Os 10 maiores erros dos concurseiros (Parte I).

por Homerzinho em 08/08/2012
    Os 10 maiores erros dos concurseiros - Primeira parte



    Olá, pessoal. Nessa primeira série (que será dividida em três artigos) quero falar um pouco sobre os erros que, na minha opinião, as pessoas cometem ao estudar.

    Os erros não estão em nenhuma ordem de prioridade. De qualquer forma, comentarei um pouco sobre quais são os mais relevantes na última parte da série.

#10 - Não fazer exercicios suficientes

    Esse erro é um dos piores que os concurseiros podem cometer. Não adianta você ler trinta vezes o material se não treinar com exercícios.

    Tem gente que até faz exercícios, mas não coloca quantidade suficiente. Quando eu estava na porta da faculdade em que fiz a prova do ISS-SP, comecei a ouvir a conversa dos outros concurseiros.

    Ouvi a seguinte conversa:

A: -Cara, tem um amigo meu que resolveu aquele livro com 4.000 questões pra área fiscal.
B: -Nossa, é muito exercício mesmo, né?
A: -Ah, coloquei isso como minha meta. Se eu fizer uns 100 exercícios por dia, acho que consigo terminar o livro.
B: -Puxa, mas 100 exercícios são muita coisa. Vai o dia inteiro nessa.

    Imediatamente achei que ele teria muitos problemas com o tempo. Essa quantidade de exercícios você deve fazer quase todo dia, depois da sessão de estudos. Faça exercícios sempre que enjoar de estudar. Leve como um jogo. Quando cansar de tudo, faça exercícios. Abra o TEC, estipule uma meta de acertos e gere um caderno com, pelo menos, 50 questões.

    Claro que há matérias que são exceção. Ninguém vai conseguir fazer 100 exercícios que precisam de muitas contas em pouco tempo, mas nas matérias de humanas, isso é plenamente possível.

    Na minha opinião, uma boa meta é fazer umas 200 questões por dia dos direitos e de matérias que não requerem contas.

    E como não há tantas questões assim disponíveis, vale fazer questões repetidas. Desde que você não veja a resposta que já marcou. Isso vai ajudar a fixar aquela questão. No fim, você vai acabar decorando alguns tipos de questão e vai perder poucos segundos ao responder uma delas no seu certame.

    Todos os professores falam isso, mas acho que muitos alunos não percebem a dimensão do que devem fazer. Tem que ser uma máquina mesmo. Além de ficar mais do que treinado para as provas, você vai ter uma medida muito boa do seu desempenho.

    Uma dica pra poder fazer o mesmo com exatas, pra quem já tem uma certa bagagem no assunto e tem acesso a questões comentadas - como, aqui, no TEC ;) - é só pensar na resolução, sem fazer contas. Depois ver se o seu raciocínio estava correto.

    Um pequeno exemplo seria um exercício de estatística envolvendo testes de hipóteses. As contas costumam ser meio chatas, e temos que olhar algumas tabelas pra resolver as questões. Utilizando o "método" proposto, você faria o seguinte:

1) Definir qual o "tipo" do teste (proporções, média, etc)
2) Recitar, mentalmente, a fórmula para a estatística teste
3) Pensar em que tabela e qual valores deviam ser achados para o teste de acordo com a significância.
4) Mentalmente, lembrar dos casos em que o teste será aceito ou rejeitado.
5) Ver na resolução da questão se o seu procedimento estava correto.

    Para que esse tipo de coisa dê certo, devemos ter em mente duas coisas.

-Temos que ser honestos nós mesmos quando erramos.
-Treinar fazer contas em separado, pra não perder tempo na hora da prova.

#9- Achar que somente assistir às aulas já é suficiente

    Esse é outro problema que todos os professores e orientadores de estudo apontam e que, mesmo assim, alguns alunos ignoram.

    Não adianta asssitir 10 horas de aula por dia e não estudar por conta própria nenhuma hora.

    Ao assistir aulas, adotamos uma postura muito passiva. Vemos o que o professor fala e tentamos apenas absorver o que ele fala. Desse jeito, nosso cérebro não consegue memorizar tantas coisas. É muito importante que treinemos a memória ativamente.

    Temos que ler os materiais de forma ativa. Forçando a memória pra lembrar qual o próximo ponto que o autor vai apresentar.

    Uma boa sugestão para o candidato é a seguinte: Leve o professor como um facilitador.

    Ele vai servir para que, quando você leia a matéria, tudo flua de forma mais natural e com menos pausas.

    Ao chegar em casa e ler seus livros e materiais em PDF após uma aula, você vai associando com o que o professor disse na aula e as dúvidas que você poderia ter já estão sanadas. Dessa forma, o estudo fica mais eficiente e você treina seu cérebro ativamente.

    O ideal, também, é dar uma pequena revisada em tudo que você já viu com aquele professor um dia antes da aula seguinte. Daí a aula será bem mais proveitosa. Dificilmente você vai se perder com dúvidas de partes antigas da matéria.

    Enfim, sempre estudem por conta além da aula que o professor dá. Como todos já disseram, é isso que vai te aprovar.

#8- Ignorar português

    Muita gente ignora essa matéria achando que as bancas só cobram interpretação de textos. O candidato faz isso e, depois, demora muito tempo pra resolver a prova. Isso acontece pois não percebem que muitas das questões que são, aparentemente, de interpretação de textos podem ser resolvidas apenas pela gramática.

    A professora de português que eu tive (Fátima, que dá aulas na república) costumava resolver provas de concurso antigo com a "meta" de não ler os textos. Na prova do ICMS de 2006, se não me engano, ela resolveu mais de 25 das 40 questões sem ler qualquer texto.

    Essa abordagem economiza MUITO tempo. E, por mais que a banca não explore administração de tempo, mais tempo é sempre melhor.

    Além do fator tempo, há o perigo de a banca mudar totalmente a abordagem e fazer uma prova cobrando muita gramática pura. Isso aconteceu com a FGV, no último ICMS.

    Aquela prova foi o terror de muitos concurseiros (que foram muito bem em outras matérias e não fizeram o mínimo de português). Aliás, essa foi a prova que me incentivou a fazer um curso presencial de português. Eu não podia contar com a sorte de a banca ser "boazinha" ao fazer a prova de português. Queria estar preparado para tudo.

    Além desses dois fatores positivos, há, ainda, um terceiro motivo para dedicar uma atenção especial à matéria. TODAS as matérias testam seu conhecimento de português. Eu vejo muita gente errando questões por errar ao interpretar o enunciado. Ao se tornar um conhecedor melhor da língua (mesmo da gramática), a compreensão dos enunciados de todas as matérias melhora.

    Por isso tudo, recomendo um carinho especial com essa matéria. E a dica vem de alguém que sempre odiou português e nunca se conformou com o excesso de regras e exceções que nossa língua tem.

    Nos próximos dias, devem sair as próximas partes da série. Por enquanto, fiquem com a lista dos 10 erros que, em minha opinião, são os mais problemáticos para os alunos (Na ordem em que serão publicados, e não de importância):

Parte I:
#10- Não fazer exercicios suficientes
#9- Achar que assistir aulas é suficiente
#8- Ignorar português

Parte II:
#7- Ignorar Mat/RL/Estat
#6- Não administrar o tempo quando resolve questões
#5- Não revisar a matéria
#4- Muitos materiais diferentes

Parte III:
#3- Discutir com a banca
#2- Ler "no automático"
#1- Perder muito tempo com enunciados

   
Abraços e até a próxima parte!
Deixe seu comentário:
Ocorreu um erro na requisição, tente executar a operação novamente.