Resolução das questões de Auditoria TCM SP - FGV 2015

por Tonyvan de Carvalho em 14/08/2015
Olá, Pessoal.
 
Nesse final de semana, foram aplicadas pela Fundação Getúlio Vargas provas para ingresso nas carreiras do Tribunal de Contas do Município de São Paulo – TCM SP.
 
Hoje irei comentar as questões de Auditoria, especificamente as provas aplicadas para o AGENTE DE FISCALIZAÇÃO - ESPECIALIDADE  CIÊNCIAS CONTÁBEIS E CIÊNCIAS JURÍDICAS - Prova Tipo 1 - Branca.
 
Ao analisar a prova, não vislumbramos nenhuma questão passível de anulação ou mudanças de gabarito, pois a banca usou da literalidade das normas, bem como aspectos doutrinários (nesse ponto fugiu o padrão da FGV). No geral, a prova está bem elaborada e difícil. 
 
Agora, mãos à obra!
 
 
Comentários das Questões de Auditoria – Agente de Fiscalização – Especialidade Contador – FGV 2015
 
Assunto: Auditoria Governamental -  Normas da Intosai
38. A Organização Internacional das Entidades Fiscalizadoras Superiores (Intosai, na sigla em inglês) foi fundada em 1953 e promove o intercâmbio de informações e de experiências entre as chamadas entidades fiscalizadoras superiores (EFS), que são organizações de auditoria governamental externa, entre elas tribunais de contas, auditorias gerais, controladorias e congêneres, a depender do país onde estão instituídas.
 
A “Declaração de Lima”, adotada no IX Congresso da Intosai, ocorrido em 1977, em Lima, no Peru, é reconhecida como a magna carta da auditoria governamental, e fornece as bases filosóficas e conceituais para os trabalhos desenvolvidos pelas EFS.
 
De acordo com a Declaração de Lima, é atividade considerada típica e indispensável de uma EFS:
 
(A) a realização de pré-auditorias;
 
(B) a realização de pós-auditorias;
 
(C) a realização de auditorias estritamente nas operações previstas no orçamento;
 
(D) o estabelecimento de procedimentos operacionais para a administração pública;
 
(E) o estabelecimento de normas de auditoria para o setor governamental.
 
Comentários:
 
A Declaração de Lima, especificamente item 4, da Sessão 2, menciona que a situação jurídica e as condições e requisitos de cada país determinam se uma Entidade Fiscalizadora Superior deve ou não realizar pré-auditorias. A pós-auditoria é uma tarefa indispensável de todas as Entidades Fiscalizadoras Superiores, a despeito do fato de ela realizar pré-auditorias ou não.
 
Questão extraída literalmente dessa norma. Portanto, alternativa correta é B.
 
Assunto: Auditoria Governamental - Normas da Intosai
39. A Organização Internacional das Entidades Fiscalizadoras Superiores (Intosai, na sigla em inglês) foi fundada em 1953 e promove o intercâmbio de informações e de experiências entre as chamadas entidades fiscalizadoras superiores (EFS), que são organizações de auditoria governamental externa, entre elas tribunais de contas, auditorias gerais, controladorias e congêneres, a depender do país onde estão instituídas.
 
A “Declaração de Lima”, adotada no IX Congresso da Intosai, ocorrido em 1977, em Lima, no Peru, é reconhecida como a magna carta da auditoria governamental, e fornece as bases filosóficas e conceituais para os trabalhos desenvolvidos pelas EFS.
 
A Seção 3 da Declaração de Lima trata de preceitos aplicáveis aos serviços de auditoria interna e externa.
 
Sobre esse tema, analise as afirmativas a seguir:
 
(I) As entidades fiscalizadoras superiores são serviços de auditoria externa.
 
(II) Apesar de o serviço de auditoria interna ser subordinado ao chefe do departamento no qual foi estabelecido, ele deve ser, na medida do possível, funcional e organizacionalmente independente.
 
(III) Incumbe aos responsáveis pelo serviço de auditoria externa avaliar a eficácia dos serviços de auditoria interna.
 
Está correto o que se afirma em:
 
(A) somente (I);
 
(B) somente (I) e (II);
 
(C) somente (I) e (III);
 
(D) somente (II) e (III);
 
(E) (I), (II) e (III).
 
Comentários:
 
Analisando cada item.
 
(I) As entidades fiscalizadoras superiores são serviços de auditoria externa. Item certo. Senão, vejamos:
1. Os serviços de auditoria interna são estabelecidos dentro dos órgãos e instituições governamentais, enquanto os serviços de auditoria externa não fazem parte da estrutura organizacional das instituições a serem auditadas. As Entidades Fiscalizadoras Superiores prestam serviços de auditoria externa. (Sessão 3) (Grifos nossos).
(II) Apesar de o serviço de auditoria interna ser subordinado ao chefe do departamento no qual foi estabelecido, ele deve ser, na medida do possível, funcional e organizacionalmente independente. Item certo. Senão, vejamos:
2. Os serviços de auditoria interna são necessariamente subordinados ao chefe do departamento no qual foram estabelecidos. No entanto, eles são, na maior medida possível, funcional e organizacionalmente independentes no âmbito de sua respectiva estrutura constitucional. (Sessão 3) (Grifos nossos).
(III) Incumbe aos responsáveis pelo serviço de auditoria externa avaliar a eficácia dos serviços de auditoria interna. Item certo. Senão, vejamos:
3. Como uma instituição de auditoria externa, a Entidade Fiscalizadora Superior tem a tarefa de verificar a eficácia da auditoria interna. [...](Sessão 3) (Grifos nossos).
Ao realizar o cotejo entre os itens da questão e norma, concluiremos que todos os itens estão corretos.
 
Portanto, alternativa correta é E.
 
