Prova de Contabilidade Comentada- ICMS/RJ

por Fabiano Fernandes em 16/01/2014
Olá pessoal!!
 
Vamos resolver aqui a prova de contabilidade do ICMS/RJ (SEFAZ/RJ).
 
A prova cobrou dos candidatos uma boa base teórica dos Pronunciamentos Técnicos (CPCs) e abusou dos cálculos, portanto, o aluno tinha que ser bem ágil para resolver as questões.
 
Nas resoluções abaixo eu procurei ser o mais didático possível, destacando as referências sempre que possível para auxiliá-lo caso seja necessário entrar com algum recurso futuramente. Logicamente que na hora da prova você teria que resolver de forma muito mais simplificada devido ao pouco tempo.
 
Então vamos lá!!
 
 
QUESTÃO 57)
A empresa Alpha S.A. possuía alguns processos judiciais em andamento, conforme os dados a seguir:
 
 
Com base nestas informações, a empresa Alpha S.A. deve, em 30/06/2013, complementar o saldo
(A) das provisões constituídas para os processos 1 e 2 e constituir provisões para os processos 3 e 4.
(B) das provisões constituídas para os processos 1 e 2 e constituir provisão somente para o processo 4.
(C) da provisão constituída para o processo 1, constituir a provisão para o processo 4 e reverter a provisão constituída para o
processo 2.
(D) da provisão constituída para o processo 1, constituir provisão para os processos 3 e 4 e reverter a provisão constituída para o processo 2.
(E) da provisão constituída para o processo 1, constituir provisão somente para o processo 4 e manter a provisão já constituída para o processo 2.
 
 
COMENTÁRIO:
 
O CPC 25 distingue Provisão e Passivo Contingente da seguinte forma:
 
PROVISÃO
PASSIVO CONTINGENTE
É provável que uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos seja necessária para liquidar a obrigação.
Obrigações possíveis, visto que ainda há de ser confirmado se a entidade tem ou não uma obrigação presente que possa conduzir a uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos.
 
PROBABILIDADE DE PERDA
TRATAMENTO CONTÁBIL
Provável e Mensurável
Provisão Reconhecida e divulgada em nota explicativa
Provável e Não Mensurável
Passivo Contingente : apenas divulgada em nota explicativa
Possível
Passivo Contingente : apenas divulgada em nota explicativa
Remota
Não provisiona e não divulga em nota explicativa
 
Obs: O CPC 25 considera que provisão é sempre um passivo, ao contrário das bancas de concursos que ainda consideram Provisões no Ativo (Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa).
 
Agora vamos a questão:
 
Processo 1: Probabilidade de perda “Provável”
Já temos uma provisão de 50 mil e o valor estimado de perda é de 60 mil. Como a probabilidade de perda é provável devemos completar a provisão com mais 10 mil.
 
Processo 2: Probabilidade de perda “Possível”
Já temos uma provisão de 30 mil e o valor estimado de perda é de 40 mil. Contudo, por ser uma probabilidade possível, a provisão não deveria mais existir. Logo, deve-se reverter a provisão de 30 mil
 
Processo 3: Probabilidade de perda “Possível”
Não temos nenhuma provisão e o valor estimado de perda é de 15 mil. Contudo, por ser uma probabilidade possível, a provisão não deve ser contabilizada (nada deve ser feito).
 
Processo 4: Probabilidade de perda “Provável”
Não temos nenhuma provisão e o valor estimado de perda é de 25 mil. Como a probabilidade de perda é provável devemos provisionar os 25 mil.
 
 
Resposta:
Alternativa C: da provisão constituída para o processo 1, constituir a provisão para o processo 4 e reverter a provisão constituída para o processo 2.
 
