Entenda a crise na Ucrânia

por Leandro Signori em 23/02/2014
Olá caro aluno,
 
Hoje trago um artigo sobre um assunto muito comentado na imprensa nos últimos meses e que tem grandes chances de cair na sua prova.
 
Um abraço,
 
Leandro Signori
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A Ucrânia é uma ex-republica da extinta União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Com o colapso do regime soviético, o país se tornou independente em 1991. Foi o segundo país mais importante da ex-URSS. Com a independência passou a ser a segunda maior nação da Europa em área, justamente atrás da grande Rússia.
 
Conhecida como o celeiro da extinta União Soviética, por causa da grande produção de cereais, a Ucrânia desenvolve moderna atividade agrícola. O país também é rico em reservas de carvão, ferro e manganês. Majoritariamente, a população é de origem ucraniana – 78%, mas há uma importante minoria de descendência russa -17%. Sebastopol, no litoral do mar Negro, é um importante porto marítimo ucraniano, utilizado pela Rússia, onde está ancorada parte importante da frota militar naval russa.
 
Após a independência, a Ucrânia se afastou gradativamente da Rússia e se aproximou da União Europeia (UE). Por sua localização estratégica, suas riquezas minerais e seu potencial econômico, o país é cortejado por Rússia e União Europeia. Cada qual quer atrair a Ucrânia para a sua esfera de influência. A maioria da população - descendência ucraniana - quer o país na União Europeia.
 
Nos últimos anos, o presidente Viktor Yanukovich vinha mantendo uma política pendular, numa tentativa de extrair benefícios econômicos das duas grandes potências. Em 2012, o parlamento ucraniano aprovou um acordo de livre-comércio com a Rússia e outras seis nações da Comunidade dos Estados Independentes. Em novembro de 2013, após meses de negociações, a Ucrânia desistiu de assinar um acordo de associação e livre-comércio com a União Europeia. A assinatura do acordo é um passo essencial para o país ser aceito como candidato a membro da comunidade europeia.
 
Proveniente da parte russa do país, o presidente Viktor Yanukovich admitiu a influência de Moscou na decisão de não assinar o acordo e retomou as negociações para ingressar na união aduaneira dos russos. Para evitar o engajamento da Ucrânia na União Europeia, a Rússia ofereceu um amplo pacote financeiro ao país vizinho, que inclui a redução de 30% do preço do gás e a compra de 15 bilhões de dólares em títulos da dívida ucraniana.
 
A decisão do presidente de não assinar o acordo com a UE, desencadeou uma onda de protestos que já dura mais de três meses, levou dezenas de milhares de pessoas às ruas e se espalhou pela maior parte do país. A situação se agravou na última semana, quando mais de 100 pessoas morreram nos violentos conflitos com as forças de segurança.
 
Na mais recente tentativa de superar a crise, na semana que passou, Yanukovich chegou a um acordo com a oposição. Pelo acordo as eleições presidenciais foram antecipadas, serão realizadas em 25 de maio, as forças de segurança não irão mais reprimir os manifestantes e o gabinete ministerial foi dissolvido, devendo ser formado um novo gabinete de união nacional.
 
Desconfiado, o povo não saiu das ruas e continuou exigindo a imediata renúncia do presidente. No último dia 22, o parlamento nacional destituiu o presidente e convocou as eleições antecipadas.
 
 
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