Assunto: Governança Corporativa, Controle e Análise de Risco - Modelos de Controle e de Análise de Risco do COSO
40. O Comitê das Organizações Patrocinadoras da Comissão Treadway (COSO, na sigla em inglês) apresentou, em 1992, um modelo amplamente aceito para o estabelecimento de controles internos denominado “Controle Interno – Estrutura Integrada” – aplicável a entidades de grande, médio e pequeno portes, com ou sem fins lucrativos, bem como ao setor público – , que ficou popularmente conhecido como COSO I.
 
Segundo esse modelo, controle interno:
 
(A) é um processo de trabalho que deve ficar a cargo da unidade de auditoria interna de cada entidade;
 
(B) é um processo conduzido pela estrutura de governança, pela administração e por pessoas da organização;
 
(C) é um processo que consiste de tarefas que devem ser realizadas ao menos uma vez em cada exercício financeiro;
 
(D) visa proporcionar certeza de que os objetivos da entidade serão alcançados;
 
(E) não auxilia a organização a prever eventos externos que possam afetar negativamente o alcance de seus objetivos.
 
Comentários:
 
Analisando cada alternativa.
 
(A) é um processo de trabalho que deve ficar a cargo da unidade de auditoria interna de cada entidade. Alternativa errada, pois é um processo conduzido pela estrutura de governança (alta administração).
 
(B) é um processo conduzido pela estrutura de governança, pela administração e por pessoas da organização. Alternativa certa. Senão, vejamos:
 
O “Internal Control – Integrated Framework” define o controle interno como um processo conduzido pelo conselho de administração, pela administração e pelo corpo de empregados de uma organização, com a finalidade de possibilitar uma garantia razoável quanto à realização dos objetivos nas seguintes categorias:
 
• Eficácia e eficiência das operações;
 
• Confiabilidade das demonstrações financeiras;
 
• Conformidade com leis e regulamentos cabíveis.
 
(C) é um processo que consiste de tarefas que devem ser realizadas ao menos uma vez em cada exercício financeiro. Alternativa errada, pois é um processo contínuo, ou seja, realizado durante todo exercício financeiro.  
 
(D) visa proporcionar certeza de que os objetivos da entidade serão alcançados.Alternativa errada, pois proporciona uma garantia razoável de que os objetivos da entidade serão alcançados.
 
(E) não auxilia a organização a prever eventos externos que possam afetar negativamente o alcance de seus objetivos.Alternativa errada, pois auxilia a organização a prever eventos externos.
 
Portanto, alternativa correta é B.
 
Assunto: Governança Corporativa, Controle e Análise de Risco - Modelos de Controle e de Análise de Risco do COSO
41. O Comitê das Organizações Patrocinadoras da Comissão Treadway (COSO, na sigla em inglês) publicou, em 2004, o modelo denominado “Gerenciamento de Riscos Corporativos” (ERM, na sigla em inglês), popularizado como COSO II.
 
Segundo esse modelo, as quatro categorias de objetivos comuns à maioria das organizações são:
 
(A) objetivos contábeis; objetivos de controle; objetivos estratégicos e objetivos de salvaguarda de ativos;
 
(B) objetivos estratégicos; objetivos sociais; objetivos de lucro e objetivos de divulgação;
 
(C) objetivos estratégicos; objetivos operacionais; objetivos de comunicação e objetivos de conformidade;
 
(D) objetivos de conformidade; objetivos de comunicação; objetivos de relacionamento com partes interessadas e objetivos ambientais e de sustentabilidade;
 
(E) objetivos de comunicação; objetivos operacionais; objetivos de relacionamento com partes interessadas e objetivos ambientais e de sustentabilidade.
 
Comentários:
 
Segundo o COSO II, existe um relacionamento direto entre os objetivos, que uma organização empenha-se em alcançar, e os componentes do gerenciamento de riscos corporativos, que representam aquilo que é necessário para o seu alcance. Esse relacionamento é apresentado em uma matriz tridimensional em forma de cubo.
 
 
As quatro categorias de objetivos (estratégicos, operacionais, de comunicação e conformidade) estão representadas nas colunas verticais. Os oito componentes nas linhas horizontais e as unidades de uma organização na terceira dimensão. Essa representação ilustra a capacidade de manter o enfoque na totalidade do gerenciamento de riscos de uma organização, ou na categoria de objetivos, componentes, unidade da organização ou qualquer um dos subconjuntos.
 
Questão extraída literalmente dessa norma. Portanto, alternativa correta é C.
 
Assunto: Auditoria Independente – Testes e Procedimentos em Auditoria
100. Durante a execução de um trabalho de auditoria, o auditor responsável precisa de informações mais detalhadas sobre a suficiência dos seguros contratados pela empresa auditada para a cobertura dos seus ativos.
Nessa situação, a técnica recomendada é a:
 
(A) averiguação;
 
(B) correlação;
 
(C) circularização positiva;
 
(D) circularização negativa;
 
(E) inspeção de documentos.
 
Comentários:
 
Questão trata de procedimento de auditoria adotado pelo auditor em busca de evidência apropriada e suficiente, especificamente a circularização/confirmações externas.
 
A NBC TA 505, especificamente item 6, traz algumas definições correlacionadas às confirmações externas (circularizações/confirmações com terceiros). Senão, vejamos:
 
Confirmação externa (circularização) é a evidência de auditoria obtida como resposta por escrito direta para o auditor de um terceiro (a parte que confirma), em papel, no formato eletrônico ou outro meio.
 
Solicitação de confirmação positiva (circularização positiva) é a solicitação de que a parte que confirma responda diretamente ao auditor indicando se concorda ou discorda das informações na solicitação, ou forneça as informações solicitadas.
 
Solicitação de confirmação negativa (circularização negativa) é a solicitação de que a parte que confirma responda diretamente ao auditor somente se discorda das informações fornecidas na solicitação.
 
Dos procedimentos(técnicas) enumerados, o mais adequado é a Circularização Positiva, sem prejuízo de utilizar a Inspeção de documentos.  Às vezes, temos a impressão de que tem mais de uma alternativa correta.  Nesse caso, temos que ficar atentos nas dicas da questão para encontrar a alternativa mais correta. Senão vejamos:
 
“O auditor responsável precisa de informações mais detalhadas sobre a suficiência dos seguros contratados pela empresa auditada para a cobertura dos seus ativos.”
 
