Prova de Contabilidade Geral - TRE-SP - FCC 2017

por Diego Cardoso em 13/02/2017
Olá Pessoal,
 
Segue abaixo as minhas considerações sobre a prova E05, de Contabilidade Geral, tipo 005, do TRE-SP;
 
Saudações,
Diego Cardoso
 
27. A Cia. Jericoacoara S.A. apresentava os seguintes valores em seu balanço patrimonial:
 
Cia. Jericoacoara S.A.
Balanço Patrimonial − 31/12/2016
Ativo Circulante 1.300 Passivo Circulante 1.300
Financeiro 300
Financeiro 200
Operacional 1.000
Operacional 1.100
  Passivo Não Circulante 700
Ativo Não Circulante 2.000
Financiamentos 700
Realizável a LP 400
Patrimônio Líquido 1.300
Investimentos 400
Capital Social 1.000
Imobilizado 1.200
Reservas de Lucro 300
Total Ativo 3.300 Total Passivo + PL 3.300
 
 
Com base nas informações acima, o índice de
 
(A) liquidez geral é igual a 0,85.
 
CERTO. O índice de liquidez geral é obtido pela seguinte fórmula:
 
Liquidez Geral = (Ativo Circulante + Realizável a Longo Prazo) / (Passivo Circulante + Passivo Não Circulante)
 
Liquidez Geral = (1.300 + 400) / (1.300 + 700)
Liquidez Geral = 1.700 / 2.000
Liquidez Geral = 0,85
 
(B) composição do endividamento é igual 39%.
 
ERRADO. A composição do endividamento é obtida pela seguinte fórmula:
 
Composição do endividamento = (Passivo Circulante) / (Passivo Circulante + Passivo Não Circulante)
 
Composição do endividamento = 1.300 / (1.300 + 700)
Composição do endividamento = 1.300 / 2.000
Composição do endividamento = 0,65 ou 65%
 
(C) endividamento em relação ao PL é igual a 100%.
 
ERRADO. O endividamento em relação ao PL é obtido pela seguinte fórmula:
 
Endividamento em relação ao PL = (Passivo Circulante + Passivo Não Circulante) / (Patrimônio Líquido)
 
Endividamento em relação ao PL = (1.300 + 700) / 1.300
Endividamento em relação ao PL = 2.000 / 1.300
Endividamento em relação ao PL > 100%, pois 2.000 > 1.300
 
D) imobilização do PL é igual a 2.
 
ERRADO. A Imobilização do PL é obtido pela seguinte fórmula:
 
Imobilização do PL = (Ativo Investimentos + Ativo Imobilizado + Ativo Intangível) / (Patrimônio Líquido)
 
Imobilização do PL = (400 + 1.200 + 0) / 1.300
Imobilização do PL = 1.600 / 1.300
Imobilização do PL < 2 
 
(E) liquidez corrente é igual a 1,5
 
ERRADO. O índice de liquidez corrente é obtido pela seguinte fórmula:
 
Liquidez Corrente = Ativo Circulante / Passivo Circulante
 
Liquidez Corrente = 1.300 / 1.300
Liquidez Corrente = 1
 
28. A empresa Genipabu S.A. controla o próprio estoque pelo critério da Média Ponderada Móvel. No mês de dezembro de 2016, a empresa realizou as seguintes operações:
 
Data Operação Quantidade (unidades) Preço de compra (unitário) Preço de venda (unitário)
02/12/16 Compra 300 R$ 20 -
10/12/16 Venda 120 - R$ 40
23/12/16 Venda 90 - R$ 40
29/12/16 Compra 60 R$ 20 -
 
 
A empresa possuía, no final de novembro de 2016, 300 unidades em seu estoque final, ao custo médio unitário de R$ 10,00. O valor do estoque final de 2016 era, em reais,
(A) 6.955,00.
(B) 8.100,00.
(C) 6.000,00.
(D) 7.050,00.
(E) 3.000,00.
 
