Como não fazer resumos

por Vítor Menezes em 08/06/2016
Num de meus últimos artigos aqui no site eu mostrei brevemente a forma de estudos que eu adotei para passar em 6 diferentes concursos. Segue link para aquele artigo:
 
 
 
Depois disso, recebi diversas mensagens de alunos, querendo debater sobre técnicas de estudo. Um tipo de mensagem em particular me chamou a atenção: o uso dos resumos. 
 
Alguns alunos relataram estar perdendo muito tempo com os resumos, e não terem certeza se a ferramenta de fato os estava ajudando. Com base nisso, resolvi escrever este artigo para tratar do assunto.
 
O resumo é uma ferramenta, e, como qualquer ferramenta, pode ser bem empregado ou mal empregado, tudo depende de como se usa. 
 
O problema é que muita gente usa o resumo como um "conforto psicológico". 
 
Hein Vitor, como assim conforto psicológico???
 
Imagine que você estipulou uma meta de hoje terminar de estudar "atos administrativos". Mesmo que você não tenha entendido tudo que leu, mesmo que você não tenha se concentrado de forma adequada, você termina a leitura e faz o tal do resumo. Para isso, fica com o livro aberto do lado, e vai meio que copiando, meio que escrevendo com suas palavras, e finaliza o resumo. Daí vem aquele sentimento de "dever cumprido". Terminei minha meta, uhuuuu!!!
 
 
 
O resumo fica sendo sua prova material, física, concreta de que você estudou a aula de Atos Administrativos. É o elemento de prova. O que demonstra para você mesmo que a meta foi cumprida.
 
Mas de que adianta ter cumprido a meta se você não entendeu de fato tudo o que leu? Resumir por resumir, para simplesmente bater uma meta, para provar para si mesmo que você estudou, isso não é lá muito útil.
 
 
Eu encaro o resumo da seguinte forma.
 
Em primeiro lugar, ele serve para que eu extraia as principais informações do texto, só o que é essencial. Deste modo, via de regra eu tenho que ser capaz de resumir o que foi lido sem o livro estar aberto do lado. Se eu só conseguir resumir tendo o livro aberto para dar apoio, é um sinal forte de que não estou de fato concentrado na leitura. Claro que há casos excepcionais (falo mais sobre isso no vídeo abaixo). Mas, como regra geral, é isso mesmo - se eu preciso ficar consultando o livro base, sinal de que não entendi lá muita coisa e o resumo virou meramente uma "muleta", algo para tapar o sol com a peneira e me dar a falsa sensação de que eu evoluí na matéria.
 
Se você se identificou com isso, ligue o sinal de alerta e passe a refletir melhor sobre seus estudos. Deixe um pouco o resumo de lado e tente melhorar a qualidade da sua leitura. Leia tudo de novo, com atenção, com calma, com concentração, até que seja capaz de extrair as ideias chave do texto e expor isso de forma sintética, com as suas palavras, sem precisar do livro aberto do seu lado.
 
Um segundo aspecto: uma grande utilidade do resumo é servir para posterior revisão. Eu faço o resumo para que, futuramente, quando precisar revisar, eu utilize o resumo, e não perca tempo novamente lendo aquele livrão gigantesco. Certo?
 
Muito bem. Se na hora de revisão você volta sempre no livro e nunca mais usa seus resumos, temos um sinal muito forte de que eles são inúteis! Oras, se a ideia era propiciar uma revisão e você nunca revisa por meio deles, eles estão servindo pra quê???
 
Esta é a segunda dica: se você mesmo nunca usa seus resumos para revisar, pode ser que eles sejam meramente uma perda de tempo.
 
Por fim - terceira dica. Há uma utilização dos resumos que é diferente de revisão. Eu posso usar um resumo para facilitar a compreensão. Mas disso eu deixo para falar diretamente no vídeo a seguir, que é mais fácil.
 
A mensagem final é a seguinte: resumo tem que ser útil. Tem que servir para alguma coisa concreta! Seja para facilitar sua compreensão da matéria, seja para permitir posterior revisão. Se não está servindo para nada disso, você só está perdendo tempo.
 
 
 
 
 
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