 
 
QUESTÃO 58)
A Cia. Carioca adquiriu, em 31/12/2012, 40% das ações da Cia. Copa por R$ 4.500.000,00 à vista, o que lhe conferiu influência significativa na administração. Na data da aquisição, o Patrimônio Líquido da Cia. Copa era R$ 6.000.000,00 e o valor justo líquido dos ativos e passivos identificáveis desta Cia. era R$ 9.000.000,00, cuja diferença foi decorrente de um terreno que a Cia. Copa havia adquirido em 2010. No período de 01/01/2013 a 30/06/2013, a Cia. Copa reconheceu as seguintes mutações em seu Patrimônio Líquido:
− Lucro líquido do semestre: R$ 400.000,00
− Ajustes de conversão de investida no exterior: R$ 100.000,00 (credor)
Com base nestas informações, os valores evidenciados no Balanço Patrimonial da Cia. Carioca, em Investimentos em Coligadas, em 31/12/2012 e 30/06/2013, foram, respectivamente,
(A) R$ 4.500.000,00 e R$ 4.700.000,00.
(B) R$ 3.600.000,00 e R$ 3.800.000,00.
(C) R$ 2.400.000,00 e R$ 2.600.000,00.
(D) R$ 4.500.000,00 e R$ 4.660.000,00.
(E) R$ 3.600.000,00 e R$ 3.760.000,00.
 

COMENTÁRIO:
Esta é uma questão bem complexa que envolve os CPCs 18 (R2), CPC 02(R2) e ICPC 09.
 
A questão diz que a Cia Carioca passou a possuir influência significativa na Cia Copa, portanto, entende-se que devemos aplicar o Método de Equivalência Patrimonial (MEP):
CPC 18 (R2), item 16: "A entidade com o controle individual ou conjunto (compartilhado), ou com influência significativa sobre uma investida, deve contabilizar esse investimento utilizando o método da equivalência patrimonial, a menos que o investimento se enquadre nas exceções previstas nos itens 17 a 19 deste Pronunciamento."
 
Podemos calcular a Mais Valia e o Goodwill deste investimento da seguinte forma:
 
Mais Valia = Valor Justo líquido dos Ativos e Passivos – Valor % de participação no PL:
(9.000.000,00 x 40%) – (6.000.000,00 x 40%) = 3.600.000,00 – 2.400.000,00 = 1.200.000,00
 
Ágio por Rentabilidade Futura (Goodwill) = Valor pago – Valor Justo líquido dos Ativos e Passivos = 4.500.000,00 – 3.600.000,00 = 900.000,00
 
De acordo com o CPC 18 (R2) e o ICPC 09, o goodwill deve ser incluído no valor contábil do investimento, portanto, temos o seguinte lançamento na Cia Carioca:
 
D- Investimentos Coligadas (%PL)................................R$ 2.400.000,00
D – Investimentos Coligadas (mais valia).......................R$ 1.200.000,00
D- Investimentos Coligadas (goodwill) ...........................R$   900.000,00
C- Bancos...................................................................R$ 4.500.000,00
 
Neste caso, em 31/12/2012, o saldo de investimentos em coligada da Cia Carioca era de R$ 4.500.000,00.
 
Em seguida tivemos os seguintes lançamentos na Cia Copa:
 
Reconhecimento de participação do Lucro Líquido pelo MEP (01/01/2013):
D – Investimento............................................ R$ 160.000,00 (400.000,00 x 40%)
C – Receita de equivalência Patrimonial........... R$ 160.000,00 (400.000,00 x 40%)
 
Ajustes de Conversão de Investida no exterior (30/06/2013):
D - Investimento...........................................................................................R$ 40.000,00 (100.000,00 x 40%)
C – Ajuste Acumulado de Conversão (Outros resultados abrangentes - PL)..... R$ 40.000,00
 
Este lançamento é justificado pelo item 32, do CPC 02 (R2):
“ (...) Nas demonstrações contábeis que incluem a entidade no exterior e a entidade que reporta a informação (por exemplo: demonstrações contábeis individuais com avaliação das investidas por equivalência patrimonial, ou demonstrações contábeis consolidadas quando a entidade no exterior é uma controlada), tais variações cambiais devem ser reconhecidas, inicialmente, em outros resultados abrangentes em conta específica do patrimônio líquido, e devem ser transferidas do patrimônio líquido para a demonstração do resultado quando da baixa do investimento líquido(...).”
 