Data Operação Estoque inicial (qtd) Entradas Saídas Custo de aquisição unitário Custo de aquisição total Estoque final (qtd) Custo Total Custo unitário
              300 3.000 10
02/12/16 Compra 300 300   20 6.000 600 9.000 15
10/12/16 Venda 600   120 15 -1.800 480 7.200 15
23/12/16 Venda 480   90 15 -1.350 390 5.850 15
29/12/16 Compra 390 60   20 1.200 450 7.050 15,66...
 
Portanto, o valor do estoque final de 2016 era de R$ 7.050,00
 
Gabarito: B
 
29. Um dos mais importantes títulos do mercado financeiro são as debêntures. Com elas, as empresas podem se financiar de acordo com o fluxo de caixa que melhor se adeque à sua estratégia de financiamento. As empresas podem emitir debêntures com prêmio, ou seja, valores recebidos na emissão de debêntures acima do valor nominal determinado para a liquidação desses valores mobiliários. De acordo com a legislação vigente, esse prêmio é tratado como
 
(A) Prêmio a amortizar, no patrimônio líquido.
(B) Receita financeira, no resultado do período.
(C) Reserva de capital, no patrimônio líquido.
(D) Prêmio a amortizar, no passivo.
(E) Custos a amortizar, como redutora de passivo.
 
O CPC 08 - Custos de Transação e Prêmios na Emissão de Títulos e Valores Mobiliários dá o seguinte tratamento na contabilização da captação de recursos de terceiros:
 
O registro inicial dos recursos captados de terceiros, classificáveis no passivo exigível, deve evidenciar os valores líquidos recebidos disponíveis para utilização e os custos incrementais incorridos na sua captação, que serão registrados não a débito do resultado, mas como ajuste da conta do passivo exigível. O mesmo ocorrerá com eventuais prêmios recebidos na emissão de títulos de dívida, ou seja, serão registrados não a débito do resultado, mas como ajuste da conta do passivo exigível.
 
Todos os encargos financeiros, como os juros, as variações monetárias e cambiais e esses gastos incrementais de captação mencionados anteriormente, líquidos de eventuais prêmios recebidos, devem ser apropriados ao resultado em função da fluência do prazo da operação pelo método do custo amortizado, com base no conceito da taxa interna de retorno (pelo método que caracteriza os juros compostos).
 
Dessa forma, o prêmio recebido na emissão de debêntures será registrado numa conta de ajuste no passivo exigível, chamada de "prêmio a amortizar", pois ele será apropriado ao resultado em função da fluência do prazo das debêntures.
 
Gabarito: D
 
30. A empresa Manequim Challenger S.A. fez uma aplicação financeira em 30/11/2016, adquirindo um título no mercado financeiro no valor de R$ 5.000,00, que remunera à taxa de 10% ao mês. Este título, conforme orientação da controladoria da empresa, foi classificado na data da aquisição como “mantido até o vencimento” e o seu valor de mercado 30 dias após a sua aquisição era R$ 5.450,00. De acordo com estas informações, em 30/12/2016, a empresa reconheceu
 
(A) receita financeira no valor de R$ 450,00 e ajustes de avaliação patrimonial, no patrimônio líquido, no valor de R$ 50,00 (saldo credor).
(B) no patrimônio líquido, em ajustes de avaliação patrimonial, o valor de R$ 500,00.
(C) receita financeira no valor de R$ 500,00.
(D) receita financeira no valor de R$ 450,00.
(E) receita financeira no valor de R$ 500,00 e ajustes de avaliação patrimonial, no patrimônio líquido, no valor de R$ 50,00 (saldo devedor).
 
A contabilização referente aos instrumentos financeiros dar-se-á de acordo com o esquema abaixo:
 
Classificação dos títulos
Rendimento de Juros
Valor Justo positivo
Valor Justo Negativo
Mantidos até o vencimento
Receita de Juros (Resultado)
 
Não faz nada
Não faz nada (exceto nos casos de perda permanente)
Destinados à negociação imediata
Receita de Ajuste ao Valor Justo (Resultado)
Despesa de Ajuste ao Valor Justo (Resultado)
Destinados à venda futura
Ajuste de Avaliação Patrimonial (PL - Credora)
Ajuste de Avaliação Patrimonial (PL - Devedora)
 
 
Como o título está classificado como mantido até o vencimento, será reconhecido como receita financeira apenas os juros que transcorreram no período. A varição do valor justo não terá efeito no registro contábil desse ativo.
 
