Espionagem na rede provoca crise e protestos

por Leandro Signori em 10/10/2013
Olá pessoal,
 
Nos próximos dias vou publicar artigos com assuntos bem recentes que ainda não foram cobrados (podendo ser cobrados) ou que começaram a ser cobrados na disciplina de Atualidades. O foco são os próximos concursos do Cespe - TCU, FUB e Polícia Civil do Distrito Federal. Mas claro que são úteis para a disciplina de Atualidades nas provas de qualquer banca organizadora.
 
O primeiro tema é sobre a revelação de que o governo dos Estados Unidos vigia e espiona a atividade de "cidadãos" na internet, o que gerou reação internacional.
 
Vamos  lá!
 
No início de junho de 2013, documentos secretos revelados pelo jornal norte-americano The Washington Post e pelo britânico The Guardian, por meio do jornalista Glenn Greenwald, revelaram que o governo dos Estados Unidos espiona na rede a vida dos cidadãos comuns desde 2007. Por meio de um programa secreto chamado Prism, ele monitora sistematicamente os computadores servidores de nove companhias gigantes da tecnologia, algumas das quais as principais hospedeiras de e-mails mundiais.
 
O governo norte-americano alega que o esquema é necessário para rastrear indivíduos suspeitos de terrorismo e evitar ataques. De acordo com os documentos, o Prism permite que dois órgãos do governo, a Agência Nacional de Segurança (NSA) e a Polícia Federal (FBI) tenham acesso a emails, conversas em chats, tráfego de voz, arquivos baixados, comentários, fotos e vídeos em redes sociais, entre outros dados, de todas as pessoas que usam algum dos produtos dessas companhias, inclusive no Brasil.
 
Em julho, nova revelação afirmou que a NSA manteria um núcleo especialmente para espionar o Brasil, principalmente o governo federal, mas o embaixador norte-americano no Brasil desmentiu qualquer busca de comunicações no país ao governo federal.
 
Responsável pelo vazamento dos documentos secretos, o americano Edward Snowden, um ex-técnico da Agência Central de Inteligência (CIA), está sendo acusado de espionagem e roubo de propriedades do governo. Quando sua identidade foi revelada, ele estava em Hong Kong. Posteriormente desembarcou na Rússia, ficando por mais de um mês  na área de trânsito do aeroporto internacional de Moscou, até receber, em 31 de julho, asilo político provisório, por um ano, do governo russo.
 
Em 18 de junho, o brasileiro David Miranda, namorado de Glenn Greenwald, foi detido no aeroporto Heathrow, em Londres, enquanto tentava embarcar de volta para o Rio de Janeiro. Segundo o The Guardian, o brasileiro estava retornando de uma viagem à Alemanha e foi parado por oficiais da Scotlan Yard. A detenção aconteceu com base num artigo da lei antiterrorismo do Reino Unido, uma controversa legislação aplicada em aeroportos e portos que permite prender suspeitos sem mandado judicial e sem permitir que se chame um advogado. O brasileiro ficou detido por nove horas, o máximo permitido pela lei. Mesmo depois de liberado, Miranda teve todos os seus equipamentos eletrônicos confiscados – telefone celular, laptop, câmera, pen drives, DVD’s e um videogame.
 
No início de setembro novas denúncias publicadas por Glenn Greenwald, com base nas informações de Snowden, revelaram que os Estados Unidos monitoraram as comunicações da presidenta Dilma Rousseff, da Petrobrás e do presidente do México, Peña Nieto. Caiu por terra, a justificativa dos EUA de que a espionagem tinha como objetivo a segurança nacional do país, ficando claro que no caso do Brasil trata-se de espionagem política e comercial.
 
O governo brasileiro e a presidenta Dilma Rousseff solicitaram uma resposta oficial e formal do governo dos Estados Unidos e do presidente Barack Obama. Como a resposta norte-americana não foi considerada satisfatória, a presidenta brasileira cancelou a viagem oficial que faria aquele país no mês de outubro.
 
Em seu discurso na Assembléia Geral do ONU – 24 de setembro - a presidenta do Brasil fez uma dura crítica à espionagem dizendo tratar de grave violação dos direitos humanos. Também rebateu a tese de que interceptação dos EUA ocorreu por motivo de segurança ao dizer que 'o Brasil não abriga terroristas'.
 
Por fim, em 5 de outubro, nova revelação de espionagem. A agência de inteligência do Canadá (a CSEC) monitorou as comunicações feitas pelo Ministério de Minas e Energia do Brasil. No ministério são guardadas informações estratégicas que podem servir, por exemplo, a companhias interessadas em obter vantagens em leilões de energia. Também neste caso, a denúncia foi baseada em documento divulgado por Edward Snowden, por meio do jornalista Glenn Greenwald.
 
 
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