ICMS SC - Resolução da prova de RL e Estatística

por Vítor Menezes em 20/11/2018
Olá pessoal, segue a primeira parte da prova resolvida.
 
Mais tarde posto a continuação.
 
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26) Quando eu era criança...
 
A partir do texto, afirma-se corretamente:
 
(A)  O  autor  deduz  erroneamente  que  apenas  os  adultos  podem  alcançar  a  felicidade,  ressentindo-se,  assim,  de  não  ter
usufruído os fugazes momentos felizes da infância.
 
Incorreto, o autor conclui o texto afirmando que a felicidade é uma quimera, ou seja, não existe de fato.
 
(B)  Deduz-se  que  os  adultos  que  contrariaram  a  ideia  de  felicidade  manifestada  pelo  autor  quando  criança  tiveram,  eles
próprios, uma vida adulta marcada por decepções e renúncias aos projetos forjados na infância.
 
A ideia manifestada pelo autor quando criança é a de que felicidade envolve ser adulto, respeitado, reconhecido, autônomo e dono do seu nariz.
 
Os adultos que contrariam esta ideia de felicidade afirmam que a fase adulta é marcada por obrigações, renúncias, decepções e puro labor.
 
O texto afirma então que tais adultos tiveram eles mesmos uma vida de decepções e renúncias aos projetos forjados na infância.
 
Oras, o texto em momento algum afirma que as "renúncias" ali citadas são referentes a projetos forjados na infância. Um adulto renuncia a si mesmo de várias formas: seja quando passa noites sem dormir para cuidar de um doente ou de uma criança, seja quando deixa de ter atividades de lazer para cumprir determinado trabalho etc.
 
Alternativa errada.

 
(C)  É conclusão do autor que a felicidade é uma utopia, uma vez que se tem a ilusão de que ela está sempre fora de alcance,
ora no passado, ora no futuro.

 
Perfeito, o autor conclui o texto justamente afirmando que a felicidade é uma quimera, ou seja, algo utópico, que não é possível alcançar. 
 

(D)  A  ideia  que  o  autor  mantinha  na  infância  sobre  a  possibilidade  de  alcançar  a  felicidade  quando  adulto  se  confirmou
futuramente.
 
Incorreto, pois o autor conclui que a felicidade é uma utopia, uma quimera.
 
(E)  O conselho que o autor recebeu de adultos quando criança possibilitou-lhe aproveitar melhor a infância, época em que
imaginava ser de fato feliz.
 
Incorreto, pois o autor, quando criança, não imaginava que a infância era a fase em que se era de fato feliz. Além disso, não há informações para concluirmos se o autor "aproveitou" sua infância ou não.
 
Nota: é possível perceber que o autor do texto já não é mais uma criança, pois inicia o texto com o verbo "era": "Quando eu era criança".
 
Contudo, apesar disso, nota-se um texto ainda superficial, relacionando felicidade com momentos agradáveis da infância, ou reconhecimento por parte dos outros. Em outras palavras, listaram-se várias ideias vagas e abstratas que poderiam de alguma forma se relacionar com felicidade, sem se preocupar em momento algum em delimitar: afinal de contas, o que é a felicidade? Só com a explicitação clara do conceito poder-se-ia identificar se é possível atingi-la em alguma fase da vida ou não, e como se faz isso.
 

Na narrativa tradicional...
 
27.  Considerando os argumentos apresentados, é correto concluir que a noção de “falsa consciência”
 
(A)  refuta a perenidade dos obstáculos a serem derrotados pelas personagens.
(B)  decorre da complexidade do mundo atual.
(C)  é causa da visão fragmentada do mundo.
(D)  opõe-se à noção de anti-herói.
(E)  provoca o desaparecimento do narrador onisciente.
 
 
A frase que nos responde é esta:
 
Mas hoje os tempos são outros, o universo se tornou complexo,  os  detalhes  se  multiplicaram  e  abriram  passagem  à  alienação,  à  visão  parcelada  do  mundo,  em  resumo:  à  falsa consciência.
 
 
Segundo o próprio texto, a parte em vermelho resumiria a parte em azul. Se mantivermos só o resumo, fica assim:
 
Mas hoje os tempos são outros, o universo se tornou complexo,  os  detalhes  se  multiplicaram  e  abriram  passagem   à  falsa consciência.
 
Deste modo, a falsa consciência decorreria da complexidade do mundo atual.
 