Receita financeira = 10% de R$ 5.000,00
Receita financeira = R$ 500,00
 
Gabarito: C
 
31. A diretoria da empresa BMS Beer S. A. está preocupada com a distribuição de dividendos. O Lucro Líquido da empresa em 2016 foi R$ 200.000,00. No início de 2016, o Capital Social da empresa era R$ 1.000.000,00, o saldo da Reserva Legal era R$ 150.000,00 e o saldo da Reserva Estatutária era R$ 100.000,00.
 
O Estatuto Social da empresa determina a seguinte destinação do lucro:
− Reserva Legal – de acordo com a Lei no 6.404/76.
− Reserva Estatutária − 10% do lucro líquido.
− Dividendo Mínimo Obrigatório − 30% do lucro líquido.
 
Sabendo-se que, de acordo com o orçamento de capital aprovado em assembleia, a empresa precisaria reter R$150.000,00 do lucro para realizar os investimentos esperados, o valor retido como Reserva para Expansão e o valor distribuído como Dividendo Mínimo Obrigatório foram, respectivamente, em reais,
(A) 113.000,00 e 60.000,00.
(B) 110.000,00 e 57.000,00.
(C) 110.000,00 e 60.000,00.
(D) 113.000,00 e 57.000,00.
(E) 150.000,00 e 20.000,00.
 
Apuração da base de cálculo dos dividendos:
 
De acordo com a Lei 6.404/76, o dividendo obrigatório a ser distribuído será a parcela do lucro líquido prevista no estatuto. Em caso de o estatuto ser omisso, o dividendo mínimo obrigatório corresponderá a 50% do lucro líquido ajustado.
 
Lucro Líquido Ajustado:
 
Lucro Líquido do Exercício 
(-) Prejuízos Acumulados
(-) Reserva Legal Obs¹
(-) Reserva de Contingência 
(+) Reversão de Reserva de Contingência
(+/-) Ajustes de Exercícios Anteriores 
(+) Realização da Reserva de Reavaliação 
 
(=) Lucro Líquido Ajustado 
 
Obs¹:
 
A reserva legal deverá ser constituída mediante destinação de 5% do lucro líquido do exercício, antes de qualquer outra destinação. Esta reserva será constituída, obrigatoriamente, pela companhia, até que seu valor atinja 20% do capital social realizado. Ela poderá ser constituída facultativamente até que o somatório da reserva legal e reserva de capital atinja 30% do capital social realizado.
 
Cálculo da Reserva Legal:
 
Limite Obrigatório: 20% x R$ 1.000.000,00 = R$ 200.000,00
Reserva Legal Constituída = R$ 150.000,00
Valor máximo a ser constituído = R$ 50.000,00
 
5% do Lucro Líquido = R$ 10.000,00
 
Como, R$ 10.000,00 < R$ 50.000,00; o valor a ser constituído de reserva legal será de R$ 10.000,00.
 
Cálculo do dividendo obrigatório:
 
Dividendos a distribuir = 30% x Lucro Líquido por expressa disposição estatutária
Dividendos a distribuir = 30% x R$ 200.000,00
Dividendos a distribuir = R$ 60.000,00
 
Montando a DLPA:
 
Lucro Líquido R$ 200.000,00
(-) Reserva Legal R$ 10.000,00
(-) Dividendos R$ 60.000,00
(-) Reserva Estatutária R$ 20.000,00
(-) Reserva de Orçamentária R$ 110.000,00
 
Gabarito: C
 
Observações Complementares:
 
Caso o dividendos exceda a parcela realizada do lucro líquido do exercício, a diferença pode ser destinada à Reserva de Lucros a Realizar (não é obrigatório). Caso haja saldo anterior nessa Reserva, em que tenha ocorrido a realização, esta parcela deverá ser somada ao dividendo mínimo.
 
