a saber:

- Classificação do Ativo em Circulante e Não Circulante;

- Extinção do grupo Ativo Permanente;

- Extinção do subgrupo Ativo Diferido;

- Extinção do grupo Resultado de Exercícios Futuros;

- Extinção da classificação das Receitas/Despesas em Operacionais e Não Operacionais (que passou a se chamar Outras Receitas/Despesas);

- Criação do Regime Tributário de Transição (RTT).
 
Assim as letras B e C estão corretas!
 
Acontece que a questão não foi anulada e o gabarito definitivo da banca foi a letra C.
 
Então, guardem o seguinte: a FGV NÃO considera que a Lei 11.941/2009, ao classificar o ativo em circulante e não circulante, tenha feito a extinção do Ativo Permanente.
 
Erro nas demais:
 
As letras A, D e E trazem mudanças promovidas pela lei 11.638/2007
 
Obs.: No lugar da DOAR passou a ser obrigatória a DFC (Demonstração dos Fluxos de Caixa)
 
Gabarito Oficial letra C

9 - (FGV 2014) Sobre os componentes do balanço patrimonial, assinale a afirmativa correta.

a) Participações permanentes no capital social de outras sociedades estão contabilizadas no Ativo Imobilizado.
b) Imóveis destinados à valorização estão contabilizados no Ativo Imobilizado.
c) Imóveis destinados à venda no ciclo operacional da entidade estão contabilizados no Ativo Circulante.
d) Perdas na justiça, consideradas possíveis, devem ser contabilizadas no Passivo Circulante.
e) Ganhos na justiça, considerados possíveis, devem ser contabilizados no Ativo Circulante.
 
Comentário:
 
Vamos direto analisar as alternativas:
 
a) Participações permanentes no capital social de outras sociedades estão contabilizadas no Ativo Imobilizado.
b) Imóveis destinados à valorização estão contabilizados no Ativo Imobilizado.
 
letras A e B erradas, pois devem ser contabilizados no ativo Investimentos conforme art. 179 inciso III lei 6.404/76.
 
Art. 179. As contas serão classificadas do seguinte modo:
      
III - em investimentos: as participações permanentes em outras sociedades e os direitos de qualquer natureza, não classificáveis no ativo circulante, e que não se destinem à manutenção da atividade da companhia ou da empresa;
 
 
d) Perdas na justiça, consideradas possíveis, devem ser contabilizadas no Passivo Circulante.
 
letra D errada - somente quando a perda é provável é que devemos registrar na contabilidade e divulgar em notas explicativas.
 
Veja o quadro-resumo abaixo:
 
                                                  
 
 
e) Ganhos na justiça, considerados possíveis, devem ser contabilizados no Ativo Circulante.
 
letra E errada - somente quando o ganho na justiça (ativo contingente) é julgado praticamente certo é que deve ser contabilizado, conforme quadro-resumo abaixo:
 
                                          
 
Por eliminação, encontramos a alternativa correta letra C.
 
Gabarito letra C

 
10 - (FGV 2015) Em 31/12/2013, a Cia. “X” possuía 80% de participação da Cia. “Z”. Na data, as empresas apresentavam os seguintes balanços patrimoniais:
 
 
Em 2014, a Cia. “Z” reconheceu receitas à vista com terceiros no valor de R$ 200,00 e despesa à vista com terceiros no valor de R$ 150,00, enquanto a Cia. “X” não teve transações.

De acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 36 (R3) – Demonstrações Consolidadas, com base somente nos dados apresentados, o valor do patrimônio líquido consolidado, em 31/12/2014, era de
a) R$ 1.050,00.
b) R$ 1.300,00.
c) R$ 1.340,00.
d) R$ 1.550,00.
e) R$ 1.650,00.
 
Comentário:
 
A questão apresenta alguns erros:
 
1º - O enunciado cita as Cias. X e Z, mas apresenta os balanços das Cias A e B
 
2º - O capital da Cia A está zerado. O valor correto seria R$ 1.300,00
 
3º - O total do passivo da Cia B dá R$ 1.200 (100 + 1.100), assim o balanço patrimonial não fecha.
 
 
Apesar dos recursos, a banca não anulou a questão !!
 
O cálculo do PL consolidado poderia ser assim:
 
1 - Cálculo do ativo consolidado
 
ativo consolidado = Cx da Cia A + Cx da Cia B + receitas com terceiros - despesas com terceiros
ativo consolidado = 500 + 1.100 + 200 - 150
ativo consolidado = 1.650,00
 
2 - Tratamento do Investimento
 
A conta de investimento na Cia A (R$ 800,00) é eliminada em contrapartida com o PL da Cia B (lançamento extra-contábil)
 
D - Capital = 800,00
C - Investimentos Cia B = 800,00
 
3 - Cálculo do passivo consolidado
 
passivo consolidado = financiamento Cia A + financiamento Cia B
passivo consolidado = 0,00 + 100
passivo consolidado = 100,00
 
4 - Cálculo do PL consolidado
 
PL consolidado = ativo consolidado - passivo consolidado
PL consolidado = 1650,00 - 100,00
PL consolidado = 1.550,00
 
Gabarito letra D

 
11 - (FGV 2014) A Cia. Amarelo apresentava os seguintes saldos em seu Balanço Patrimonial em 01/01/2014:
 
Disponibilidades R$ 30.000,00
Estoques R$ 14.000,00
Computadores R$ 40.000,00
Depreciação Acumulada R$ 10.000,00
Fornecedores R$ 20.000,00
Capital Social R$ 54.000,00
 
Durante o mês de janeiro de 2014, a empresa efetuou as seguintes operações:
  • Venda de todo o estoque por R$ 20.000,00 à vista.
  • Compra de móveis por R$ 30.000,00 à vista.
  • Pagamento de metade da dívida com fornecedores.
  • Compra de R$ 18.000,00 em estoques, para pagamento em 60 dias.
  • Reconhecimento de despesas de salários no valor de R$ 5.000,00, que deverão ser pagas em fevereiro.
  • Aumento de capital social em dinheiro, no valor de R$ 20.000,00.
  • Reconhecimento da despesa de depreciação dos computadores, no valor de R$ 300,00.
  • Venda de metade dos estoques por R$ 20.000,00. O valor deverá ser recebido em 30 dias. Estimase que 2% de inadimplência.
Com base nas informações acima, a soma do fluxo de caixa gerado pela atividade operacional com o fluxo de caixa gerado pela atividade de financiamento, é
a) zero.
b) R$ 10.000,00.
c) R$ 25.000,00.
d) R$ 26.000,00.
e) R$ 30.000,00.
 