Esse tipo de informações poderia ser conseguido pelo auditor de duas formas, a saber:
 
1.Ele poderia ir ao local e examinar os documentos (apólices de seguros, por exemplo). Nesse caso, a técnica mais adequada seria Inspeção de documentos.
 
2.Ele poderia confirmar a informação, sem precisar ter quer ir à empresa auditada, telefonando ou enviando uma correspondência. Nesse caso, a técnica mais adequada seria a circularização (positiva, uma vez que a empresa auditada forneça informações complementares).
 
Ao realizar o cotejo entre o enunciado da questão e a norma, a banca considerou como correta a Circularização Positiva, sem prejuízos de realização do procedimento de inspeção. 
 
Portanto, alternativa correta é C.
 
Comentários das Questões de Auditoria – Agente de Fiscalização – Especialidade Ciências Jurídicas – FGV 2015
 
Assunto: Auditoria Governamental – Tipos e Formas de Auditoria Governamental
30. Uma determinada entidade está sendo investigada após denúncias de envolvimento de funcionários em esquemas de corrupção e desvios de verbas. Com isso, o conselho de administração da entidade solicitou uma auditoria para determinar se as atividades financeiras e operacionais do segmento de distribuição estão obedecendo às regras que lhe são aplicáveis.
Esse tipo de auditoria solicitada pelo conselho de administração da entidade é denominado auditoria:
 
(A) contábil;
 
(B) de gestão;
 
(C) de processos;
 
(D) especial;
 
(E) operacional.
 
Comentários:
 
Questão trata dos tipos de auditoria governamental. A classificação mais cobrada é da IN Nº 01/2001/SFCI/MF. Segundo essa norma, as auditorias se classificam em:
 
I. Auditoria de Avaliação da Gestão: esse tipo de auditoria objetiva emitir opinião com vistas a certificar a regularidade das contas, verificar a execução de contratos, acordos, convênios ou ajustes, a probidade na aplicação dos dinheiros públicos e na guarda ou administração de valores e outros bens da União ou a ela confiados [...]
 
II. Auditoria de Acompanhamento da Gestão: realizada ao longo dos processos de gestão, com o objetivo de se atuar em tempo real sobre os atos efetivos e os efeitos potenciais positivos e negativos de uma unidade ou entidade federal, evidenciando melhorias e economias existentes no processo ou prevenindo gargalos ao desempenho da sua missão institucional.
 
III.Auditoria Contábil: compreende o exame dos registros e documentos e na coleta de informações e confirmações, mediante procedimentos específicos, pertinentes ao controle do patrimônio de uma unidade, entidade ou projeto. Objetivam obter elementos comprobatórios suficientes que permitam opinar se os registros contábeis foram efetuados de acordo com os princípios fundamentais de contabilidade e se as demonstrações deles originárias refletem, adequadamente, em seus aspectos mais relevantes, a situação econômico-financeira do patrimônio, os resultados do período administrativo examinado e as demais situações nelas demonstradas. [...]
 
IV. Auditoria Operacional: consiste em avaliar as ações gerenciais e os procedimentos relacionados ao processo operacional, ou parte dele, das unidades ou entidades da administração pública federal, programas de governo, projetos, atividades, ou segmentos destes, com a finalidade de emitir uma opinião sobre a gestão quanto aos aspectos da eficiência, eficácia e economicidade, procurando auxiliar a administração na gerência e nos resultados, por meio de recomendações, que visem aprimorar os procedimentos, melhorar os controles e aumentar a responsabilidade gerencial. [...]
 
V. Auditoria Especial: objetiva o exame de fatos ou situações consideradas relevantes, de natureza incomum ou extraordinária, sendo realizadas para atender determinação expressa de autoridade competente. Classifica-se nesse tipo os demais trabalhos auditoriais não inseridos em outras classes de atividades.
 
No caso em tela, a empresa solicitou uma auditoria após denúncia de envolvimento de funcionários em esquemas de corrupção e desvios de verba, que poderiam comprometer as atividades financeiras e operacionais do segmento de distribuição, trazendo como consequência o descumprimento das regras que lhe são aplicáveis. Portanto, fato relevante e extraordinário.
 
Ao realizar o cotejo entre a questão e os tipos de auditoria governamental enumerados nessa norma, concluiremos que a mais adequada é a ESPECIAL.
 
Portanto, alternativa correta é D.
 
Assunto: Auditoria Independente – Normas Profissionais do Auditor Independente
31. De acordo com a NBC TA que trata da estrutura conceitual para trabalhos de asseguração, nesses trabalhos o auditor independente expressa uma conclusão com a finalidade de aumentar o grau de confiança dos outros usuários previstos acerca do resultado de avaliações ou mensurações efetuadas. O trabalho de asseguração requer a consideração de alguns elementos. Das opções a seguir, a que NÃO constitui um dos elementos do trabalho de asseguração é:
 
(A) critérios adequados;
 
(B) evidências apropriadas e suficientes;
 
(C) objeto apropriado;
 
(D) relatório de asseguração escrito na forma apropriada;
 
(E) relacionamento entre, pelo menos, duas partes (contratante e auditor).
 