Resposta: B

28.  Considere o que se afirma abaixo a respeito das estratégias argumentativas do texto.
 
  I.  A  obra  Dom  Quixote,  de  Cervantes,  é  citada  para  embasar  o  argumento  de  que  na  narrativa  tradicional  existem
personagens que apresentam uma falsa consciência de si mesmos, a qual é inacessível para o próprio narrador.

 
Errado, o texto nos diz que, na obra Dom Quixote, o autor tem sim acesso à consciência do personagem.
 

  II.  Para introduzir o conceito de narrador insciente, que não sabe nada, ou quase nada, o autor recorre à comparação entre
este e um narrador onisciente, ou seja, aquele que possui livre acesso à consciência da personagem principal.  
 
Sim, o texto apresenta o contraste entre estes dois tipos de narrador. Item correto.

 
  III.  A partir da definição de anti-herói apresentada, é possível inferir que um herói derrota os obstáculos com que depara.
 
Correto! Foi dito que o anti-herói é derrotado pelos obstáculos, em vez de derrotá-los. Daí só podemos concluir que o herói seria quem de fato os derrota.
 

  Está correto o que se afirma APENAS em
 
(A)  III.
(B)  II.
(C)  I e III.
(D)  I e II.
(E)  II e III.
 

29) No Brasil, apenas 15% dos assassinatos...
 
No texto, o colunista expõe argumentos que procuram explicar as elevadas estatísticas associadas à ocorrência de crimes no
Brasil. Dentre as medidas apresentadas abaixo, todas com o objetivo de reduzir as taxas de criminalidade brasileiras, a única
que pode ser justificada por tais argumentos é:
(A)  a utilização de técnicas científicas avançadas e novas tecnologias nas investigações policiais.
(B)  a duplicação das vagas nos presídios brasileiros, que enfrentam crises de superlotação.
(C)  a melhoria do sistema de educação público, de modo a equipará-lo com o privado.
(D)  a redução da maioridade penal, que atualmente é de 18 anos, para os 16 anos.
(E)  o investimento em programas sociais que tenham como meta a erradicação da pobreza.
 
Comentários:

O texto foca no baixo percentual de crimes que são esclarecidos pela polícia. É mencionado de passagem que, nos poucos casos esclarecidos, a chance de condenação é baixa; mas o foco recai sobre a ação da polícia. Assim, a solução passaria por melhorias na ação policial, o que está escrito na letra A.
 
Na letra B, duplicar vagas em presídios não ajudaria em nada a resolver o problema elencado no texto, pois o ponto central é a polícia sequer prender o criminoso. Além disso, em momento algum se menciona relação entre vagas disponíveis no sistema prisional e população carcerária.
 
Na letra C, em momento algum se diz que pessoas cometem crime por falta de educação. Afirma-se que o quadro atual incentiva racionalmente a escolha pelo crime, já que a chance de ser pego é baixa, e de ser condenado é ainda menor.
 
Quanto à letra D, o texto não aborda o problema (que de fato existe) de a polícia ter que recorrentemente soltar criminosos só porque não completaram 18 anos, e que por isso mesmo cometem os mesmos crimes várias vezes. Uma vez que tal aspecto não foi trabalhado, nada podemos afirmar acerca da redução da maioridade penal (temos que nos restringir às premissas fornecidas pelo texto).
 
Na letra E, que trata de pobreza, valem os mesmos comentários feitos na letra C, que tratou de educação. Simplesmente não foi feita qualquer ligação entre criminalidade e pobreza. 

30.  Em geral, os funcionários de empresas de tecnologia não permanecem muito tempo na mesma companhia, mudando várias ve-
zes de emprego ao longo de suas carreiras. No entanto, a empresa de tecnologia X é conhecida por conseguir reter seus funcio-
nários por períodos de tempo muito maiores do que a média do mercado. Segundo seu diretor de recursos humanos, esse resul-
tado é consequência do ambiente de trabalho na empresa X, que é bem mais informal e menos hierarquizado quando com-
parado ao de outras companhias do setor.
 
  Qual das proposições listadas abaixo, se verdadeira, sustenta mais fortemente a explicação do diretor de recursos humanos
para o sucesso da empresa X na retenção de seus funcionários?
 
(A)  Em ambientes mais informais, as pessoas tendem a evitar a manifestação de insatisfações sobre as condições de tra-
balho, para não atrapalhar a harmonia do grupo.

