Resolução da prova de Português - INSS 2016

por Denise Carneiro em 17/05/2016
Olá, gente linda! 
 
A tão esperada prova do INSS passou e espero que vocês tenham tido um desempenho maravilhoso, estou na torcida por cada um e à disposição. Querendo entrar em contato, minha página é esta:
 
 
Comentarei agora as questões de Língua Portuguesa que, por sinal, foram bem simples. Vamos lá?
 
1 – A expressão “armar ali a minha tenda”(l.3) foi empregada no texto em sentido figurado.
Assertiva CORRETA.
 
Vejamos o que diz o texto: "Não era um cômodo muito grande, mas dava para armar ali a minha tenda de reflexões e leitura: uma escrivaninha, um sofá e os livros".
 
Ao utilizar a expressão "armar ali a minha tenda", o narrador refere-se ao seu escritório "armar ali a minha tenda de reflexões e leitura: uma escrivaninha, um sofá e os livros", e não a uma tenda literalmente. Assim, temos, de fato, o emprego do sentido figurado/conotativo.
 
2 – De acordo com as informações do texto, Vinícius de Moraes passou a morar no apartamento onde antes residia Mário Pedrosa.
Assertiva INCORRETA.
 
Ao falar "Vinícios de Moaraes", o narrador faz menção à rua, antes chamada de Montenegro, vejamos: "O apartamento não ficava tão perto da oficina. Era quase em frente ao prédio onde morava Mário Pedrosa, entre a Farme de Amoedo e a antiga Montenegro, hoje Vinícius de Moraes."
 
3 – O “momento de hesitação” (l.15) vivido pelo narrador deveu-se ao medo de informar o endereço a um desconhecido.
Assertiva INCORRETA.
 
Segundo o texto, o momento de hesitação não ocorreu devido ao medo de informar o endereço, mas porque o narrador ainda não o havia decorado, vejamos: "Estava ali há uma semana e nem decorara ainda o número do prédio".
 
4 – O verbo dever foi empregado na linha 17 no sentido de ser provável.
Assertiva CORRETA.
 
Assertiva tranquila, vejamos o trecho e tudo ficará claro como um dia de sol, rsrsrs: "Pensei rápido: "Se o prédio do Mário é 228, o meu, que fica quase frente, deve ser 227".
 
Percebam que o narrador não emprega apenas o verbo "dever", mas "deve ser", que realmente, no contexto, indica dúvida, pois ele não havia decorado o número do prédio em que morava.
 
5 – O trecho “dá muito trabalho” (l.27) constitui uma referência de seu Joaquim à confecção da estante, tarefa que, segundo ele, seria trabalhosa.
Assertiva CORRETA.
 
Gente, esta informação está quase literal no texto, vejamos: "Tudo bem, seu Ferreira. Dentro de um mês estará lá a sua estante. - Um mês, seu Joaquim! Tudo isso? Veja se reduz esse prazo. - A estante é grande, dá muito trabalho...Digamos, três semanas."
 
Esse diálogo ocorre entre o narrador (seu Ferreira) e o marceneiro (seu Joaquim), não é? Assim, é nítido que a expressão "dá muito trabalho" faz menção à confecção da estante.
 
6 – De acordo com as informações do texto, é correto inferior que seu Joaquim era analfabeto, uma vez que ele “desenhou o endereço na nota”(l.22).
Assertiva INCORRETA.
 
Gente, cuidado com a extrapolação!!! Alertei demais no Revisaço, lembram? O texto não afirma, em momento nenhum, que seu Joaquim é analfabeto, na verdade, temos indicação contrária, vejamos: "Tanto que, quando seu Joaquim, ao preencher a nota de encomenda, perguntou-me onde seria entregue a estante..."
Se seu Joaquim preencheu a nota de encomenda, é improvável que ele seja analfabeto. A expressão "desenhou o endereço" pode se referir ao desenho literal de um mapa com o endereço ou ao fato do seu Joaquim escrever devagar, mas não há nada que indique que ele é analfabeto.

7 – No período “Tanto que, quando (…) momentos de hesitação” (l.13 a l. 15), o emprego de todas as vírgulas deve-se à mesma regra de pontuação.
Assertiva CORRETA.
 
Vejamos o período: Tanto que, quando seu Joaquim, ao preencher a nota de encomenda, perguntou-me onde seria entregue a estante, tive um momento de hesitação.
 
As vírgulas estão empregadas para isolar orações adverbiais intercaladas, inclusive todas são temporais, logo: mesma regra de pontuação.
 
Para visualizar melhor:  Tanto que tive um momento de hesitação, quando seu Joaquim perguntou-me onde seria entregue a estanteao preencher a nota de encomenda.
 
Temos duas orações subordinadas adverbiais, uma desenvolvida (em negrito) e outra reduzida (em azul). No período original, o autor intercalou a oração reduzida no meio da oração desenvolvida, por isso foram utilizadas tantas vírgulas.
 
8 – A correção gramatical e o sentido do texto seriam preservados caso se substituísse o trecho “lembrei-me de que” (l.18) por lembrei que.
Assertiva CORRETA.
 