Consideram-se lucros a realizar:
  • o resultado líquido positivo de equivalência patrimonial
  • o lucro, ganho ou rendimento em operações cujo prazo de realização financeira ocorra após o término do exercício social seguinte.
Assim,
 
Dividendo mínimo obrigatório
(-) Reserva de Lucro a Realizar
(+) Realização de Reserva de Lucro a Realizar (saldo anterior)
(=) Dividendo a distribuir
 
32. A Cia. Catarinense apresentou, em 31/12/2015, as seguintes demonstrações contábeis:
 
Balanço Patrimonial (em reais)
 
Ativo 31/12/14 31/12/15 Passivo 31/12/14 31/12/15
Ativo Circulante 210.000 426.000 Passivo Circulante 150.000 225.000
Disponível
100.000 246.000
Fornecedores
150.000 175.000
Duplicatas a Receber
110.000 180.000
IR/CSLL a pagar
- 50.000
      Passivo Não Circulante 190.000 205.000
Ativo Não Circulante 350.000 354.000
Empréstimos
190.000 205.000
Investimento
150.000 164.000      
Imobilizado
  - Patrimônio Líquido 220.000 375.000
Edifícios
200.000 200.000
Capital Social
200.000 200.000
Depreciação Acumulada Edifícios
  (10.000)
Reservas de Lucros
20.000 150.000
Total do Ativo 560.000 780.000 Total do Passivo + PL 560.000 780.000
 
Demonstração de Resultados do Exercício de 2015 (em reais)
 
Receita Bruta de Vendas 760.000
(−) Impostos sobre Vendas (160.000)
(=) Receita Líquida de Vendas 600.000
(−) Custo dos Produtos Vendidos (280.000)
Lucro Bruto 320.000
Despesas gerais e administrativas (72.000)
Despesa de depreciação (10.000)
(+/−) Outras receitas operacionais  
Resultado de Equivalência Patrimonial 14.000
(+/−) Resultado financeiro  
Despesa financeira (15.000)
Lucro antes do IR e CSLL 237.000
Despesa com Imposto de Renda e CSLL (82.000)
Lucro Líquido 155.000
 
Com base nas demonstrações acima, sabendo-se que houve distribuição e pagamento de dividendos no valor de R$ 25.000,00 e que as despesas financeiras não foram pagas, o fluxo de caixa gerado pelas Atividades Operacionais foi, em reais,
(A) 121.000,00.
(B) 103.000,00.
(C) 166.000,00.
(D) 146.000,00.
(E) 171.000,00.
 
A questão poderia ser resolvida de 2 formas:
 
Solução 1: Apuração do Fluxo de Caixa Operacional pelo Método Indireto
 
1º passo: Apuração do lucro líquido ajustado
 
Lucro antes do IR e CSLL
 
237.000
Ajustes por:
 
11.000
Despesas com depreciação
10.000
 
Despesas financeiras
15.000
 
Resultado de Equivalência Patrimonial
(14.000)
 
 
 
 
Lucro líquido ajustado
 
248.000
 
2º passo: apurar a variação das contas de ativos e passivos relacionados às atividades operacionais
 
Variação nas contas do Ativo
2014
2015
 
Duplicatas a receber
110.000
180.000
70.000
 
 
 
 
Total
 
 
70.000
 
 
 
 
Variação nas contas do Passivo
2014
2015
 
Fornecedores
150.000
175.000
25.000
 
 
 
 
Total
 
 
25.000
 
3º passo: Montagem da DFC
 
FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES OPERACIONAIS
Lucro antes do IR e CSLL
 
237.000
Ajustes por:
 
11.000
Despesas com depreciação
10.000
 
Despesas financeiras
15.000
 
Lucro na venda do imóvel
(14.000)
 
 
 
 
Lucro líquido ajustado
 
248.000
 
 
 
Variação nas contas do Ativo Operacional
 
(70.000)
(Aumento) ou Diminuição no Duplicatas a receber
(70.000)
 
 
 
 
Variação nas contas do Passivo Operacional
 
25.000
Aumento ou (Diminuição) nos Fornecedores
25.000
 
 
 
 
Caixa Gerado pelas operações
 
203.000
IR/CSLL pagos Obs¹
(32.000)
 
 
 
 
Caixa líquido gerado pelas atividades operacionais
 
171.000
 
Obs¹:
 