 
Se esta premissa fosse verdadeira, a insatisfação seria apenas não manifestada, mas existiria. Oras, se a insatisfação continua existindo, o funcionário tenderia sim a mudar de empresa. Alternativa errada.

(B)  Os consumidores de produtos da área de tecnologia valorizam a informalidade, que normalmente é associada à ideia de
inovação.
 
O argumento nada tem a ver com os consumidores, sim com os funcionários. Alternativa errada.
 
(C)  A maioria dos funcionários mais antigos da empresa X teve uma única experiência profissional na área de tecnologia antes
de ser contratado por essa companhia.
 
A experiência anterior é irrelevante para o argumento, que se concentra no fato de os empregados não quererem sair da empresa X. Alternativa errada.
 
(D)  Os  profissionais  da  área  de  tecnologia  costumam  optar  pela  mudança  de  emprego  quando  são  alocados  em  projetos
pouco desafiadores.
 
A proposição em nada tem a ver com ambiente de trabalho informal. Uma empresa pode ter um ambiente informal e não apresentar projetos desafiadores; outra pode ter ambiente formal com projetos desafiadores. Alternativa errada.
 
(E)  A  rigidez  e  o  formalismo  nas  relações  profissionais  inibem  alguns  processos  criativos  que  os  funcionários  da  área  de
tecnologia consideram essenciais para o seu trabalho.
 
Alternativa correta! É a única que vincula o ambiente informal com um elemento que faria os funcionários querem permanecer no emprego. O ambiente informal seria compatível com processos criativos essenciais para o trabalho.
 

31) 31.  Em certo país A, a proposição “se um político comete um ato de corrupção, então ele é preso” é verdadeira. Em outro país B, é
verdadeira a proposição “se um político está preso, então ele cometeu um ato de corrupção”.
 
  Com base apenas nessas informações, pode-se concluir que,
 
(A)  no país B, se um político está livre, ele não cometeu um ato de corrupção.
(B)  no país A, todo político preso cometeu um ato de corrupção.
(C)  em ambos os países, podem existir políticos presos que não cometeram um ato de corrupção.
(D)  no país B, podem existir políticos que cometeram atos de corrupção e não estão presos.
(E)  em ambos os países, podem existir políticos que cometeram atos de corrupção e não estão presos.
 
Comentários:
 
Podemos resolver a questão com tabela verdade. Mas, antes disso, vamos construir um exemplo para simplificar a análise. Suponha os seguintes políticos no país A:
  • Alfa = não cometeu crimes
  • Beta = corrupção
  • Gama = assassinato
 
No país A, o político Beta certamente seria preso, pois todo aquele que comete ato de corrupção é preso. Quanto aos demais políticos, nada podemos afirmar. Eles podem estar soltos ou presos, e qualquer alternativa só será válida se abarcar as duas hipóteses.
 
 
Vamos analisar as alternativas que tratam do país A:
 
(B)  no país A, todo político preso cometeu um ato de corrupção.
 
Errado, pois nada impediria que Gama também fosse preso, porém, por assassinato.
 
(C)  em ambos os países, podem existir políticos presos que não cometeram um ato de corrupção.
 
Errado, pois nada impediria que Beta fosse o único preso.
 
(E)  em ambos os países, podem existir políticos que cometeram atos de corrupção e não estão presos.
 
Errado, pois é certeza que Beta será preso.
 
 
Já no país B é dito que se um político está preso, é porque cometeu ato de corrupção. Será o caso de Delta:
  • Delta = preso por corrupção
 
Já quanto aos políticos soltos, o enunciado nada diz. Pode ser que tenham cometido atos de corrupção ou não. Vamos dar alguns exemplos:
  • Epsilon = solto, mas cometeu corrupção
  • Chi = solto, e não cometeu corrupção
 
Analisando as alternativas que falam do país B:
 
(A)  no país B, se um político está livre, ele não cometeu um ato de corrupção.
 
Errado, basta notar o político Epsilon.
 
(D)  no país B, podem existir políticos que cometeram atos de corrupção e não estão presos.
 
Correto, é o caso de Epsilon
 
Resposta: D
 
Vamos agora para a solução pela tabela verdade.
 
Dando nomes às proposições simples:
  • p: o político comete ato de corrupção
  • q: o político é/está preso
 
Montando a tabela verdade dos condicionais
 
 
p q
p \to q
(país A)
q \to p
(país B)
V V V V
V F F V
F V V F
F F V V
 
(A)  no país B, se um político está livre, ele não cometeu um ato de corrupção.
 