Portanto, em 31/12/2012, o saldo de investimentos em coligada da Cia Carioca era de R$ 4.700.000,00 (4.500.000,00 + 160.000,00 + 40.000,00)
 
Resposta:
(A) R$ 4.500.000,00 e R$ 4.700.000,00.


Questão 59)
Em 31/12/2012, a Cia. Paulista possuía influência significativa na administração da Cia. Mineira por possuir 30% das ações desta empresa. O saldo contábil referente a esta investida, em 31/12/2012, era R$ 2.1000.000,00. Em 31/12/2012, a Cia. Paulista vendeu 2/3 (dois terços) de sua participação na Cia. Mineira por R$ 2.600.000,00 à vista e a participação remanescente nesta Cia., ou seja, 1/3 (um terço), passou a ser considerada um ativo financeiro, uma vez que a Cia. Paulista perdeu a influência significativa na investida. O valor justo avaliado da participação remanescente na data da venda foi R$ 1.300.000,00.
Com base nestas informações, o resultado que a Cia. Paulista reconheceu em sua Demonstração de Resultados, com a alienação de parte do investimento e a perda de influência significativa sobre o saldo remanescente, consideradas em conjunto, foi
(A) R$ 500.000,00.
(B) R$ 1.200.000,00.
(C) R$ 1.300.000,00.
(D) R$ 600.000,00.
(E) R$ 1.800.000,00.
 
 
COMENTÁRIO:
Observação: Houve um erro de digitação no enunciado, pois utilizaram R$ 2.1000.000,00 ao invés de 2.100.000,00; o que pode gerar a anulação da questão.
 
Lembrando que Influência significativa => Método de Equivalência Patrimonial
 
Como a empresa tinha 2.100.000,00, 2/3 desse valor será 1.400.000,00
Esse investimento que era avaliado a 1.400.000,00 foi vendido por 2.600.000,00, portanto houve uma receita (“lucro”) de 1.200.000,00 na transação.
 
D - Bancos............2.600.000,00
C – Investimento....2.400.000,00
C – Receita .........1.200.000,00
 
O valor remanescente registrado no investimento era de R$ 700.000,00 (2.100.000,00 x 1/3), mas de acordo com o item 22 do CPC 18 (R2), devemos ajustá-lo a valor justo:
“A entidade deve descontinuar o uso do método da equivalência patrimonial a partir da data em que o investimento deixar de se qualificar como coligada, controlada, ou como empreendimento controlado em conjunto, conforme a seguir orientado: (b) Se o interesse remanescente no investimento, antes qualificado como coligada, controlada, ou empreendimento controlado em conjunto, for um ativo financeiro, a entidade deve mensurá-lo ao valor justo. (...)”.
 
De acordo com o enunciado o valor justo é de R$ 1.300.000,00, portanto, devemos realizar o seguinte lançamento:
D - Ativo Financeiro...........R$ 600.000,00
C - Receita .....................R$ 600.000,00
 
Logo, o resultado que a Cia. Paulista reconheceu em sua Demonstração de Resultados foi de 1.800.000,00 (1.200.000,00 + 600.000,00).
 
Resposta: (E): 1.800.000,00
 
 
 
