Índice de Desenvolvimento Humano Municipal 2013 – Parte 2

por Leandro Signori em 01/08/2013
Continuamos a falar sobre o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal 2013, cujas informações foram divulgadas no dia 29 de julho, juntamente com o lançamento do novo Atlas do Desenvolvimento Humano do Brasil. Primeiramente cabe destacar que o relatório apresentado mostrou uma significativa melhoria nos índices sociais do país, nos últimos 20 anos (1991-2010).

O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) saiu de um índice de 0,493 (1991) — considerado muito baixo — para 0,727 (2010) — alto —, um avanço de 47,5%. A educação foi a variável que mais evoluiu no período (128%), puxado pelo aumento do fluxo escolar dos jovens. Porém ela continua a puxar o freio de mão do desenvolvimento nacional, sendo o único fator avaliado que ainda não atingiu um patamar considerado alto. Lembrando que, esperança de vida ao nascer (a oportunidade de se levar uma vida longa e saudável) e o padrão de vida (renda) são os outros dois fatores. Conclusão: o Brasil ainda precisa melhorar muito em educação!

O Atlas Brasil 2013 demonstrou a redução de disparidades entre municípios do norte e do sul nas últimas duas décadas. Os municípios do Norte e Nordeste apresentaram melhoria acentuada nas condições de desenvolvimento humano entre 1991 e 2010 e reduziram a distância para os mais desenvolvidos. Mas as desigualdades regionais persistem, pois à distância na taxa do indicador entre os municípios do norte e do sul ainda são grandes. Com exceção do Distrito Federal, todos os demais municípios, entre os 10 maiores IDHM, localizam-se nas regiões Sul e Sudeste.
 
Pela terceira vez consecutiva, o município de São Caetano do Sul, no ABC paulista, apresentou o maior IDHM do País, com um índice de 0,862. O município de Melgaço, no Marajó, no Pará, tem o pior IDHM do país, com índice de 0,418. Outro dado interessante é que todos os dez municípios com melhor expectativa de vida do país estão em Santa Catarina. Blumenau, Brusque, Balneário Camboriú e Rio do Sul encabeçam a lista, com 0,894 de IDHM Longevidade, índice considerado como "muito alto".

Na comparação entre Unidades da Federação, o IDHM é liderado pelo Distrito Federal, com 0,824, seguido de São Paulo e Santa Catarina. Os Estados com o desempenho mais fraco são Alagoas (0,631) e Maranhão.

Os dados completos sobre o IDHM 2013 podem ser acessados no site do PNUD: http://www.pnud.org.br/IDH/DH.aspx#
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