Comentários:
 
Segundo a NBC TA ESTRUTURA CONCEITUAL – Estrutura Conceitual para Trabalhos de Asseguração-, “Trabalho de asseguração” significa um trabalho no qual o auditor independente expressa uma conclusão com a finalidade de aumentar o grau de confiança dos outros usuários previstos, que não seja a parte responsável, acerca do resultado da avaliação ou mensuração de determinado objeto de acordo com os critérios aplicáveis. Há cinco elementos presentes nos trabalhos de asseguração executados por auditores independentes: um relacionamento de três partes, um objeto, critérios, evidências e um relatório de asseguração. Senão, vejamos:
Elementos do trabalho de asseguração
 
20.   São discutidos nesta seção os seguintes elementos de trabalho de asseguração:
 
(a)   relacionamento entre três partes, envolvendo o auditor independente, a parte responsável e os usuários previstos;
 
(b) objeto apropriado; (letra C)
 
(c) critérios adequados; (letra A)
 
(d) evidências apropriadas e suficientes; (letra B) e
 
(e) relatório de asseguração escrito na forma apropriada para trabalho de asseguração razoável ou para trabalho de asseguração limitada. (letra D)
Ao realizar o cotejo entre as alternativas da questão e a norma, concluiremos que a única que não faz parte desse rol é o relacionamento entre, pelo menos, duas partes.
 
Portanto, alternativa correta é E.
 
Assunto: Auditoria Independente – Risco
32. Ao elaborar um contrato com uma empresa de auditoria independente, a entidade que seria auditada pela primeira vez incluiu no contrato uma cláusula acerca do trabalho a ser feito. A cláusula mencionava que, após o trabalho, o parecer deveria assegurar de forma incontestável que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante devido a fraude ou erro. Essa cláusula é considerada inadequada em decorrência do(a):
 
(A) limitação do escopo da auditoria;
 
(B) limitação inerente à auditoria;
 
(C) risco de distorção relevante;
 
(D) risco de controle;
 
(E) risco inerente.
 
Comentários:
 
Segundo a NBC TA 200, o objetivo da auditoria é aumentar o grau de confiança nas demonstrações contábeis por parte dos usuários. Isso é alcançado mediante a expressão de uma opinião pelo auditor sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com uma estrutura de relatório financeiro aplicável. Como base para a opinião do auditor, as NBC TAs exigem que ele obtenha segurança razoável de que as demonstrações contábeis como um todo estão livres de distorção relevante, independentemente se causadas por fraude ou erro. Asseguração razoável é um nível elevado de segurança. Esse nível é conseguido quando o auditor obtém evidência de auditoria apropriada e suficiente para reduzir a um nível aceitavelmente baixo o risco de auditoria (isto é, o risco de que o auditor expresse uma opinião inadequada quando as demonstrações contábeis contiverem distorção relevante). Contudo, asseguração razoável não é um nível absoluto de segurança porque há limitações inerentes em uma auditoria, as quais resultam do fato de que a maioria das evidências de auditoria em que o auditor baseia suas conclusões e sua opinião, é persuasiva e não conclusiva. Portanto, no caso em tela, a clausula é considerada inadequada por se tratar de uma limitação inerente à auditoria, uma vez que o parecer não pode assegurar de forma incontestável (absoluta) que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante devido a fraude ou erro.
 
Portanto, alternativa correta é B.
 
Assunto: Auditoria Independente – Normas Profissionais do Auditor Independente
33. Uma determinada firma de auditoria iniciou os trabalhos em uma entidade, a partir de um contrato que prevê execução de auditoria por cinco anos. Um dos auditores, ao executar o trabalho de auditoria inicial nessa entidade, atestou argumentos apresentados pela empresa auditada de tal forma a indicar comprometimento da objetividade do seu trabalho.
O posicionamento do auditor constitui ameaça à independência em decorrência de:
 
(A) autorrevisão do trabalho;
 
(B) defesa de interesse do cliente;
 
(C) familiaridade;
 
(D) intimidação profissional;
 
(E) interesse próprio.
 
Comentários:
 
A NBC PA 290 – Independência – Trabalhos de Auditoria e Revisão -, especificamente item 7, define conceitos sobre independência, a saber:
7. Os conceitos sobre a independência devem ser aplicados por auditores para:
 
(a) identificar ameaças à independência;
 
(b) avaliar a importância das ameaças identificadas;
 
(c) aplicar salvaguardas, quando necessário, para eliminar as ameaças ou reduzi-las a um nível aceitável.
Quando o auditor avalia que salvaguardas apropriadas não estão disponíveis ou não podem ser aplicadas para eliminar as ameaças ou reduzi-las a um nível aceitável, o auditor deve eliminar a circunstância ou relacionamento que cria as ameaças, declinar ou descontinuar o trabalho de auditoria. O auditor deve usar julgamento profissional ao aplicar estes conceitos sobre a independência.
 
Ameaças à independência
 
Ameaças podem ser criadas por ampla gama de relações e circunstâncias. Quando um relacionamento ou circunstância cria uma ameaça, essa ameaça pode comprometer, ou pode ser vista como se comprometesse, o cumprimento dos princípios fundamentais (veja “Definições” ao final desta Norma) por um auditor. Uma circunstância ou relacionamento podem criar mais de uma ameaça, e uma ameaça pode afetar o cumprimento de mais de um princípio fundamental.
 
As ameaças se enquadram em uma ou mais de uma das categorias a seguir:
 
(a) ameaça de interesse próprio é a ameaça de que interesse financeiro ou outro interesse influenciará de forma não apropriada o julgamento ou o comportamento do auditor;
 
(b) ameaça de autorrevisão é a ameaça de que o auditor não avaliará apropriadamente os resultados de julgamento dado ou serviço prestado anteriormente por ele, ou por outra pessoa da firma dele, nos quais o auditor confiará para formar um julgamento como parte da prestação do serviço atual;
 
(c) ameaça de defesa de interesse do cliente é a ameaça de que o auditor promoverá ou defenderá a posição de seu cliente a ponto em que a sua objetividade fique comprometida;
 
(d) ameaça de familiaridade é a ameaça de que, devido ao relacionamento longo ou próximo com o cliente, o auditor tornar-se-á solidário aos interesses dele ou aceitará seu trabalho sem muito questionamento;
 
(e) ameaça de intimidação é a ameaça de que o auditor será dissuadido de agir objetivamente em decorrência de pressões reais ou aparentes, incluindo tentativas de exercer influência indevida sobre o auditor.
 