Comentário:
 
DFC MÉTODO INDIRETO
 
Lucro Líquido = 11.300,00
 
(+) depreciação = 300,00
(+) PDD = 400,00
(-) Variação Cliente = 20.000,00
(+) Variação Estoque = 5.000,00
(+) Variação Fornecedor = 8.000,00
(+) Variação Salário a Pagar = 5.000,00
= ATIVIDADE OPERACIONAL (AO) = 10.000,00
 
Aquisição de móveis = -30.000,00
ATIVIDADE DE INVESTIMENTO (AI) = -30.000,00
 
Aumento de Capital = 20.000,00
ATIVIDADE DE FINANCIAMENTO (AF) = 20.000,00
 
Acréscimo líquido de caixa = AO + AI + AF = 10.000,00 - 30.000,00 + 20.000,00
Acréscimo líquido de caixa = 0,00
 
saldo Inicial do Caixa = 30.000,00
saldo Final do Caixa = 30.000,00
Variação do Caixa = 0,00
 
questão pede a soma da atividade operacional com a de financiamento, logo a soma é R$ 30.000,00 (10mil + 20mil).
 
Vamos ver a memória de cálculo dos valores começando pelo lucro líquido:
 
1) cálculo do lucro líquido:
 
Receitas: ocorreram 2 vendas no valor de R$ 20mil cada
Receitas = 40.000,00
 
Despesas/custos:
CMV = 14.000,00 (custo da 1ª venda) + 9.000,00 (custo da 2ª venda) = 23.000,00
salários = 5.000,00
depreciação = 300,00
provisão devedor duvidoso (PDD) = 400,00 ( 2% x 20mil)
Despesa = 28.700,00
 
Resultado = receitas - despesas
resultado = 40.000,00 - 28.700,00
resultado (lucro) = 11.300,00
 
2) Variação dos Clientes
 
saldo inicial = 0,00
entradas/débitos (venda a prazo 30 dias) = 20.000,00
saídas/créditos = 0,00
saldo final = 20.000,00
 
efeito na DFC = negativo = sld inicial - sld final = - 20.000,00
 
3) Variação estoque
 
saldo inicial = 14.000,00
entradas/débitos = 18.000,00 (compra a prazo 60 dias)
saídas/créditos = CMV = 14.000,00 (baixa da 1ª venda) + 9.000,00(baixa da 2ª venda) = 23.000,00
saldo final = 9.000,00
 
efeito na DFC = positivo = sld inicial - sld final = 14.000,00 - 9.000,00 = 5.000,00
 
4) Variação fornecedor
 
saldo inicial = 20.000,00
entradas/créditos = 18.000,00 (compra a prazo 60 dias)
saídas/débitos = 10.000,00 (pagamento)
saldo final = 28.000,00
 
efeito na DFC = positivo = sld final - sld inicial = 28.000,00 - 20.000,00 = 8.000,00
 
5) Variação Salários a Pagar
 
saldo inicial = 0,00
entradas/créditos = 5.000,00 (a pagar em fevereiro)
saídas/débitos = 0,00
saldo final = 5.000,00
 
efeito na DFC = positivo = sld final - sld inicial = 5.000,00 - 0,00 = 5.000,00
 
A) CÁLCULO DA ATIVIDADE OPERACIONAL (AO)
 
AO = LL + depreciação + PDD + VARIAÇÕES
AO = 11.300 + 300 + 400 + (-20.000) + 5.000 + 8.000 + 5.000
AO = 10.000,00
 
B) CÁLCULO DA ATIVIDADE DE FINANCIAMENTO (AF)
 
AF = aumento do capital social
AF = 20.000,00
 
Portanto, a soma da AO e da AF é:
 
SOMA = 10.000,00 + 20.000,00
SOMA = 30.000,00
 
Gabarito letra E.

 
12 - (FGV 2014) Em relação à Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados, assinale a afirmativa correta.
 
a) Pode ser evidenciada como parte do Balanço Patrimonial.
b) Tornou-se obrigatória pela Lei nº 11.638/07.
c) Considera como ajustes de exercícios anteriores os decorrentes de efeitos da mudança de critério contábil ou de estimativa.
d) Os ajustes evidenciados trazem mudanças no resultado do exercício a que se referem.
e) Deve indicar o montante do dividendo por ação do capital social.
 
Comentário:
 
Vejamos os arts. 176 e 186 da lei 6.404/76:
 
  Art. 186. A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados discriminará:
        I - o saldo do início do período, os ajustes de exercícios anteriores e a correção monetária do saldo inicial;
        II - as reversões de reservas e o lucro líquido do exercício;
        III - as transferências para reservas, os dividendos, a parcela dos lucros incorporada ao capital e o saldo ao fim do período.
        § 1º Como ajustes de exercícios anteriores serão considerados apenas os decorrentes de efeitos da mudança de critério contábil, ou da retificação de erro imputável a determinado exercício anterior, e que não possam ser atribuídos a fatos subseqüentes.
        § 2º A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados deverá indicar o montante do dividendo por ação do capital social e poderá ser incluída na demonstração das mutações do patrimônio líquido, se elaborada e publicada pela companhia.
 