Um político está livre quando a proposição q é falsa. Isto ocorre nas linhas 2 e 4 da tabela. Ambas as linhas são verdadeiras no país B, ou seja, ambas as linhas valem.
 
Na linha 2, "p" é V também, ou seja, o político cometeu ato de corrupção.
 
Já na linha 4, "p" é falso, ou seja, o político não cometeu ato de corrupção. Esta linha torna falsa a alternativa A.

(B)  no país A, todo político preso cometeu um ato de corrupção.
 
A proposição "todo político preso cometeu ato de corrupção" pode ser convertida num condicional:
 
Se o político está preso, então cometeu ato de corrupção
 
q \to p
Este condicional é do país B, e não do país A. Alternativa errada.
 

(C)  em ambos os países, podem existir políticos presos que não cometeram um ato de corrupção.
 
Se o político está preso, então a proposição q é verdadeira, o que ocorre nas linhas 1 e 3.
 
No país B, a linha 3 não se aplica (é falsa). Logo, ficamos exclusivamente com a linha 1. Nesta linha, "p" é V também, ou seja, o político cometeu sim ato de corrupção. Alternativa errada.

(D)  no país B, podem existir políticos que cometeram atos de corrupção e não estão presos.
 
Se o político cometeu ato de corrupção, p é verdadeira, o que ocorre nas linhas 1 e 2. Ambas as linhas se aplicam ao país B, pois temos V nos dois casos.
 
Na primeira linha, "q" é verdadeira também, ou seja, o político foi preso.
 
Na segunda, "q" é falsa, ou seja, o político não foi preso. Logo, está de acordo com a hipótese levantada na alternativa: podemos sim ter políticos corruptos não presos. Alternativa certa.

(E)  em ambos os países, podem existir políticos que cometeram atos de corrupção e não estão presos.
 
O condicional do país A nos garante que sempre que um político comete ato de corrupção, ele vai preso. Alternativa errada.

32.  A negação da proposição
 
“se eu estudo, eu cresço”
 
  pode ser escrita como
 
(A)  “se eu cresço, eu não estudo”.
(B)  “se eu não estudo, eu não cresço”.
(C)  “se eu não cresço, eu não estudo”.
(D)  “cresço e não estudo”.
(E)  “estudo e não cresço”.
 
Resolução.
 
A negação de um condicional do tipo
 
p \to q
 
é dada por
 
p \wedge (\neg q)
 
Ou seja, basta manter a primeira parcela, negar a segunda, e usar o conectivo "conjunção".
 
No nosso caso, temos:
  • manutenção da primeira parcela: eu estudo
  • negação da segunda parcela: não cresço
  • troca do conectivo: Eu estudo e não cresço.
 
Resposta: E

33.  Considere as seguintes premissas:
 
−  Se eu vou para a academia, eu durmo bem.
−  Eu durmo bem e me alimento bem.
−  Eu me alimento bem ou trabalho o dia inteiro.
 
  A partir dessas premissas, uma conclusão válida é
 
(A)  “eu vou para a academia ou trabalho o dia inteiro”.
(B)  “eu trabalho o dia inteiro e me alimento bem”.
(C)  “se eu trabalho o dia inteiro, eu durmo bem”.
(D)  “eu vou para a academia e durmo bem”.
(E)  “se eu vou para a academia, eu trabalho o dia inteiro”.
 
Comentários:
 
A segunda premissa nos garante que:
 
Durmo bem
Me alimento bem
 
Agora usamos isso na primeira premissa:
 
Se eu vou para a academia (?), eu durmo bem (V).
 
O consequente, em azul, é V. Isso já garante condicional V, independentemente do valor lógico do antecedente, em verde. Ou seja, nada posso concluir sobre ir ou não para a academia.
 
Não sei se vou ou não à academia
 
Vamos para a terceira premissa:
 
Eu me alimento bem (V) ou trabalho o dia inteiro (?).
 
A primeira parcela, em azul, é V. Isto já garante disjunção V, independentemente do valor lógico da segunda parcela. Logo, nada posso concluir sobre trabalhar o dia inteiro ou não.
 
Não sei se trabalho o dia inteiro ou não.
 
Vamos para as alternativas:
 
(A)  “eu vou para a academia ou trabalho o dia inteiro”.
 