Situação exposta na questão:
 
1. Um dos auditores, ao executar o trabalho de auditoria inicial nessa entidade, atestou argumentos apresentados pela empresa auditada de tal forma a indicar comprometimento da objetividade do seu trabalho.
 
Ao realizar o cotejo entre as alternativas e a situação exposta na questão, concluiremos que representa uma ameaça de defesa de interesse do cliente.
 
Portanto, alternativa correta é B.
 
Assunto: Auditoria Independente – Testes em Áreas Específicas das Demonstrações Contábeis
34. O contador está envolvido em um esquema de desfalques no caixa da empresa em que trabalha. A empresa mantém contas nos bancos X e Y. Com o objetivo de encobrir falta de dinheiro na conta do banco X, o contador deposita em 31/12 a quantia que faltava nessa conta, por meio de cheque da conta do banco Y. Porém, o cheque só foi registrado como desembolso na conta do banco Y em janeiro do ano seguinte. Na reconciliação bancária a falta de dinheiro no caixa é temporariamente ocultada em decorrência do tempo de compensação do cheque. Nos trabalhos de auditoria, esse tipo de desfalque é denominado:
 
(A) desfalque encoberto;
 
(B) desfalque sistêmico;
 
(C) encaixe;
 
(D) kiting;
 
(E) lapping.
 
Comentários:
 
Questão trata de auditoria de caixa e banco. Entre os objetivos específicos de auditoria, relacionados com o Caixa e Bancos, contam-se a verificação da existência, da propriedade, da exatidão dos valores, a descoberta de eventuais restrições e a determinação e a apresentação fidedigna nas demonstrações financeiras.
 
Segundo Crepaldi, existem dois tipos de desfalques de caixa: os desfalques encobertos e o desfalque não coberto. Desfalques encobertos são normalmente aqueles feitos por meio de um lançamento de compensação nos registro contábeis, de modo que a falta do bem não seja notada. Normalmente, o ato de encobrir o desfalque só é possível com um mau controle interno, que permite ao individuo desonesto acesso ao caixa e autoridade para fazer lançamentos no diário. O desfalque não encoberto é aquele que não se faz acompanhar de lançamento contábil em contrapartida. Portanto, as faltas resultantes de desfalques não encobertos podem ser escondidas por algum tempo apenas, ou não podem ser escondidas de forma nenhuma. Há dos tipos comuns de desfalques não encobertos, que são o lapping e o kiting.
 
a) O lapping geralmente se faz com cobranças de contas a receber e consiste em desviar os resultados de cobranças, substituindo-se o montante desviado por cobranças posteriores.
 
b) O kiting é um tipo de desfalque de caixa que envolve os desembolsos aí feitos. É, essencialmente, um sistema de encobrir faltas de dinheiro com transferências, em cheques não registrados.
 
Ao realizar o cotejo entre as alternativas da questão e o resumo-teórico, concluiremos que o tipo de desfalque se refere ao kiting.
 
Portanto, alternativa correta é D.
 
Assunto: Auditoria Independente – Amostragem em auditoria
35. Na determinação da extensão dos testes de auditoria, em geral, o auditor emprega técnicas de amostragem, porém essas apresentam alguns riscos. Acerca dos riscos de amostragem, avalie as afirmativas a seguir.
 
I) O nível do risco de amostragem que o auditor está disposto a aceitar dos resultados afeta o tamanho da amostra.
 
II) O auditor está sujeito aos riscos de amostragem tanto nos testes substantivos quanto nos testes de observância.
 
III) Os riscos de superavaliação de confiabilidade e o risco de aceitação incorreta afetam a eficiência da auditoria, pois em geral conduzem o auditor a realizar trabalhos adicionais.
 
IV) Os riscos de subavaliação da confiabilidade e o risco de rejeição incorreta afetam a eficácia da auditoria e têm mais probabilidade de conduzir a uma conclusão errônea.
 
É correto o que se afirma em:
 
(A) somente I e II;
 
(B) somente II e III;
 
(C) somente III e IV;
 
(D) somente I, II e IV;
 
(E) I, II, III e IV.
 
Comentários:
 
Questão trata de aspectos gerais no uso de amostragem de auditoria.
 
Analisando cada item.
 
I) O nível do risco de amostragem que o auditor está disposto a aceitar dos resultados afeta o tamanho da amostra. Item certo. Senão, vejamos:
A10. O nível de risco de amostragem que o auditor está disposto a aceitar afeta o tamanho da amostra exigido. Quanto menor o risco que o auditor está disposto a aceitar, maior deve ser o tamanho da amostra. (NBC TA 530)
II) O auditor está sujeito aos riscos de amostragem tanto nos testes substantivos quanto nos testes de observância. Item certo. Senão, vejamos:
11.11.2.6.2. O auditor está sujeito ao risco de amostragem nos testes de observância e testes substantivos. [...] (NBC T 11.11)
III) Os riscos de superavaliação de confiabilidade e o risco de aceitação incorreta afetam a eficiência da auditoria, pois em geral conduzem o auditor a realizar trabalhos adicionais. Item errado, pois eles afetam a eficácia. Senão, vejamos:
11.11.2.6.3. O risco de subavaliação da confiabilidade e o risco de rejeição incorreta afetam a eficiência da auditoria, visto que, normalmente, conduziriam o auditor a realizar trabalhos adicionais, o que estabeleceria que as conclusões iniciais eram incorretas. O risco de superavaliação da confiabilidade e o risco de aceitação incorreta afetam a eficácia da auditoria e têm mais probabilidade de conduzir a uma conclusão errônea sobre determinados controles, saldos de contas ou classe de transações do que o risco de subavaliação da confiabilidade ou o risco de rejeição incorreta.
IV) Os riscos de subavaliação da confiabilidade e o risco de rejeição incorreta afetam a eficácia da auditoria e têm mais probabilidade de conduzir a uma conclusão errônea. Item errado, pois eles afetam a eficiência. Senão, vejamos:
11.11.2.6.3.O risco de subavaliação da confiabilidade e o risco de rejeição incorreta afetam a eficiência da auditoria, visto que, normalmente, conduziriam o auditor a realizar trabalhos adicionais, o que estabeleceria que as conclusões iniciais eram incorretas. O risco de superavaliação da confiabilidade e o risco de aceitação incorreta afetam a eficácia da auditoria e têm mais probabilidade de conduzir a uma conclusão errônea sobre determinados controles, saldos de contas ou classe de transações do que o risco de subavaliação da confiabilidade ou o risco de rejeição incorreta.
Portanto, alternativa correta é A.
 