 
Art. 176. Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com base na escrituração mercantil da companhia, as seguintes demonstrações financeiras, que deverão exprimir com clareza a situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no exercício:
        I - balanço patrimonial;
        II - demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados;
        III - demonstração do resultado do exercício; e
        IV – demonstração dos fluxos de caixa; e (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007)
        V – se companhia aberta, demonstração do valor adicionado.
 
Assim, a DLPA deve indicar o montante do dividendo por ação do capital social, conforme § 2º do art. 186, gabarito letra E.
 
Os erros nas demais alternativas:
 
letra A errada - a DLPA poderá ser incluída na DMPL, e não no balanço patrimonial, conforme o § 2º do art. 186.
 
letra B errada - A demonstração que tornou-se obrigatória com a lei 11.638/07 foi a demonstração dos fluxos de caixa, conforme inciso IV do art. 176.
 
letra C errada - Considera-se como ajustes de exercícios anteriores os decorrentes de efeitos da mudança de critério contábil, ou da retificação de erro imputável a determinado exercício anterior, e que não possam ser atribuídos a fatos subseqüentes, assim os efeitos da mudança de estimativas NÃO são ajustes de exercícios anteriores.
 
letra D errada - Os ajustes evidenciados trazem mudanças no resultado de exercícios anteriores e não do exercício a que se referem.
 
Gabarito letra E

 
13 - (FGV 2008) Considerando somente os dados apresentados a seguir, responda à questão:

A Cia. BN vende o produto M. A empresa apresenta o seguinte Balanço em 01.10.X8:

ATIVO PASSIVO + PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Disponibilidades 100.000 Fornecedores 50.000
Estoques 90.000 Contas a Pagar 40.000
Móveis e Utensílios 120.000 Capital Social 160.000
(−) Depreciação
acumulada
−50.000 Lucros Acumulados 10.000
Total 260.000 Total 260.000
 
Informações adicionais:

I. o Estoque é constituído por 5.000 unidades de mercadorias M adquiridas por R$ 18 cada. A empresa adota o CMPM (Custo Médio Ponderado Móvel) – controle permanente;

II. os Móveis e Utensílios são depreciados à taxa de 10% ao ano.

A empresa efetuou as seguintes operações no mês de outubro de X8:
 
Data Evento
02 Compra de 1.000 unidades de M por R$ 30,00 cada, para pagar em
novembro/X8.
05 Compra de 2.000 unidades de M por R$ 20,00 cada, à vista.
10 Venda de 6.000 unidades de M por R$ 32,00 cada, sendo que metade
à vista e metade a prazo para recebimento em 30 dias.
15 Venda de 1.000 unidades de M por R$ 31,00 cada, à vista.
22 Compra de 6.000 unidades de M por R$ 25,00, à vista.
25 Venda de 3.000 unidades de M por R$ 31,00 cada, à vista.
26 Pagamento de R$ 42.000,00 aos fornecedores e da totalidade do
saldo das contas a pagar.
31 Reconhecimento e pagamento de despesas administrativas e
comerciais no montante total de R$ 46.000,00, sendo R$ 30.000,00
relativos a serviços de terceiros e o restante a pessoal próprio.
31 Apropriação mensal da despesa de depreciação dos móveis e
utensílios.
 
Determine o percentual do valor adicionado que foi disponibilizado aos proprietários da entidade na forma de lucros retidos, em outubro/X8.
a) Menor que 20%.
b) Entre 20,01% e 40%.
c) Entre 40,01% e 60%.
d) Entre 60,01% e 80%.
e) Maior que 80%.
 
Comentário:
 
Vamos montar a DRE e encontrar o lucro do exercício, em seguida calcular o valor adicionado.
 
1) DRE
 
Vendas = 316.000,00
(-) CMV = (212.870,00)
(=) lucro bruto = 103.130,00
(-) serviços de terceiros = (30.000,00)
(-) pessoal próprio = (16.000)
(-) depreciação = (1.000)
(=) lucro operacional = 56.130,00
 
2) Cálculo do valor adicionado líquido
 
Os dados da questão mostram que só houve distribuição de valor adicionado aos funcionários e aos acionistas. Portanto, vamos calcular o total do valor adicionado a partir destas informações.
 
Lucro operacional = 56.130,00
(+) despesas com pessoal = 16.000,00
(=) valor adicionado líquido = 72.130,00
 
3) Cálculo do percentual do valor adicionado na forma de lucros retidos
 
lucro retido = lucro operacional / valor adicionado líquido
lucro retido = (56.130,00 / 72.130,00) X 100
lucro retido = 77,8%
 
Gabarito letra D
 

 
MEMÓRIA DE CÁLCULO
 
1) VENDAS
 
VENDAS =  (6.000 unid X $ 32,00) + (1.000 unid x $ 31,00) + (3.000 unid x $ 31,00) = 316.000,00
 
2) CMV
 
 
3) DEPRECIAÇÃO
 
depreciação mensal = (120.000,00 x 10%) / 12 meses
depreciação mensal = 1.000,00

 
14 - (FGV 2014) A Cia. Laranja efetuou as seguintes operações durante o ano de 2013:
 
 
Baseado nas informações acima, o valor adicionado a distribuir da Cia. Laranja, em 31/12/2013, foi
a) R$ 135.000,00.
b) R$ 153.000,00.
c) R$ 165.000,00.
d) R$ 171.000,00.
e) R$ 189.000,00.
 
Comentário:
 
Acompanhe na figura abaixo como ficou o cálculo do valor adicionado a distribuir.
 
                                                     
 
Gabarito letra C

 
15 - (FGV 2015) Um estaleiro constrói navios por períodos de longo prazo. Em janeiro de 2013 ele assinou um contrato para construção de um navio no valor total de R$ 800.000,00. Para a obra são estimados R$ 500.000,00 de custos totais.