QUESTÃO 60)
O Patrimônio Líquido da Cia. Lucrativa, em 31/12/2011, era constituído pelas seguintes contas com seus respectivos saldos:
− Capital Social: ........................................................... R$ 300.000,00
− Reserva Legal: .......................................................... R$ 60.000,00
− Reserva Estatutária: .................................................. R$ 30.000,00
Em 2012, a Cia. Lucrativa apurou um Lucro Líquido de R$ 50.000,00, cuja destinação deveria seguir o estabelecido em seu estatuto:
− Reserva Legal: constituída nos termos da Lei no 6.404/1976;
− Dividendos obrigatórios: 40% do Lucro Líquido ajustado nos termos da Lei no 6.404/1976;
− Reserva Estatutária: saldo remanescente.
Sabe-se que R$ 20.000,00 do Lucro Líquido foram decorrentes de subvenções governamentais para investimentos e que a Cia.
Lucrativa, para não tributar este ganho, reteve-o na forma de Reserva de Incentivos Fiscais, utilizando a possibilidade estabelecida na Lei no 6.404/1976 referente aos dividendos.
Com base nestas informações, os valores que a Cia. Lucrativa distribuiu como dividendos obrigatórios e que reteve na forma de Reserva Estatutária foram, respectivamente,
(A) R$ 11.000,00 e R$ 16.500,00.
(B) R$ 12.000,00 e R$ 18.000,00.
(C) R$ 20.000,00 e R$ 10.000,00.
(D) R$ 19.000,00 e R$ 8.500,00.
(E) R$ 12.000,00 e R$ 38.000,00.
 
 
COMENTÁRIO:
De acordo com a Lei 6.404/76: "Art. 193. Do lucro líquido do exercício, 5% (cinco por cento) serão aplicados, antes de qualquer outra destinação, na constituição da reserva legal, que não excederá de 20% (vinte por cento) do capital social."
 
Como a Reserva Legal não pode ultrapassar o limite de 20% do capital Social, fazemos:
Capital Social x 20% = 300.000,00 x 20% = 60.000,00
 
Como a Cia já tinha 60.000,00 registrado em Reserva Legal, ela não deverá registrar nenhum complemento dessa reserva no período.
 
Art. 195-A.  A assembléia geral poderá, por proposta dos órgãos de administração, destinar para a reserva de incentivos fiscais a parcela do lucro líquido decorrente de doações ou subvenções governamentais para investimentos, que poderá ser excluída da base de cálculo do dividendo obrigatório".
 
Reserva de Incentivos Fiscais = R$ 20.000,00
 
Dividendos = ( Lucro Líquido – Reserva Legal – Reserva de Incentivos Fiscais) x 40%
Dividendos = (50.000,00 – 0 – 20.000,00) x 40%
Dividendos = R$ 12.000,00
 
Reserva Estatutária = Lucro – Reserva Legal - Dividendos – Res. de Incentivos Fiscais
Reserva Estatutária = 50.000,00 – 0 – 20.000,00 - 12.000,00
Reserva Estatutária = R$ 18.000,00
 
 
Resposta: (B):  R$ 12.000,00 e R$ 18.000,00.
 
 
QUESTÃO 61)
A Cia. Sudeste possuía em, 31/03/2013, a seguinte situação patrimonial:
− Disponível: ............................................................ R$ 100.000,00
− Terreno: ................................................................ R$ 50.000,00
− Capital Social:....................................................... R$ 150.000,00
Em abril de 2013, a Cia. realizou as seguintes operações:
 
DATA: 01/04/13 / OPERAÇÃO:  Aplicação financeira de R$ 40.000,00 em 8 títulos, no valor de R$ 5.000,00 cada, e os classificou do seguinte modo: 3 títulos como ativo financeiro “mantido até o vencimento” e 5 títulos como ativo financeiro “destinado para negociação imediata”. A taxa de juros contratual de todos os títulos era de 1% ao mês.
 
DATA: 30/04/13 / OPERAÇÃO: Compra de um veículo, por meio de arrendamento mercantil financeiro, para ser pago em 36 prestações mensais, iguais e consecutivas de R$ 1.500,00 cada. Na data da aquisição, o valor presente das prestações era R$ 41.491,03 e o valor justo do veículo arrendado era R$ 40.000,00.
 
Sabendo que o valor justo de cada título adquirido em 01/04/13 era R$ 5.040,00 em 30/04/13, e considerando os registros necessários referentes às operações, o Ativo da Cia. Sudeste, em 30/04/13, era
(A) R$ 190.400,00.
(B) R$ 190.350,00.
(C) R$ 190.370,00.
(D) R$ 191.841,03.
(E) R$ 191.861,03.
 