IR/CSLL pago = Saldo Inicial + Despesa com IR/CSLL - Saldo Final
 
IR/CSLL pago = 0,00 + 82.000 - 50.000
IR/CSLL pago = 32.000
 
 
Solução 2: Fluxo de Caixa Total = Fluxo de Caixa Operacional + Fluxo de Caixa dos Investimentos + Fluxo de Caixa dos Financiamentos
 
Cálculo do Fluxo de Caixa dos Investimentos
 
Aquisição de Investimentos = Saldo Inicial + Equivalência Patrimonial - Dividendos Recebidos de Investidas - Saldo Final
 
Aquisição de Investimentos = 150.000 + 14.000 - 0 - 164.000
Aquisição de Investimentos = 0
Não houve aquisição investimentos!
 
Aquisição de Imobilizado = 0
 
Fluxo de caixa dos Investimentos = 0
Não houve aquisição imobilizado!
 
Cálculo do Fluxo de Caixa dos Financiamentos
 
Captação de Empréstimos = Saldo inicial + Despesas financeiras - Saldo final
 
Captação de Empréstimos = 190.000 + 15.000 - 205.000
Captação de Empréstimos = 0
Não houve captação de empréstimos
 
Dividendos pagos = 25.000
 
Fluxo de caixa dos Financiamentos = - 25.000
 
Fluxo de Caixa Total = Fluxo de Caixa Operacional + Fluxo de Caixa dos Investimentos + Fluxo de Caixa dos Financiamentos
 
146.000 = Fluxo de Caixa Operacional + 0 - 25.000
146.000 + 25.000 = Fluxo de Caixa Operacional
Fluxo de Caixa Operacional = 171.000
 
Gabarito: E
 
33. A Demonstração do Valor Adicionado − DVA tem por objetivo evidenciar a riqueza gerada pela empresa em determinado período e a forma como foi distribuída. Para elaborar a sua DVA, a Cia. Aberta obteve algumas informações apresentadas abaixo.
 
(em R$) 
Receita de Vendas ................................................................................................................ 700.000,00
Despesa de salários ................................................................................................................ 50.000,00
FGTS depositado nas contas dos funcionários ............................................................................ 4.000,00
ICMS incidente sobre as vendas ............................................................................................. 105.000,00
ICMS incidente sobre as mercadorias vendidas adquiridas de terceiros ........................................ 30.000,00
INSS, parte empregador ........................................................................................................... 11.000,00
 
Com base nessas informações, a riqueza distribuída na forma de impostos, taxas e contribuições foi, em reais,
(A) 86.000,00.
(B) 90.000,00.
(C) 150.000,00.
(D) 116.000,00.
(E) 120.000,00.
 
Demonstração do Valor Adicionado
Modelo CPC 09 - Empresas em Geral
DESCRIÇÃO
20xx
1 - RECEITAS
 
1.1) Vendas de mercadorias, produtos e serviços
 
1.2) Outras receitas
 
1.3) Receitas relativas à construção de ativos próprios
 
1.4) Provisão para créditos de liquidação duvidosa
 
2 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS (inclui os valores dos impostos - ICMS, IPI, PIS e CONFINS)
 
2.1) Custos dos produtos, das mercadorias e dos serviços vendidos
 
2.2) Materiais, energia, serviços de terceiros e outros
 
2.3) Perda/Recuperação de valores ativos
 
2.4) Outras (especificar)
 
3 - VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2)
 
4 - DEPRECIAÇÃO, AMORTIZAÇÃO E EXAUSTÃO
 
5 - VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE (3-4)
 
6 - VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA
 
6.1) Resultado de Equivalência Patrimonial
 
6.2) Receitas Financeiras
 
6.3) Outras
 
7 - VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR (5+6)
 
8 - DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO (*)
 
8.1) Pessoal
 
8.1.1 - Remuneração Direta
 
8.1.2 - Benefícios
 
8.1.3 - F.G.T.S.
 