No ano de 2013 a empresa incorreu em R$ 80.000,00 de custos.

Considerando apenas esses fatos, assinale o valor do resultado bruto na Demonstração do Resultado do Exercício da empresa, em 31/12/2013.
a) -R$ 80.000,00.
b) R$ 30.000,00.
c) R$ 48.000,00.
d) R$ 300.000,00.
e) R$ 720.000,00.
 
Comentário:
 
Nos termos do CPC 17 (Contratos de Construção), temos as seguintes orientações:
 
 - Quando a conclusão de um contrato de construção puder ser estimada com confiabilidade, as receitas e os custos associados ao contrato de construção devem ser reconhecidos como receitas e despesas, respectivamente, tomando como referência o estágio de execução (stage of completion) da atividade contratual ao término do período de reporte.
 
 - O reconhecimento da receita e das despesas tendo como referência o estágio de execução (stage of completion) do contrato é usualmente denominado como método da percentagem completada. Por esse método, a receita contratual é confrontada com os custos contratuais incorridos à medida que cada estágio de execução do trabalho é alcançado, fato que resulta na divulgação de receitas, despesas e lucro que podem ser atribuídos à proporção do trabalho realizado. Esse método proporciona informação útil sobre a extensão da atividade e do desempenho contratuais, ao longo do período.
 
Vejamos um exemplo.
 
Os dados são:
 
1 - Receita inicial do contrato = 9.000,00
 
a) Custo incorridos  = 2.093,00
b) Custos a incorrer = 5.957,00
 
2 - Custos totais estimados = 8.050,00 (a + b)
 
Lucro estimado (1 - 2) = 950,00
 
estágio da execução do contrato = custos incorridos / custos estimados = 2.093/8.050 = 26%
 
Com esses dados, vamos montar a DRE e apurar o lucro bruto:
 
Receita Bruta (9.000 x 26%) = 2.340,00
(-) Custos (8.050 x 26%) = 2.093,00
(=) Lucro Bruto = 247,00
 

 
Feita essa revisão, vamos apurar o que a questão está pedindo:
 
1 - Receita inicial do contrato = 800.000,00
 
a) Custo incorridos  = 80.000,00
b) Custos a incorrer = 420.000,00
 
2 - Custos totais estimados = 500.000,00 (a + b)
 
Lucro estimado (1 - 2) = 300.000,00
 
estágio da execução do contrato = custos incorridos / custos estimados = 80.000/500.000 = 16%
 
DRE
 
Receita Bruta (800.000 x 16%) = 128.000,00
(-) Custos (500.000 x 16%) = 80.000,00
(=) Lucro Bruto = 48.000,00
 
Gabarito letra C

 
16 - (FGV 2015) Em 31/12/2014 uma empresa apresentava os seguintes saldos:

Vendas de Produtos: R$ 70.000,00; ICMS sobre vendas: 13.000; ICMS a recuperar R$ 6.000,00; Devoluções e abatimentos sobre vendas: R$ 8.000; COFINS sobre vendas: R$ 2.000,00; Contribuição social: 15.000.

Considerando apenas esses fatos, o valor das vendas líquidas na Demonstração do Resultado do Exercício da empresa, em 31/12/2014, era de
a) R$ 38.000,00.
b) R$ 47.000,00.
c) R$ 49.000,00.
d) R$ 53.000,00.
e) R$ 62.000,00.
 
Comentário:
 
Vamos montar a DRE:
 
1. Vendas brutas = 70.000,00
 
2. (-) Deduções
ICMS sobre vendas = 13.000,00
Devoluções e abatimentos sobre vendas = 8.000,00
COFINS sobre vendas = 2.000,00
 
3. Vendas líquidas = 47.000,00
 
 
obs.:
A conta ICMS a recuperar representa um direito que a empresa tem contra o fisco (governo) aparecendo no ativo circulante, no Balanço Patrimonial. Já a conta Contribuição Social (CSLL) vai aparecer na DRE antes das Participações.
 
Essas 2 contas não influenciam no cálculo das vendas líquidas apurada na DRE.
 
Gabarito letra B

 
17 - (FGV 2014) De acordo com a Lei nº 6.404/76, a Demonstração do Resultado do Exercício deve discriminar as informações listadas a seguir, à exceção de uma. Assinale-a.

a) Participações de debêntures, empregados, administradores e partes beneficiárias.
b) Lucro ou prejuízo líquido do exercício e seu montante por ação do capital social.
c) Receita bruta das vendas e serviços, deduções das vendas, abatimentos e impostos.
d) Receita líquida das vendas e serviços, custo das mercadorias e serviços vendidos e lucro bruto.
e) Dividendo mínimo obrigatório e adicional proposto.
 
Comentário:
 
O art.187 da lei 6404/76 transcrito abaixo é que trata da DRE - Demonstração do Resultado do Exercício:
 
Art. 187. A demonstração do resultado do exercício discriminará:
I - a receita bruta das vendas e serviços, as deduções das vendas, os abatimentos e os impostos;
II - a receita líquida das vendas e serviços, o custo das mercadorias e serviços vendidos e o lucro bruto;
III - as despesas com as vendas, as despesas financeiras, deduzidas das receitas, as despesas gerais e administrativas, e outras despesas operacionais;
IV – o lucro ou prejuízo operacional, as outras receitas e as outras despesas;
V - o resultado do exercício antes do Imposto sobre a Renda e a provisão para o imposto;
VI – as participações de debêntures, empregados, administradores e partes beneficiárias, mesmo na forma de instrumentos financeiros, e de instituições ou fundos de assistência ou previdência de empregados, que não se caracterizem como despesa;
VII - o lucro ou prejuízo líquido do exercício e o seu montante por ação do capital social.
§ 1º Na determinação do resultado do exercício serão computados:
a) as receitas e os rendimentos ganhos no período, independentemente da sua realização em moeda; e
b) os custos, despesas, encargos e perdas, pagos ou incorridos, correspondentes a essas receitas e rendimentos.
 