Assunto: Auditoria Governamental – Auditoria de regularidade e auditoria operacional
36. A auditoria operacional consiste em revisões metódicas de um conjunto de fatores organizacionais em entidades do setor público ou do setor privado, e um dos objetivos é avaliar o cumprimento dos objetivos da organização.
Considerando os objetivos e as estratégias da auditoria operacional, é INCORRETO afirmar que:
 
(A) a avaliação de indicadores não monetários está entre os objetivos da auditoria operacional;
 
(B) a revisão limitada é uma das formas de auditoria operacional;
 
(C) a auditoria operacional pode ser considerada um tipo de controle gerencial;
 
(D) a auditoria operacional deve focar situações empresariais de maior risco para a continuidade dos negócios;
 
(E) ao final de uma auditoria operacional, o auditor deve emitir um parecer com a sua opinião acerca dos fatos examinados.
 
Comentários:
 
Questão trata dos objetivos e estratégias da auditoria operacional.
 
Segundo a ISSAI 300 - Princípios Fundamentais de Auditoria Operacional -, o principal objetivo da auditoria operacional é promover, construtivamente, a governança econômica, efetiva e eficaz. Ela também contribui para a accountability e transparência.
 
A auditoria operacional promove a accountability ao ajudar aqueles com responsabilidades de governança e supervisão a melhorar o desempenho. Isso é feito ao examinar se as decisões tomadas pelo legislativo ou pelo executivo são formuladas e implementadas de forma eficiente e eficaz e se os contribuintes ou cidadãos têm recebido em retorno o valor justo dos tributos pagos. Não se trata de questionar as intenções e decisões do legislativo, mas examinar se alguma deficiência nas leis e nos regulamentos ou na sua forma de implementação esteja impedindo que os objetivos especificados sejam alcançados. A auditoria operacional foca em áreas nas quais pode agregar valor para os cidadãos e que têm o maior potencial para aperfeiçoamento. Ela proporciona incentivos construtivos para que as partes responsáveis desenvolvam as ações apropriadas.
 
A auditoria operacional promove a transparência ao proporcionar ao parlamento, aos contribuintes e a outras fontes de financiamento, àqueles que são alvo das políticas de governo e à mídia, uma perspectiva sobre a gestão e os resultados de diferentes atividades governamentais. Desse modo, contribui diretamente para fornecer ao cidadão informações úteis e, ao mesmo tempo, serve de base para aprendizado e melhorias. Na auditoria operacional, as EFS são livres para decidir, dentro de seu mandato, o quê, quando e como auditar, e não devem ser impedidas de publicar seus achados.
 
Ao lidar com sobreposições entre tipos de auditoria (ou auditorias combinadas), os seguintes pontos devem ser considerados:
 
• Elementos da auditoria operacional podem ser parte de uma auditoria mais abrangente que também cubra aspectos de auditoria de conformidade e financeira.
 
• Caso ocorra uma sobreposição, todas as normas relevantes devem ser observadas. Talvez isso não seja viável em todos os casos, já que diferentes normas podem conter prioridades diferentes.
 
• Nesses casos, o objetivo primário da auditoria deve guiar os auditores quanto a que normas eles devem aplicar. Ao determinar se considerações sobre desempenho formam o objetivo primário do trabalho de auditoria, deve-se ter em mente que a auditoria operacional tem o foco em atividades e resultados, em vez de focar em relatórios ou contas, e que o seu principal objetivo é promover economicidade, eficiência e efetividade, em vez de produzir um relatório sobre conformidade.
 
Embora o resumo-teórico não apresente taxativamente as informações contidas na questão, poderíamos, pelo menos, eliminar algumas alternativas.
 
Ressalte-se que o produto final de uma auditoria operacional é um relatório (e não um parecer com a sua opinião acerca dos fatos examinados), em que os auditores relatam seus achados sobre a economicidade e eficiência com que os recursos são adquiridos e usados e a eficácia com que os objetivos são alcançados. Os relatórios podem variar consideravelmente em escopo e natureza, por exemplo, avaliando se os recursos foram aplicados de uma boa maneira, comentando sobre o impacto de políticas e programas e recomendando mudanças destinadas a resultar em melhorias.
 
Portanto, alternativa correta é E.
 
Assunto: Auditoria Independente - Documentação de Auditoria/Papéis de Trabalho
37. De acordo com a NBC TA 230, que trata da documentação de auditoria, os papéis de trabalhos fornecem evidências relativas ao cumprimento do objetivo global do auditor e da conformidade do planejamento e execução da auditoria. No que tange aos papéis de trabalho, é correto afirmar que:
 
(A) os registros relativos ao planejamento da auditoria não são considerados papéis de trabalho, mas apenas aqueles preparados pelo auditor durante a execução da auditoria;
 
(B) não se recomenda a inclusão de resumos ou cópias de registros da entidade na documentação de auditoria, pois esses documentos podem ser facilmente acessados;
 
(C) o auditor não precisa manter na documentação de auditoria versões superadas de papéis de trabalho e demonstrações contábeis;
 
(D) quando apresentados de forma detalhada, os papéis de trabalho podem substituir alguns registros contábeis da entidade;
 
(E) a conclusão da montagem dos arquivos de auditoria deve ser tempestiva, admitindo-se uma diferença máxima de 30 dias após a data do relatório do auditor.
 
Comentários:
 
Questão trata de aspectos gerais dos papéis de documentação de auditoria.
 
Analisando cada alternativa.
 