8.2) Impostos, Taxas e Contribuições
 
8.2.1 - Federais
 
8.2.2 - Estaduais
 
8.2.3 - Municipais
 
8.3) Remuneração de Capitais de Terceiros
 
8.3.1 - Juros
 
8.3.2 - Aluguéis
 
8.3.3 - Outras
 
8.4) Remuneração de Capitais Próprios
 
8.4.1 - Juros sobre o Capital Próprio
 
8.4.2 - Dividendos
 
8.4.3 - Lucros Retidos/Prejuízo do Exercício
 
8.4.4 - Participação dos não-controladores nos lucros retidos (só p/ consolidação)
 
(*) O total do item 8 deve ser exatamente igual ao do item 7
 
A riqueza distribuída na forma de impostos, taxas e contribuições foi de:
 
ICMS incidente sobre as vendas - ICMS incidente sobre as mercadorias vendidas adquiridas de terceiros + INSS, parte empregador
105.000 - 30.000 + 11.000
86.000
 
Gabarito: A
 
Obs: O FGTS é riqueza distribuída para pessoal.
 
34. A Cia. Verdão possuía, em 31/12/2016, no ativo imobilizado, um maquinário para a produção de camisetas. Os saldos das contas referentes a esse maquinário, no final de 2016, são:
 
(em R$)
Imobilizado (custo de aquisição): ............................................................................................. 500.000,00
(−) Depreciação acumulada: .................................................................................................... 120.000,00
(=) Valor contábil do ativo: ........................................................................................................ 380.000,00
 
A pedido da controladoria, em 31/12/2016, foi realizado um teste de recuperabilidade do ativo (impairment), obtendo os seguintes valores:
 
(em R$)
Valor em uso do maquinário: ................................................................................................... 350.000,00
Valor justo líquido das despesas de venda: ............................................................................. 220.000,00
 
Ao elaborar as Demonstrações Contábeis referentes ao ano de 2016, a Cia. Verdão
(A) reconheceu uma perda por desvalorização no valor de R$ 160.000,00.
(B) reconheceu uma perda por desvalorização no valor de R$ 150.000,00.
(C) não reconheceu perda por impairment.
(D) reconheceu uma perda por desvalorização no valor de R$ 130.000,00.
(E) reconheceu uma perda por desvalorização no valor de R$ 30.000,00.
 
O Pronunciamento define valor recuperável como o maior valor entre o preço líquido de venda do ativo e o seu valor em uso. Caso um desses valores exceda o valor contábil do ativo, não haverá desvalorização nem necessidade de estimar o outro valor.

Se o valor recuperável do ativo for menor que o valor contábil, a diferença existente entre esses valores deve ser ajustada pela constituição de provisão para perdas, redutora dos ativos, em contrapartida ao resultado do período. No caso de ativos reavaliados, o montante da redução deve reverter uma reavaliação anterior, sendo debitado em reservam no patrimônio líquido. Caso essa reserva seja insuficiente, o excesso deverá ser contabilizado no resultado do período.
 
Após o reconhecimento da provisão para perdas, a despesa de depreciação, amortização e exaustão dos ativos desvalorizados deve ser calculada em períodos futuros pelo novo valor contábil apurado, ajustado ao período de sua vida útil remanescente.
 
Realização do teste de impairment:
 
Valor Contábil: R$ 380.000,00
Valor em Uso do ativo: R$ 350.000,00
Valor Justo líquido das despesas: R$ 220.000,00
 
Como o valor contábil é de R$ 380.000,00 e o valor recuperável é R$ 350.000,00 (maior valor entre o valor contábil e o valor em uso), será reconhecida uma perda por desvalorização de R$ 30.000,00.
 
Gabarito: E
 
35. A empresa AliCaCo S. A. iniciou, em julho de 2016, um projeto de sistemas coordenado pela sua área de TI para venda futura. Até o final de novembro de 2016, a empresa tinha incorrido em gastos no valor de R$ 500.000,00. Em 01/12/2016, a empresa conseguiu demonstrar a viabilidade econômica desse projeto. Em dezembro de 2016, os gastos com o desenvolvimento do sistema foram R$ 300.000,00, totalizando um gasto de R$ 800.000,00 para o desenvolvimento do referido projeto. Sabendo-se que o valor recuperável estimado, em 31/12/2016, foi R$ 400.000,00, o valor que a empresa deveria ter apresentado na conta Intangível, referente a este projeto, é, em reais,
(A) 400.000,00.
(B) 300.000,00.
(C) 800.000,00.
(D) 500.000,00.
(E) 100.000,00.
 
