Índice de Desenvolvimento Humano Municipal 2013 – Parte 1

por Leandro Signori em 30/07/2013
Na última segunda-feira, 29 de julho, foi lançado em Brasília, o novo Atlas do Desenvolvimento Humano do Brasil, feito pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em parceria com o Ipea e a Fundação João Pinheiro (FJP). O estudo foi elaborado com base nos Censos de 1991, 2000 e 2010, e mostrou progressos relevantes nos últimos 20 anos, com uma melhora sensível nos índices sociais do país. O novo Atlas 2013 apresenta o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de todos os municípios brasileiros e mais de 180 indicadores de população, educação, habitação, saúde, trabalho, renda e vulnerabilidade.

Desenvolvimento humano é o processo de ampliação das liberdades das pessoas, no que tange as suas capacidades e as oportunidades disponíveis, para que elas possam escolher a vida que desejam ter. Deve estar centrado nas pessoas e na ampliação do seu bem-estar.  O crescimento econômico de uma sociedade não se traduz automaticamente em qualidade de vida e, muitas vezes, o que se observa é o reforço das desigualdades. Ao colocar as pessoas no centro da análise do bem-estar, a abordagem de desenvolvimento humano redefine a maneira com que pensamos sobre e lidamos com o desenvolvimento nacional e localmente.
 
O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) surgiu em 1990, no Primeiro Relatório de Desenvolvimento Humano do PNUD/ONU. O IDH reúne três dos requisitos mais importantes para a expansão das liberdades das pessoas: a oportunidade de se levar uma vida longa e saudável – saúde –, ter acesso ao conhecimento – educação – e poder desfrutar de um padrão de vida digno – renda. O índice varia em uma escala de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1, mais elevado é o IDH. No ranking os países são divididos em quatro categorias: nações com índice de desenvolvimento "muito elevado", "elevado", "médio" e "baixo".

O IDH dos países para o ano de 2013 foi divulgado no mês de março. O Brasil registrou IDH de 0,739 e manteve o 85º lugar no ranking, posto em que permanece estagnado desde 2007. Com essa nota, o país permanece no grupo de Desenvolvimento Humano Alto. A primeira colocação no ranking mundial permanece com a Noruega (0,955), seguida por Austrália e Estados Unidos. Os três piores colocados são Moçambique, Congo e Níger. O Brasil está atrás de quatro países da América do Sul: Chile (40º lugar), Argentina (45º), Uruguai (51º) e Peru (77º). Em relação aos países emergentes do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), só perde no IDH para a Rússia, que é a 55ª colocada.

Na segunda parte deste artigo, vamos abordar os resultados do IDHM.
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