O verbo "lembrar" admite várias hipóteses de construção e, entre elas, as abordadas por esta assertiva, vejamos:
 
VTD: A atriz lembrava os textos.
Com sentido de ter na memória, SEM PREPOSIÇÃO!

VTI: A atriz lembrou-se do texto.
Com sentido de ter na memória, COM A PREPOSIÇÃO DE!
Verbo pronominal ("se" é parte integrante dele).
 
Assim, a assertiva está correta, pois é mantida a correção gramatical e o sentido!
 
9 – A forma verbal “teria” (l.2) está flexionada na terceira pessoa do singular, para concordar com “apartamento” (l.1), núcleo do sujeito da oração em que ocorre.
Assertiva INCORRETA.
 
Vejamos o trecho: "Naquele novo apartamento da rua Visconde de Pirajá pela primeira vez teria um escritório para trabalhar. Não era um cômodo muito grande, mas dava pra armar ali a minha tenda..."
 
O texto é narrado em primeira pessoa, e não na terceira do singular. O pronome "minha" já indica isso, além de todo resto do texto. Assim, assertiva INCORRETA. O verbo "teria" está empregado na primeira pessoa do singular para concordar com o sujeito oculto "eu".
 
10 – Seria mantida a correção do texto caso o trecho “onde caberiam” (l.6) fosse substituído por que caberia.
Assertiva INCORRETA.
 
Vejamos o trecho: "Na parede da esquerda ficaria a grande e sonhada estante onde caberiam todos os meus livros."
 
O sujeito do verbo "caber" é "todos os meus livros" (plural), assim o verbo não pode ser empregado no singular como sugere a assertiva. Outro erro: a substituição do "onde" pelo "que", pois é pronome relativo que faz menção ao lugar "grande e sonhada estante", sendo necessária a preposição "em", olhem só:
 
Todos os meus livros   caberiam...          onde? Na grande e sonhada estante. 
sujeito plural                  verbo plural                    Preposição "em" exigida, adjunto adverbial de lugar.
 
 
11 – O sinal de dois-pontos empregado imediatamente após “biblioteca” (l.8) introduz um termo de natureza explicativa.
Assertiva CORRETA.
 
Vejamos  o trecho: "...terem erguido uma grande biblioteca: a Real Livraria".
 
Gente, neste caso, o sinal de dois pontos, de fato, indica um aposto de natureza explicativa, que acrescenta informação, explicação sobre a grande biblioteca. Algumas pessoas poderiam confundir com aposto de especificação, mas é bom lembrarmos que esse tipo de aposto não é sinalizado, nem por dois pontos, nem por vírgula.
 
12 – Princesas e diplomatas eram valorados conforme a qualidade das bibliotecas que seus países possuíam e a parcela dos livros que estavam dispostos a ceder em negociações diversas.
Assertiva INCORRETA.

O texto fala sobre os dotes das princesas terem os livros entre os objeto de barganha, mas não é dito que diplomatas eram valorados conforme a qualidade das bibliotecas que seus países possuíam, cuidado com a extrapolação, gente!!! O texto apenas fala que tratados diplomáticos versavam sobre as coleções de livros, apenas isso!
 
13 – A Real Livraria foi erguida com os destroços resultantes do terremoto que atingiu Lisboa, como símbolo da força de Portugal na superação da tragédia que acabava de assolar o país.
Assertiva INCORRETA.

O texto fala que a Real Livraria foi erguida "a despeito" dos destroços resultantes do terremoto, ou seja, APESAR DELES, e não os utilizando como matéria prima. Vejamos o trecho: "Os monarcas portugueses, após o terremoto que dizimou Lisboa, se orgulhavam de, a despeito dos destroços, terem erguido uma grande biblioteca..."
 
Em momento nenhum, o texto afirma que a biblioteca foi erguida com os destroços, mas que, apesar deles (que seriam um empecilho), ela foi construída.
 
14 – A expressão “essas coleções” (l.5) retoma, por coesão, o termo “Bibliotecas” (l.1).
Assertiva CORRETA.
 
Vejamos o trecho: "Bibliotecas sempre deram muito o que falar. Grandes monarquias jamais deixaram de possuir as suas, e cuidavam delas estrategicamente. Afinal, dotes de princesas foram negociados tendo livros como objetos de barganha; tratados diplomáticos versavam sobre essas coleções." (grifos da professora)
 
Percebam que o parágrafo inteiro fala sobre as bibliotecas, empregado para retomar esse termo: suas, delas e, justamente, "essas coleções". Ao empregar "essas coleções", o autor faz menção à coleção de livros, ou seja, às bibliotecas citadas durante o parágrafo.
 
É isso, povo lindo. A prova foi bem tranquila, sem polêmicas e creio que quem se preparou bem teve um bom resultado, ao menos na de Língua Portuguesa. Se você foi bem, que maravilha! Se não foi, continue estudando, treinando a matéria por meio de resolução de questões e não desanime!!! Estamos aqui à disposição de vocês!!
 
Um beijo e sorriam, vocês serão aprovados!
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