comentário:
 
a) Participações de debêntures, empregados, administradores e partes beneficiárias.
letra A errada  - essas informações fazem parte da DRE conforme art.187, inciso VI
 
b) Lucro ou prejuízo líquido do exercício e seu montante por ação do capital social.
letra B errada  - essas informações fazem parte da DRE conforme art.187, inciso VII

c) Receita bruta das vendas e serviços, deduções das vendas, abatimentos e impostos.
letra C errada  - essas informações fazem parte da DRE conforme art.187, inciso I
 
d) Receita líquida das vendas e serviços, custo das mercadorias e serviços vendidos e lucro bruto.
letra D errada  - essas informações fazem parte da DRE conforme art.187, inciso II

e) Dividendo mínimo obrigatório e adicional proposto.
letra E correta - essa informação não consta na DRE.
A demonstração que traz informação de dividendo é a DLPA conforme art.186 § 2º da lei 6.404/76:
 
Art. 186. A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados discriminará:
        § 2º A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados deverá indicar o montante do dividendo por ação do capital social e poderá ser incluída na demonstração das mutações do patrimônio líquido, se elaborada e publicada pela companhia.
 
Gabarito letra E

 
18 - (FGV 2014) Em 31/12/2013, uma empresa apresentava em seu patrimônio líquido a conta capital social, no valor de R$ 20.000,00, e reserva legal, no valor de R$ 3.000,00.

No ano de 2014, a empresa apresentou lucro líquido de R$ 16.000,00. A empresa determina, em seu estatuto social, distribuição de dividendos mínimos obrigatórios de 25% do lucro líquido ajustado.

O montante que a empresa deverá distribuir como dividendos em 2014 será de
a) R$ 3.750,00.
b) R$ 3.800,00.
c) R$ 4.000,00.
d) R$ 5.000,00.
e) R$ 15.200,00.
 
Comentário:
 
 
1) Cálculo da Reserva legal
 
limite legal = 20% x capital social
limite legal = 20% x 20.000,00
limite legal = 4.000,00
 
limite legal = 4.000,00
(-) reserva legal período anterior = (3.000,00)
= limite reserva legal = 1.000,00
 
Reserva legal = 5% x LL
Reserva legal = 5% x 16.000,00
Reserva legal = 800,00
 
A Reserva legal de R$ 800,00 pode ser integralmente constituída, pois não ultrapassa o limite (R$ 1.000,00).
 
2) A constituição da nova reserva legal é obrigatória ou facultativa ? (§ 1º do art. 193 lei 6.404/76) 
 
Se o saldo da reserva legal ( reserva já constituída + nova reserva legal) somado às reservas de capital exceder a 30% do capital social, então a constituição da nova reserva legal é facultativa, caso contrário será obrigatória.
 
A) saldo da reserva legal = 3.000,00 + 800,00 = 3.800,00
 
B) reserva de capital = 0,00
 
C) soma das reservas = 3.800,00
 
D) 30% X CS = 30% X 20.000 = 6.000,00
 
CONCLUSÃO = C < D, então a constituição da nova reserva legal é obrigatória.
 
3) Cálculo do Dividendo
 
Como a constituição da reserva legal de R$ 800,00 é obrigatória, vamos considerá-la no cálculo do lucro líquido ajustado.
 
Dividendo = 25% x lucro líquido ajustado
Dividendo = 25% x (LL - reserva legal)
Dividendo = 25% x (16.000,00 - 800,00)
Dividendo = 25% x 15.200,00
Dividendo = 3.800,00
 
Assim, o montante que a empresa deverá distribuir como dividendos em 2014 será de R$ 3.800,00
 
LEGISLAÇÃO APLICÁVEL (LEI 6.404/76)
 
Art. 193. Do lucro líquido do exercício, 5% (cinco por cento) serão aplicados, antes de qualquer outra destinação, na constituição da reserva legal, que não excederá de 20% (vinte por cento) do capital social.
§ 1º A companhia poderá deixar de constituir a reserva legal no exercício em que o saldo dessa reserva, acrescido do montante das reservas de capital de que trata o § 1º do artigo 182, exceder de 30% (trinta por cento) do capital social.
 
Gabarito letra B

 
19 - (FGV 2015) Assinale a opção que não representa a liquidação de um passivo de uma entidade.
 
a) Renúncia do credor.
b) Prestação de serviços de valores já recebidos.
c) Conversão da obrigação em item do patrimônio líquido.
d) Transferência de outros ativos.
e) Recebimento de mercadorias que haviam sido encomendadas.
 
Comentário:
 
Analisando as alternativas:
 
a) Renúncia do credor.
 
Se, por exemplo, um fornecedor renuncia seu crédito perante determinada empresa, essa dívida deixará de existir no passivo dessa empresa. Assim, essa renúncia representa liquidação da dívida. O lançamento na empresa pode ser o seguinte:
 
D - Fornecedor (baixa da dívida)
C - Outras Receitas (conta de resultado)
 
b) Prestação de serviços de valores já recebidos.
 
O item 4.17(c) do CPC 00 - Estrutura Conceitual, leciona o seguinte:
 
4.17. (...) A liquidação de uma obrigação presente pode ocorrer de diversas maneiras, como, por exemplo, por meio de:
 
(c) prestação de serviços;
 
Assim, a prestação de serviço representa liquidação de um passivo (obrigação).
 
c) Conversão da obrigação em item do patrimônio líquido.
 
O item 4.17(e) do CPC 00 - Estrutura Conceitual, traz o seguinte:
 
4.17. (...) A liquidação de uma obrigação presente pode ocorrer de diversas maneiras, como, por exemplo, por meio de:
 
(e) conversão da obrigação em item do patrimônio líquido
 
A Conversão da obrigação em item do patrimônio líquido também representa liquidação de um passivo (obrigação).
 
d) Transferência de outros ativos.
 