(A) os registros relativos ao planejamento da auditoria  não são considerados papéis de trabalho, mas apenas aqueles preparados pelo auditor durante a execução da auditoria. Alternativa errada, pois esses registros são considerados papéis de trabalho. Senão, vejamos:
A3.  A documentação de auditoria pode ser registrada em papel, em formatos eletrônicos ou outros. Exemplos de documentação de auditoria incluem:
 
(a)   programas de auditoria;
 
(b)   análises;
 
(c)   memorandos de assuntos do trabalho;
 
(d)   resumos de assuntos significativos;
 
(e)   cartas de confirmação e representação;
 
(f)    listas de verificação;
 
(g)   correspondências (inclusive correio eletrônico) referentes a assuntos significativos. (NBC TA 230)
 
(B) não se recomenda a inclusão de resumos ou cópias de registros da entidade na documentação de auditoria, pois esses documentos podem ser facilmente acessados. Alternativa errada, pois se se recomenda a inclusão de resumos ou cópias de registros da entidade na documentação de auditoria. Senão, vejamos:
A3.  [...]
 
O auditor pode incluir resumos ou cópias de registros da entidade (por exemplo, contratos e acordos significativos e específicos) como parte da documentação de auditoria. A documentação de auditoria, porém, não substitui os registros contábeis da entidade. (NBC TA 230)
(C) o auditor não precisa manter na documentação de auditoria versões superadas de papéis de trabalho e demonstrações contábeis. Alternativa correta. Senão, vejamos:
A4.  O auditor não precisa incluir na documentação de auditoria versões superadas de papéis de trabalho e demonstrações contábeis, notas que reflitam entendimento incompleto ou preliminar, cópias anteriores de documentos corrigidos em decorrência de erros tipográficos ou de outro tipo de documentos em duplicata.
 
(D) quando apresentados de forma detalhada, os papéis de trabalho podem substituir alguns registros contábeis da entidade.Alternativa errada, pois os papéis de trabalho não podem substituir alguns registros contábeis da entidade. Senão, vejamos:
A3.  [...]
 
O auditor pode incluir resumos ou cópias de registros da entidade (por exemplo, contratos e acordos significativos e específicos) como parte da documentação de auditoria. A documentação de auditoria, porém, não substitui os registros contábeis da entidade. (NBC TA 230)
(E) a conclusão da montagem dos arquivos de auditoria deve ser tempestiva, admitindo-se uma diferença máxima de 30 dias após a data do relatório do auditor. Alternativa errada, pois o prezo é de no máximo 60 dias. Senão, vejamos:
A21. A NBC PA 01, item 45, requer que as firmas de auditoria estabeleçam políticas e procedimentos para a conclusão tempestiva da montagem dos arquivos de auditoria. Um limite de tempo apropriado para concluir a montagem do arquivo final de auditoria geralmente não ultrapassa 60 dias após a data do relatório do auditor (NBC PA 01, item A54).
Portanto, alternativa correta é C.
 
Assunto: Auditoria Independente - Testes em Áreas Específicas das Demonstrações Contábeis
38. Durante a execução do trabalho de auditoria em uma determinada empresa, um auditor detectou que uma aquisição de mercadorias a prazo realizada em dezembro de 2012 só foi registrada quando do efetivo pagamento, no exercício seguinte.
Em consequência disso, as contas de fornecedores a pagar e mercadorias para revenda apresentaram distorções no exercício de competência.
 
Nessa situação os testes realizados pelo auditor são:
 
(A) teste principal para superavaliação de ativo e teste secundário para subavaliação de passivo;
 
(B) teste principal para superavaliação de passivo e teste secundário para subavaliação de ativo;
 
(C) teste principal para subavaliação de ativo e teste secundário para subavaliação de passivo;
 
(D) teste principal para subavaliação de passivo e teste secundário para subavaliação de ativo;
 
(E) teste principal para subavaliação de passivo e teste secundário para superavaliação de ativo.
 
Comentários:
 
Segundo Fernandes (2000), o saldo de uma conta do balanço patrimonial ou da demonstração do resultado do exercício pode estar errado para mais (superavaliado) ou para menos (subavaliado). Devido a esse risco, todas as contas da contabilidade devem ser testadas para superavaliação e para subavaliação. A experiência tem demonstrado que é mais prático dirigir os testes principais de superavaliação para as contas devedoras (normalmente, as contas do ativo e despesas) e os de subavaliação para as contas credoras. Quando se testam as contas credoras para subavaliação, às contas devedoras estão sendo testadas secundariamente nessa mesma direção. Por exemplo: por ocasião da auditoria da conta credora de fornecedores a pagar (testado para subavaliação), o auditor descobre que uma fatura de compra de matéria-prima não foi registrada na contabilidade; consequentemente, as contas de fornecedores a pagar e matéria-prima (conta devedora classificada no grupo de estoques do ativo circulante) estão subavaliadas.
 
Portanto, alternativa correta é D.
 
Assunto: Auditoria Independente - Controle Interno da Entidade Auditada
39. A NBC TA 265 dispõe que o auditor tem responsabilidade de comunicar apropriadamente, aos responsáveis pela governança e à administração, as deficiências de controle interno que foram identificadas na auditoria das demonstrações contábeis. De acordo com a norma citada, constituem indicadores de deficiência significativa do controle interno, EXCETO:
 
(A) ausência de processo de avaliação de risco na entidade em que a existência desse processo seria normalmente esperada;
 
(B) distorção detectada pelos procedimentos do auditor que não foi prevenida ou detectada e corrigida, pelo controle interno da entidade;
 
(C) evidência da incapacidade da administração de supervisionar a elaboração das demonstrações contábeis;
 
(D) evidência de subjetividade na determinação de valores estimados, a exemplo de estimativas contábeis a valor de mercado;
 
(E) reapresentação de demonstrações contábeis emitidas anteriormente para refletir a correção de distorção relevante devido a erro ou a fraude.
 