COMENTÁRIO:
Os Instrumentos Financeiros podem ser classificados como:
Destinado para Negociação
Disponível para Venda
Mantidos até o Vencimento
Negociação Imediata
Negociação não é Imediata
Não há negociação
Ganho/perda => Resultado
Baixa => Resultado
Ganho/Perda => PL
Baixa => Resultado
Ganho => Não é registrado
Perda (*) => Resultado.
Ajustável ao valor justo Ajustável ao valor justo Não é Ajustável ao valor justo
(*) Perda permanente (não confundir com valor justo). Neste caso, a empresa não poderá reajustar o valor para cima se o título tiver valorização.
Como o título mantido até o vencimento não é negociável, a empresa receberá o valor pactuado em contrato independentemente da variação do seu valor justo.
Ex: Títulos do Tesouro Direto: Pode ser contabilizado pelo valor do contrato (se mantido até o vencimento) ou pode ser ajustado pelo valor justo (se empresa tiver intenção de vendê-lo antes do vencimento).
 
 
Os lançamentos seriam:
 
D- Aplicação Financeira....R$ 40.000,00
C- Disponível......................R$ 40.000,00
 
D- Aplicação Financeira.....R$ 400,00
C- Receita de Juros........... R$ 400,00
 
D- Perda por Ajuste ao valor justo (despesa).....R$ 50,00
C-Aplicação Financeira........................................ R$ 50,00
 
Observem que apenas os ativos destinados a negociação são ajustados ao valor justo.
Tipo de Instrumento Financeiro
Valor inicial do Título
Juros
Valor final do Título + Juros
Saldo Final  (com valor justo)
Mantido até o Vencimento
15.000,00 (5.000 x 3)
150,00
(15.000,00 x 1%)
15.150,00
15.150,00
(5.050,00 x 3)
Destinado a Negociação
25.000,00 (5.000 x 5)
250,00
(25.000,00 x 1%)
25.250,00
25.200,00
 (5.040,00 x 5)
TOTAL
40.000,00
400,00
40.400,00
40.350,00
 
 
Em relação ao Arrendamento Mercantil (Leasing)  devemos lembrar que:
Arrendamento mercantil Operacional
Arrendamento mercantil Financeiro
Riscos e benefícios com o arrendador
Não reconhece ativo no BP do arrendatário. => Reconhecimento como despesa ao longo do contrato.
Riscos e benefícios com o arrendatário
 
Ativo é reconhecido no BP do arrendatário.
 
O valor presente das prestações era R$ 41.491,03 e o valor justo R$ 40.000,00. Neste caso, devemos utilizar o valor justo, pois é o menor, conforme instruções do CPC 06 (R1):
 “No começo do prazo de arrendamento mercantil, os arrendatários devem reconhecer, em contas específicas, os arrendamentos mercantis financeiros como ativos e passivos nos seus balanços por quantias iguais ao valor justo da propriedade arrendada ou, se inferior, ao valor presente dos pagamentos mínimos do arrendamento mercantil, cada um determinado no início do arrendamento mercantil(...)”
 
D- Veículo..........40.000,00
C – Arrendamento Financeiro (passivo)
 
No final, teremos o Ativo com as seguintes contas:
Disponível
R$ 60.000,00
Aplicações Financeiras
R$ 40.350,00
Veículo
R$ 40.000,00
Terreno
R$ 50.000,00
TOTAL DO ATIVO
R$ 190.350,00
 
Resposta: (B) R$ 190.350,00.
 
 
Questão 62)
Determinada empresa comercial apresentava as seguintes demonstrações contábeis (valores expressos em reais):
 


 
Com base nestas demonstrações contábeis e considerando, ainda, que os juros não foram pagos e foi recebido o valor da venda de terreno não destinado a aluguel, o fluxo de caixa gerado pelas Atividades Operacionais no primeiro trimestre de 2013 foi
(A) R$ 121.000,00.
(B) R$ 98.000,00.
(C) R$ 132.000,00.
(D) R$ 19.000,00.
(E) R$ 42.000,00.