O item 4.17(b) do CPC 00 - Estrutura Conceitual, ensina o seguinte:
 
4.17. (...) A liquidação de uma obrigação presente pode ocorrer de diversas maneiras, como, por exemplo, por meio de:
 
(b) transferência de outros ativos
 
A Transferência de outros ativos é mais um caso que representa liquidação de um passivo (obrigação).
 
e) Recebimento de mercadorias que haviam sido encomendadas.
 
Se a compra da mercadoria já tiver sido paga antecipadamente, no momento do recebimento será feito um lançamento para baixa de um direito:
 
D - Mercadorias
C - Adiantamento a fornecedor
 
Se a compra for a prazo, será feito um lançamento constituindo-se uma obrigação:
 
D - Mercadorias
C - Fornecedor
 
Assim, recebimento de mercadoria que havia sido encomendada não representa liquidação de um passivo.
 

 
CPC 00 - ESTRUTURA CONCEITUAL
 
4.17. (...) A liquidação de uma obrigação presente pode ocorrer de diversas maneiras, como, por exemplo, por meio de:
 
(a) pagamento em caixa;
(b) transferência de outros ativos;
(c) prestação de serviços;
(d) substituição da obrigação por outra; ou
(e) conversão da obrigação em item do patrimônio líquido.
 
Gabarito letra E

 
20 - (FGV 2015) Em 01/01/2013, a Cia. “X” comprou 100% da Cia. ”Z” pagando R$100.000,00 à vista. O balanço patrimonial da Cia. “Z” na data da compra era o seguinte:
 
Na elaboração do laudo sobre a Cia. “Z”, na data da compra, foram apurados os seguintes fatos:

O valor de mercado do terreno era de R$ 55.000,00.

A empresa possuía uma carteira de clientes com grande rentabilidade, avaliada por R$ 12.000,00.

A empresa possuía uma equipe muito motivada que havia sido treinada recentemente.

O custo do treinamento foi de R$ 3.000,00.

Com base nas informações acima, de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 15 - Combinação de Negócios, o valor do goodwill que deve ser reconhecido no processo de alocação do preço de compra, é de
a) R$ 10.000,00.
b) R$ 13.000,00.
c) R$ 25.000,00.
d) R$ 30.000,00.
e) R$ 40.000,00.
 
Comentário:
 
Analisando as informações:
 
1) A Cia. “X” comprou 100% da Cia. ”Z” pagando R$100.000,00
 
Foi pago R$ 100 mil, mas o PL da Cia. Z está avaliado em R$ 70 mil
 
valor patrimonial(contábil) da Cia Z = 70.000,00
 
 
2) O valor de mercado do terreno era de R$ 55.000,00.
 
O terreno está contabilizado por R$ 50 mil, logo o ativo está subavaliado em R$ 5.000,00
 
 
3) A empresa possuía uma carteira de clientes com grande rentabilidade, avaliada por R$ 12.000,00.
 
Esse valor não está contabilizado, logo o ativo está subavaliado em R$ 12.000,00
 
 
4) O custo do treinamento foi de R$ 3.000,00.
 
Esse valor deve ser lançada na despesa do período não influenciando no cálculo do Goodwill
 
 
CONCLUSÕES
 
O ativo da Cia Z está subavaliado em R$ 17.000,00 (5mil + 12 mil). Por conseguinte, o seu PL também está subavaliado em R$ 17.000,00.
 
Dessa forma, o valor justo de seu PL seria de R$ 87.000,00 (70 mil + 17 mil).
 
Com essas informações, já podemos calcular o valor do Goodwill. Vejamos:
 
 
Goodwill = valor pago - valor justo
Goodwill = 100.000 - 87.000
Goodwill = 13.000,00
 

REVISÃO
 
Vamos aproveitar e calcular também o Ágio. (Lembrando que a compra foi de 100%)
 
Ágio = valor justo - vlr patrimonial
Ágio = 87.000 - 70.000
Ágio = 17.000,00
 
Gabarito letra B

 
21 - (FGV 2015) De acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 46 - Mensuração do Valor Justo, a mensuração do valor justo presume que a transação para a venda do ativo ou transferência do passivo ocorre no mercado principal para o ativo ou para o passivo.

Na ausência do mercado principal, deve-se presumir a transferência
a) no mercado mais vantajoso para o ativo ou passivo.
b) no mercado que oferece os maiores preços de compra para o ativo.
c) no mercado que oferece os melhores prazos para o passivo.
d) no mercado geograficamente mais perto de onde acontecem as transações.
e) com base em fatos de exercícios passados.
 
Comentário:
 
A resposta está no item 16.b do CPC 46 - Mensuração do Valor Justo, vejamos:
 
16. A mensuração do valor justo presume que a transação para a venda do ativo ou transferência do passivo ocorre:
(b) - na ausência de mercado principal, no mercado mais vantajoso para o ativo ou passivo.
 
 
Assim, a letra A está correta.
 
Ainda de acordo com o CPC 46, mercado mais vantajoso é o que maximiza o valor que seria recebido para vender o ativo ou que minimiza o valor que seria pago para transferir o passivo, após levar em consideração os custos de transação e os custos de transporte.
 
 
A letra B está errada  - O preço considerado na determinação do mercado mais vantajoso é o preço de venda e não de compra do ativo.
 
A letra C está errada - Os melhores prazos para o passivo até podem minimizar o valor que seria pago para transferí-lo, mas na determinação do mercado mais vantajoso teria que considerar também os custos de transação e os custos de transporte.
 
A letra D está errada - O mercado geograficamente mais perto até pode proporcionar um custo de transporte menor, porém na determinação do mercado mais vantajoso teria que considerar também os custos de transação.
 