O CPC 04 - Ativo Intangível dá o seguinte tratamento para Ativos Intangíveis gerados internamente:
 
Para avaliar se um ativo intangível gerado internamente atende aos critérios de reconhecimento, deve-se classificar a geração desse ativo em:
  1. Fase de pesquisa; e/ou
  2. Fase de desenvolvimento.
Fase de Pesquisa:
 
Nenhum ativo intangível deve ser reconhecido na fase de pesquisa. O dispêndio deve ser reconhecido como despesa no resultado pois a entidade não está apta a demonstrar a existência de um ativo intangível que gerará prováveis benefícios econômicos.
 
Fase de Desenvolvimento:
 
Um ativo intangível resultante de desenvolvimento deverá ser reconhecido somente se a entidade puder demonstrar todos os aspectos a seguir enumerados:
 
  1. a viabilidade técnica para concluir o ativo intangível de forma que ele seja disponibilizado para uso ou venda;
  2. sua intenção de concluir o ativo intangível e de usá-lo ou vendê-lo;
  3. sua capacidade para usar ou vender o ativo intangível;
  4. a forma como o ativo intangível deverá gerar benefícios econômicos futuros. Entre outros aspectos, a entidade deverá demonstrar a existência de um mercado para os produtos do ativo intangível ou para o próprio ativo intangível ou, caso este se destine ao uso interno, a sua utilidade;
  5. a disponibilidade de recursos técnicos, financeiros e outros recursos adequados para concluir seu desenvolvimento e usar ou vender o ativo intangível; e
  6. sua capacidade de mensurar com segurança os gastos atribuíveis ao ativo intangível durante seu desenvolvimento.
Assim, somente os gastos realizados a partir de 01/12/2016 será classificados como Intangível. Os gastos anteriores serão considerados despesas.
 
Gabarito: B
 
Obs: Não haverá perda por impariment deste intangível pois o valor contábil é inferior ao valor recuperável. Caso houvesse essa perda, o valor contábil do intangível iria ser alterado.
 
36. A empresa Tudo em Cima S. A., em 01/12/2016, realizou uma venda no valor de R$ 240.000,00. A condição de recebimento da venda acordada foi R$ 120.000,00 à vista e o restante (R$ 120.000,00) para ser recebido em 31/05/2018. Esta transação foi realizada nestas condições a pedido do cliente, uma vez que o prazo, normalmente, concedido pela empresa é de 60 dias. Sabe-se que se o cliente efetuasse a compra à vista, ele teria pagado o montante total de R$ 220.000,00. Em 31/12/2016, o valor equivalente à vista que seria recebido do cliente era R$ 101.000,00.Com base nestas informações, no mês de dezembro de 2016, a empresa reconheceu, em reais, Receita de Venda de
(A) 220.000,00 e receita financeira de 1.000,00.
(B) 240.000,00 e despesa financeira de 1.000,00.
(C) 220.000,00.
(D) 240.000,00.
(E) 221.000,00.
 
Faremos o lançamento de reconhecimento da receita:
 
D - Caixa (AC) ....................................................................... R$ 120.000,00
D – Clientes (AC) ................................................................... R$ 120.000,00
C – Ajuste ao Valor Presente (= Juros a Apropriar) (AC) ............ R$ 20.000,00
C – Receita de Vendas (Resultado) ......................................... R$ 220.000,00
 
Como a operação foi realizada em 01/12/2016, será reconhecida como receita financeira de juros na DRE de 2016 o valor referente a 1 mês de apropriação dos juros em obediência ao regime de competência.
 
Se no dia 01/12/2016 o valor presente do recebível era de R$ 100.000,00 e no dia 31/12/2016 o valor presente do recebível era de R$ 101.000,00, foram apropriadas R$ 1.000,00 de receita financeira.
 
O lançamento da apropriação dos juros relativos a dez/16 será:
 
D – Ajuste ao Valor Presente (= Juros a Apropriar) (AC) ....... R$ 1.000,00
C – Receita Financeira (= Juros Ativos) (Resultado) ............. R$ 1.000,00
 
Gabarito: A
 
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