 
COMENTÁRIO:
Primeiro devemos lembrar que podemos dividir o fluxo de caixa em 3 partes (por atividade):
Atividades Operacionais
Atividades de Financiamento
Atividades de Investimento
Principais atividades geradoras de receita da entidade e outras atividades que não são de investimento ou de financiamento.
Resultam em mudanças no tamanho e na composição do capital próprio e no capital de terceiros da entidade.
Referentes à aquisição e à venda de ativos de longo prazo e de outros investimentos não incluídos nos equivalentes de caixa.
 
Quando desejamos descobrir o fluxo de caixa pelo método indireto, primeiro devemos ajustar o lucro líquido retirando as contas que não afetam o Resultado (como a depreciação), ou que não fazem parte da atividade fim da empresa, como o lucro/prejuízo na venda de ativos não circulantes.
 
Em seguida, devemos calcular a variação dos ativos operacionais e dos passivos operacionais. Para isso, devemos considerar a seguinte lógica:
 
 
ATIVO
PASSIVO
Diminui do ano 1 p/ o ano 2
Sinal Positivo (aumenta o caixa)
Sinal Negativo (diminui o caixa)
Aumenta do ano 1 p/ o ano 2
Sinal Negativo (diminui o caixa)
Sinal Positivo (aumenta o caixa)
 
Essa lógica pode ser comprovada por meio de lançamentos envolvendo o caixa (disponível). Vejamos 2 exemplos:
 
Venda de estoque (diminuição do ativo) com aumento do caixa:
D- Caixa
C- Estoque (ativo)
 
Contratação de empréstimo (aumento do passivo) e aumento do caixa:
D- Caixa
C- Empréstimo (Passivo)
 
Agora vamos elaborar a DFC:
 
Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais (FCO)
LUCRO LÍQUIDO
76.000,00
Depreciação
+ 10.000,00
Prejuízo na Venda de Terreno
+ 23.000,00
Despesa Financeira
+12.000,00
(=) RESULTADO LÍQUIDO AJUSTADO
121.000,00
Variação dos Ativos Operacionais
 
Aumento das Duplicatas a Receber
- 48.000,00
 
Diminuição dos estoques
+ 8.000,00
Aumento dos Seguros antecipados
- 5.000,00
Variação dos Passivos Operacionais
 
Diminuição dos fornecedores
- 35.000,00
Aumento dos Salários a Pagar
+ 6.000,00
Diminuição do Adiantamento de Clientes
- 5.000,00
(=) CAIXA LÍQUIDO GERADO NAS ATIVIDADES OPERACIONAIS
 42.000,00
 
Resposta: (E) R$ 42.000,00.
 
 
Outra forma de se resolver a questão seria calcular a variação do disponível e dos Fluxos de Caixa de Investimento e Financiamento, encontrando o Fluxo de Caixa Operacional por diferença. Vejamos:
 
 
Fluxo de Caixa das Atividades de Investimento (FCI)
Diminuição (venda) Terreno
 131.000,00 (154.000 – 23.000)
Aumento (compra) Máquinas
- 120.000,00
(=) CAIXA LÍQUIDO GERADO NAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTOS
11.000,00
 
Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamento (FCF)
Aumento de Empréstimos a Pagar
 8.000,00 (120.000 – 100.000 – 12.000)
Aumento do Capital Social
60.000,00
(=) CAIXA LÍQUIDO GERADO NAS
ATIVIDADES DE INVESTIMENTOS
68.000,00
 
Variação do Disponível = FCO + FCI + FCF
254.000– 133.000= FCO + 11.000+ 68.000
121.000 = FCO + 79.000
FCO = 121.000 – 79.000 = 42.000,00
 
 
 