Comentários:
 
A NBC TA 265, especificamente item A7, exemplifica indicadores de deficiência significativa do controle interno. Senão, vejamos:
A7.  Os indicadores de deficiência significativa do controle interno incluem, por exemplo:
 
• evidência de aspectos ineficazes do ambiente de controle, como:
 
o indicações de que transações significativas, nas quais a administração está financeiramente interessada, não estão sendo apropriadamente analisadas pelos responsáveis pela governança;
 
o identificação de fraude da administração, relevante ou não, que não foi prevenida pelo controle interno da entidade;
 
o falha da administração ao não implementar medidas corretivas apropriadas para as deficiências significativas anteriormente comunicadas;
 
• ausência de processo de avaliação de risco na entidade em que a existência desse processo seria normalmente esperada; (letra A)
 
• evidência de processo de avaliação de risco ineficaz, tais como falha da administração para identificar risco de distorção relevante que o auditor esperaria que o processo de avaliação de risco tivesse identificado;
 
• evidência de resposta ineficaz a riscos significativos identificados (por exemplo, ausência de controle sobre esses riscos);
 
• distorção detectada pelos procedimentos do auditor que não foi prevenida ou detectada e corrigida, pelo controle interno da entidade; (letra B)
 
• reapresentação de demonstrações contábeis emitidas anteriormente para refletir a correção de distorção relevante devido a erro ou a fraude; (letra E)
 
• evidência da incapacidade da administração de supervisionar a elaboração das demonstrações contábeis. (letra C)
Ao realizar o cotejo entre as alternativas da questão e a norma, concluiremos que a única que não faz parte desse rol é a letra D.
 
Portanto, alternativa correta é D.
 
Assunto: Auditoria Independente - Transações e Eventos Subsequentes (Auditoria)
40. Em uma determinada entidade, as demonstrações contábeis do exercício findo em 31 de dezembro de 2014 foram aprovadas em 27 de fevereiro de 2015; o relatório do auditor independente foi emitido em 09 de março de 2015; as demonstrações contábeis foram divulgadas em 22 de março de 2015 e aprovadas pelos acionistas em 04 de abril de 2015.
 
De acordo com a NBC TA 560, a data até quando o auditor independente deve executar procedimentos de auditoria desenhados para obter evidência de auditoria apropriada e suficiente sobre os eventos que afetaram as demonstrações contábeis é:
 
(A) 31 de dezembro de 2014;
 
(B) 27 de fevereiro de 2015;
 
(C) 09 de março de 2015;
 
(D) 22 de março de 2015;
 
(E) 04 de abril de 2015.
 
Comentários:
 
A NBC TA 560, especificamente item 6, menciona que o auditor independente deve executar procedimentos de auditoria desenhados para obter evidência de auditoria apropriada e suficiente de que todos os eventos ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e a data do relatório do auditor independente que precisam ser ajustados ou divulgados nas demonstrações contábeis foram identificados. Não se espera, contudo, que o auditor execute procedimentos adicionais de auditoria para assuntos para os quais os procedimentos de auditoria anteriormente aplicados forneceram conclusões satisfatórias (ver item A6). Além disso, o auditor independente deve executar os procedimentos exigidos pelo item 6 de forma a cobrir o período entre a data das demonstrações contábeis e a data do seu relatório, ou o mais próximo possível dessa data. Em outros termos, a data limite para execução desses procedimentos é a da emissão do seu relatório (09 de março de 2015).
 
Portanto, alternativa correta é C.
 
Assunto: Auditoria Independente - Testes em Áreas Específicas das Demonstrações Contábeis
41. Em muitas entidades, o Imobilizado representa um dos grupos de contas mais relevantes do Ativo e, como está sujeito a registros sistemáticos durante o exercício, deve passar por procedimentos específicos no exame de auditoria. Dos objetivos apresentados, o que está dissociado da auditoria do Imobilizado é:
 
(A) avaliação dos bens, inclusive quanto à correção monetária;
 
(B) especificação do custo de reposição dos bens;
 
(C) detecção de eventual existência de ônus;
 
(D) identificação de critérios e extensões das depreciações;
 
(E) verificação de existência, propriedade e posse.
 
Comentários:
 
Segundo a doutrina, existem diversos procedimentos de auditoria em áreas específicas das demonstrações contábeis. Serão apresentados a seguir, alguns objetivos e procedimentos adotados na Auditoria do Imobilizado.
 
A auditoria do imobilizado tem as seguintes finalidades:
 
a) determinar sua existência física e a permanência e uso; (Letra E)
 
b) determinar se pertence a companhia; (Letra E)
 
c) determinar se foram utilizados os princípios de contabilidade geralmente aceitos, em bases uniformes; (Letra A)
 
d) determinar se o imobilizado não contém despesas capitalizadas e, por outro lado, a despesa não contém itens capitalizáveis; (Letra C)
 
e) determinar se os bens do imobilizado foram adequadamente depreciados e corrigidos monetariamente eram bases aceitáveis; (Letra D)
 
f) determinar a existência de imobilizado penhorado, dado em garantia ou com restrição de uso;
 
g) determinar se o imobilizado está corretamente classificado nas demonstrações financeiras e se as divulgações cabíveis foram expostas por notas explicativas.
 
Alguns exemplos de procedimentos de auditoria relacionados: exame de bens, inspeção em obras em andamento, confirmação das escrituras em cartório, exame de documentos de compra e venda, cálculo da depreciação, etc.
 
Ao realizar o cotejo entre as alternativas da questão e o resumo-teórico, concluiremos que a única que não está associada ao imobilizado é a especificação do custo de reposição dos bens.
 
Portanto, alternativa correta é B.
 
Quero convidar vocês a conhecer meu material aqui no TEC. São Módulos de Auditoria e Questões das disciplinas comentadas por mim que podem ser acessadas no TEC.
 
Espero que tenham gostado dos comentários.
 
Até a próxima,
 
Tonyvan 
 
Deixe seu comentário:
Ocorreu um erro na requisição, tente executar a operação novamente.