A letra E errada - Os fatos de exercícios passados não são considerados na determinação do mercado mais vantajoso.
 
Gabarito letra A

 
22 - (FGV 2015) Em 20 de fevereiro de 2014 um incêndio destruiu a fábrica de uma filial da empresa “X”, que teve perda de parte importante de suas máquinas.

Em 01 de março de 2014, a administração da empresa autorizou a divulgação das demonstrações contábeis de 31 de dezembro de 2013.

Assinale o posicionamento correto da empresa, em relação ao incêndio, nas demonstrações contábeis publicadas em março de 2014.
a) Gerar um ajuste no patrimônio líquido das demonstrações contábeis de 31/12/2013, mas não evidenciar nas notas explicativas.
b) Não gerar ajuste nas demonstrações contábeis, mas evidenciar nas notas explicativas.
c) Não gerar ajustes e nem evidenciar nas notas explicativas
d) Mencionar o fato no Relatório da Administração apenas.
e) Divulgar um fato relevante para o mercado acionário.
 
Comentário:
 
Nos termos do CPC 24 - Evento Subsequente temos o seguinte:
 
 - Evento Subsequente ao período a que se referem as demonstrações contábeis é aquele evento, favorável ou desfavorável, que ocorre entre a data final do período a que se referem as demonstrações contábeis e a data na qual é autorizada a emissão dessas demonstrações.
 
Portanto, o incêndio ocorrido no dia 20/02/14 é um evento subsequente em relação às demonstrações contábeis levantadas em 31/12/2013.
 
Vejamos agora o que diz o item 22.d do CPC 24:
 
22. A seguir, estão relacionados exemplos de eventos subsequentes ao período contábil a que se referem as demonstrações contábeis que não originam ajustes, os quais normalmente resultam em divulgação:
(d) destruição por incêndio de instalação de produção importante após o período contábil a que se referem as demonstrações contábeis.
 
Assim, o incêndio na fábrica é um evento subsequente que não gera ajuste nas demonstrações contábeis, mas deve ser evidenciado em notas explicativas.
 
Esse entendimento também é encontrado na lei 6.404/76:
 
Art.176
§ 5º - As notas explicativas devem:
IV - indicar:
i) os eventos subsequentes à data de encerramento do exercício que tenham, ou possam vir a ter, efeito relevante sobre a situação financeira e os resultados futuros da companhia.
 
Gabarito letra B

 
23 - (FGV 2014) Em 30/12/2013, uma empresa localizada em Cuiabá possuía em seu estoque vinte unidades do produto YMM. O estoque estava avaliado a R$ 4.000,00. O produto era vendido em Brasília e, na data, o preço de venda unitário era de R$ 190,00. Pelo transporte dos produtos até Brasília, a empresa deveria pagar R$ 60,00. Além disso, a empresa pagava comissão de 10% do preço de venda aos vendedores.

Em 31/12/2013, o estoque de YMM deve estar contabilizado no balanço patrimonial da empresa por
a) R$ 2.220,00.
b) R$ 3.360,00.
c) R$ 3.740,00
d) R$ 3.800,00.
e) R$ 4.000,00.
 
Comentário:
 
O tema Estoque é tratado no CPC 16 – Estoques que leciona o seguinte:
 
Os estoques devem ser mensurados pelo valor de custo ou pelo valor realizável líquido, dos dois o MENOR
 
Precisamos então apurar o valor do estoque considerando o valor realizável líquido e depois compará-lo com o valor de custo para saber qual dos dois é o menor.
 
1) Cálculo do Valor Realizável Líquido
 
Valor realizável líquido é o preço de venda estimado no curso normal dos negócios deduzido dos custos estimados para sua conclusão e dos gastos estimados necessários para se concretizar a venda. Assim, nesta questão, o Valor Realizável Líquido (VRL) será:
 
VRL = preço de venda - comissão - frete
VRL = 190,00 - 19,00 (10% x 190) - 3,00 ( R$ 60 / 20 unidades )
VRL = 168,00
 
O estoque avaliado pelo VRL será:
 
estoque  = 168,00 x 20 unidades
estoque  = 3.360,00
 
2) Comparando os valores
 
Estoque avaliado pelo custo = 4.000,00
Estoque avaliado pelo VRL = 3.360,00 (menor)
 
Portanto, o estoque de YMM deve estar contabilizado no balanço patrimonial da empresa por R$ 3.360,00
 
Gabarito letra B

 
24 - (FGV 2015) De acordo com o Pronunciamento Contábil CPC 10 (R1)- Pagamento Baseado em Ações, os produtos recebidos em transação, com pagamento baseado em ações, que não se qualifiquem para fins de reconhecimento como ativos, devem ser reconhecidos como
 
a) passivo.
b) reserva de capital.
c) outros resultados abrangentes.
d) receita do período.
e) despesa do período.
 
Comentário:
 
A resposta está no item 8 do CPC 10(R1) - Pagamento Baseado em ações, vejamos:
 
8. Os produtos ou serviços recebidos ou adquiridos em transação com pagamento baseado em ações que não se qualifiquem para fins de reconhecimento como ativos, devem ser reconhecidos como despesa do período.
 
Conforme o CPC 10, a entidade deve, em regra, reconhecer no ativo os produtos ou serviços recebidos ou adquiridos em transação com pagamento baseado em ações quando obtiver os produtos ou à medida que receber os serviços. Porém, se esses produtos ou serviços não puderem ser reconhecidos como ativo, neste caso serão contabilizados como despesa do período.
 
A contrapartida do registro do ativo ou da despesa será:
 
 - no patrimônio líquido, se os produtos ou serviços forem recebidos em transação com pagamento baseado em ações liquidadas em instrumentos patrimoniais; ou
 
 - no passivo (para pagamento posterior): se os produtos ou serviços forem adquiridos em transação com pagamento baseado em ações liquidadas em caixa (ou com outros ativos)
 
Gabarito letra E

 
25 - (FGV 2015) Para mensurar o valor em uso no teste de impairment, uma entidade deve fazer estimativas de fluxos de caixa futuros.

De acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 01 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos, as estimativas de fluxos de caixa futuros devem incluir
 
a) os recebimentos ou pagamentos de tributos sobre a renda.
b) as entradas ou saídas de caixa provenientes de atividades de financiamento
c) as saídas de caixa que se referem a obrigações que já foram reconhecidas como passivos, como contas a pagar.
d) as entradas de caixa advindas de ativos que geram outras entradas de caixa que são, em grande parte, independentes das entradas de caixa do ativo sob revisão.
e) as projeções de saídas de caixa que são necessariamente incorridas para gerar as entradas de caixa advindas do uso contínuo do ativo e que podem ser diretamente alocadas, em base consistente e razoável, ao ativo.
 
Comentário:
 
Questão que trata do CPC 01 e a resposta está em seu item 39, vejamos:
 
39. As estimativas de fluxos de caixa futuros devem incluir:
(a) projeções de entradas de caixa advindas do uso contínuo do ativo;
(b) projeções de saídas de caixa que são necessariamente incorridas para gerar as entradas de caixa advindas do uso contínuo do ativo (incluindo as saídas de caixa para preparar o ativo para uso) e que podem ser diretamente atribuídas ou alocadas, em base consistente e razoável, ao ativo; e
(c) se houver, fluxos de caixa líquidos a serem recebidos (ou pagos) quando da baixa do ativo ao término de sua vida útil.
 
A letra E traz a transcrição do item 39(b) sendo a resposta da questão.
 
As letras A e B estão erradas, pois não devem ser incluídas nas estimativas de fluxos de caixa futuros conforme ensina o item 50 do CPC 01, veja:
 
50. Estimativas de fluxos de caixa futuros não devem incluir:
(a) entradas ou saídas de caixa provenientes de atividades de financiamento; ou
(b) recebimentos ou pagamentos de tributos sobre a renda.
 
As letras C e D estão erradas porque são situações que também não devem ser incluídas nas estimativas de fluxos de caixa futuros conforme leciona o item 43 do CPC 01:
 
43. Para evitar dupla contagem, as estimativas de fluxos de caixa futuros não devem incluir:
(a) entradas de caixa advindas de ativos que geram outras entradas de caixa que são, em grande parte, independentes das entradas de caixa do ativo sob revisão (por exemplo, ativos financeiros como contas a receber); e
(b) saídas de caixa que se referem a obrigações que já foram reconhecidas como passivos (por exemplo, contas a pagar, passivos de planos de pensão e provisões).
 
Gabarito Letra E
 
26 - (FGV 2015) Em 01/07/2011 uma editora comprou os direitos autorais de um livro por R$ 100.000,00 por cinco anos.

Em 31/12/2012 um livro concorrente foi editado e a editora constatou que só poderia obter retorno de R$ 49.000,00 com o livro.

No entanto, o mercado não aceitou bem o livro concorrente, de modo que em 31/12/2013 a editora estimou que poderia obter R$ 45.000,00 com o livro no restante dos anos de contrato.

Em 01/01/2014, o valor contábil dos direitos autorais no ativo intangível da empresa era de:
a) R$ 32.000,00.
b) R$ 35.000,00.
c) R$ 40.000,00.
d) R$ 45.000,00.
e) R$ 50.000,00.
 
Comentário:
 
1º) Cálculo da amortização
 
amortização = vlr do bem / vida útil
amortização = 100.000 / 5
amortização anual = 20.000,00
 
amortização 2011 = 10.000 ( 20.000/12 * 6)
amortização 2012 = 20.000
amortização acumulada em 2012 = 30.000 (20.000+10.000)
amortização 2013 = 20.000
amortização acumulada em 2013 = 50.000 (20.000+20.000+10.000)
 
2º) Situação em 31/12/12
 
A editora constatou que só poderia obter retorno de R$ 49.000,00 com o livro. Então, temos a seguinte situação:
 
Direitos Autorais = 100.000,00
(-) amortização acumulada 2012 = (30.000,00)
(-) Prov. p/ perda redução ao vlr recuperável = (21.000,00)
(=) Valor contábil líquido em 31/12/12 = 49.000,00
 
3º) Situação em 31/12/13
 
Vamos apurar o valor contábil líquido antes da nova estimativa da editora:
 
Direitos Autorais = 100.000,00
(-) amortização acumulada 2013 = (50.000,00)
(-) Prov. p/ perda redução ao vlr recuperável = (21.000,00)
(=) Valor contábil líquido em 31/12/13 = 29.000,00
 
Veja que o valor contábil antes da nova estimativa da editora era de R$ 29.000,00.
 
Em 31/12/2013 a editora faz nova estimativa e chega a conclusão que poderia obter R$ 45.000,00 com o livro.
 
Assim, o valor contábil líquido deixa de ser R$ 29.000,00 e passa para R$ 45.000,00. Com isso, devemos fazer uma reversão parcial da provisão com perda da seguinte forma:
 
D - Provisão p/ perda por redução ao valor recuperável = 16.000
C - receita com reversão de provisão = 16.000
 
16.000 = (45.000 - 29.000)
 
Portanto, a situação após o novo teste de recuperabilidade (reversão parcial) é a seguinte:
 
Direitos Autorais = 100.000,00
(-) amortização acumulada 2013 = (50.000,00)
(-) Prov. p/ perda redução ao vlr recuperável = (5.000,00)
(=) Valor contábil líquido em 31/12/13 = 45.000,00
 
Gabarito letra D
 


 
Desde já desejo aos nossos alunos do Tec Concursos boa sorte na prova ! ;-)
 
Forte abraço.
 
 
 
 
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