QUESTÃO 63)
Determinada empresa comercial apresentava as seguintes informações referentes ao primeiro semestre de 2013:
Receita Bruta de Vendas ................................................ R$ 500.000,00
(−) Impostos sobre vendas ............................................... R$ 90.000,00
(=) Receita Líquida .......................................................... R$ 410.000,00
(−) Custo das Mercadorias Vendidas .............................. R$ 220.000,00
(=) Lucro Bruto ................................................................ R$ 190.000,00
(−) Despesas operacionais
Despesa de depreciação ......................................... R$ 20.000,00
Despesa com salários .............................................. R$ 10.000,00
(=) Lucro antes do IR e CSLL .......................................... R$ 160.000,00
(−) IR e CSLL .................................................................. R$ 24.000,00
(=) Lucro Líquido ............................................................. R$ 136.000,00
Sabe-se que o valor dos tributos recuperáveis referentes às mercadorias comercializadas no primeiro semestre foi R$ 30.000,00 e, além da obrigação assumida com fornecedores, nenhum gasto adicional foi necessário para colocar as mercadorias em condições de serem vendidas. Com base nestas informações, o Valor Adicionado a Distribuir gerado pela empresa, no primeiro semestre de 2013, foi
(A) R$ 410.000,00.
(B) R$ 190.000,00.
(C) R$ 280.000,00.
(D) R$ 250.000,00.
(E) R$ 230.000,00.
 
 
COMENTÁRIO:
 
O valor Adicionado Total a Distribuir e calculado da seguinte forma:
 
1. RECEITAS (não inclui impostos diretos)
500.000,00
2. INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS (CMV inclui ICMS, IPI, PIS, COFINS)
250.000,00
3.VALOR ADICIONADO BRUTO (1 - 2)
250.000,00
4- RETENÇOES, DEPRECIAÇÃO, AMORTIZAÇÃO, EXAUSTÃO
20.000,00
5. VALOR ADICIONADO LÍQUIDO (3 - 4)
230.000,00
6. VALOR ADICIONADOR RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA
0,00
7. VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR (5 + 6)
230.000,00
 
Portanto, o Valor Adicionado a Distribuir gerado pela empresa, no primeiro semestre de 2013, foi (E) R$ 230.000,00.
 
 
 
QUESTÃO 64)
A Cia. Comerciante adquiriu, em 01/07/2013, mercadorias para serem revendidas. As mercadorias foram adquiridas, à vista, por R$ 150.000,00, sendo que neste valor estavam inclusos os tributos recuperáveis de R$ 22.000,00 e os tributos não recuperáveis de R$ 15.000,00. Adicionalmente, a Cia. Comerciante contratou e pagou frete e seguro, para transporte das mercadorias adquiridas até a empresa, no valor de R$ 5.000,00, sendo que neste valor estavam inclusos tributos recuperáveis de R$ 600,00. Em 31/07/2013, a empresa Comerciante revendeu todas estas mercadorias por R$ 300.000,00, à vista. Sobre o valor da venda houve incidência de ICMS − Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços no valor de R$ 45.000,00 e pagamento de comissão para os vendedores no valor de R$ 9.000,00. Com base nestas informações, o valor do lucro bruto apurado pela Cia. Comerciante no mês de julho de 2013 foi
(A) R$ 150.000,00.
(B) R$ 127.000,00.
(C) R$ 100.000,00.
(D) R$ 122.600,00.
(E) R$ 113.600,00.
 
 
COMENTÁRIO:
Primeiro devemos calcular o valor das compras líquidas:
Compra:
150.000,00
Tributos recuperáveis:
- 22.000,00
Frete
5.000,00
Tributos recuperáveis do frete:
-600,00
Compra Líquida:
132.400,00
 
Cabe ressaltar que a comissão de vendedores, no valor de R$9.000,00 é uma despesa de venda, não entrando no cálculo do Lucro Bruto.
 
Agora podemos calcular o valor do Lucro bruto:
 
Receita Bruta..........................300.000,00
(-) Impostos Diretos (ICMS)......45.000,00
(=) Receita Líquida.................255.000,00
(-) CMV...................................132.400,00
Lucro Bruto.............................122.600,00
 
Resposta: O valor do lucro bruto apurado pela Cia. Comerciante no mês de julho de 2013 foi (D) R$ 122.600,00.
 
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