Temos uma disjunção em que as duas parcelas são de valor lógico desconhecido. Logo, tal conclusão não pode ser garantida a partir das premissas.
 

(B)  “eu trabalho o dia inteiro e me alimento bem”.
 
A primeira parcela da conjunção é de valor lógico desconhecido. Então não tenho como garantir que tal conclusão seja V.

(C)  “se eu trabalho o dia inteiro, eu durmo bem”.
 
O consequente é V. Isto já garante condicional V, independentemente do valor lógico do antecedente. Alternativa correta.
 
(D)  “eu vou para a academia e durmo bem”.
 
 
A primeira parcela da conjunção é de valor lógico desconhecido. Então não tenho como garantir que tal conclusão seja V.
 
(E)  “se eu vou para a academia, eu trabalho o dia inteiro”.
 
Temos um condicional em que as duas parcelas são de valor lógico desconhecido. Logo, tal conclusão não pode ser garantida a partir das premissas.

34.  Em uma pesquisa sobre a preferência dos consumidores, quatro fragrâncias de um detergente foram apresentadas a um grupo
de 200 pessoas:
 
−  lavanda
−  coco
−  limão
−  maçã
 
  Cada pessoa entrevistada teve de escolher as fragrâncias que julgava agradáveis, escolhendo, no mínimo, uma e, no máximo,
as quatro.
 
  Tabulados os dados da pesquisa, concluiu-se que:
 
−  nenhuma pessoa entrevistada gostou de exatamente duas fragrâncias.
−  120 das pessoas entrevistadas gostaram da fragrância de coco, mas nenhuma delas gostou apenas dessa fragrância.
−  10 pessoas gostaram apenas da fragrância de lavanda e outras 10 gostaram apenas da fragrância de limão.
−  85 das pessoas entrevistadas não gostaram da fragrância de maçã.
−  todas as pessoas entrevistadas que gostaram da fragrância de maçã gostaram, também, da fragrância de limão.
−  todas as pessoas entrevistadas que gostaram das fragrâncias de lavanda e coco não gostaram da fragrância de maçã.
 
  As duas fragrâncias mais escolhidas pelos entrevistados foram
 
(A)  lavanda e maçã.
(B)  limão e lavanda.
(C)  limão e coco.
(D)  maçã e limão.
(E)  lavanda e coco.
 
 
Sabemos que:
  • todos os que gostaram de maçã também gostaram de limão
  • ninguém gostou de exatamente 2 fragrâncias
  • quem gosta de lavanda e coco não gosta de maçã: ou seja, não há elementos na intersecção entre os 4 conjuntos
 
Logo, esses que gostaram de maçã e limão, obrigatoriamente, devem ter gostado de mais uma fragrância: ou de coco, ou de lavanda.
 
Ficamos com os seguintes grupos:
  • Maçã / Limão  / Coco
  • Maçã / Limão / Lavanda
 
Foi dito ainda que todos os que gostam de coco também gostam de outras fragrâncias. Não podemos mais usar a combinação com "maçã", porque já esgotamos acima os casos com "maçã". Nos resta apenas:
  • coco / lavanda / limão
 
Além disso, há os que gostam apenas de lavanda e apenas de limão
  • Lavanda
  • Limão
 
Vamos juntar todas as possibilidades:
 
  • Maçã, limão, coco: x pessoas
  • maçã, limão, lavanda: y pessoas
  • coco, lavanda, limão: 120-x (pois o total de pessoas que gostam de coco é 120)
  • só lavanda = 10 pessoas
  • só limão = 10 pessoas
 
O total de pessoas no grupo é 200:
 
x+y+(120-x)+10+10=200
 
y+140=200
 
y=60
 
O total de pessoas que não gosta de maçã é 85:
 
(120-x)+10+10 = 85
 
x=55
 
Atualizando as quantidades:
 
  • Maçã, limão, coco: 55 pessoas
  • maçã, limão, lavanda: 60 pessoas
  • coco, lavanda, limão: 65 pessoas
  • só lavanda = 10 pessoas
  • só limão = 10 pessoas
 
Agora vamos totalizar por fragrância:
  • Maçã = 55+60=115
  • Limão = 55+60+65 + 10=190
  • Coco = 55+65=120
  • Lavanda = 60+65+10=135
 
As mais escolhidas foram limão e lavanda.
 
Resposta: B
 
Mais tarde posto a continuação da prova.
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