Atualidades - Independência da Catalunha

por Marina Soares em 02/10/2017
Antes de comentar um pouco sobre os últimos acontecimentos na Catalunha, é importante esclarecer aos alunos algumas ideias gerais sobre o tema. Vejamos:
 
A Catalunha é uma comunidade autônoma da Espanha, estando situada à Nordeste da Península Ibérica e tendo como capital Barcelona. Sua população é estimada em 7,5 milhões de pessoas e é uma das regiões mais ricas do país (Seu PIB corresponde a cerca de 20% do PIB de toda a Espanha).
 
A Catalunha reivindica há algum tempo sua independência em relação à Espanha, mas por que isso acontece?
 
1.       Foram reprimidos no passado – Em 1936, a Espanha sofreu um golpe militar, quando o general Franco assumiu o poder por cerca de 40 anos. Nessa época, o poder ficou centralizado em Madri e os catalães não tinham voz, inclusive o idioma catalão foi proibido na época.
 
2.       Não se sentem espanhóis – Apesar de nunca terem sido uma nação independente, a Catalunha possui governo próprio, o chamado Generalitat, e língua própria, o Catalão, que é falado pela maioria da população (Muitas regiões da Espanha ensinam na escola e na universidade  o espanhol e o catalão, assim como as placas na região são mostradas nos dois idiomas).
 
3.       Riqueza dos catalães – Por ser uma região próspera e rica financeiramente (é um grande centro industrial e turístico), os catalães acreditam que se fossem um estado independente não estariam enfrentando problemas financeiros como toda a Espanha e a vida do seu povo seria mais fácil. Acreditam, inclusive, que contribuem muito com o governo central (principalmente por meio de seus impostos) e que não recebem o retorno esperado na sua região.
 
Para as autoridades catalãs, o referendo ocorrido no dia 1º de outubro de 2017 confirmou o sentimento separatista da população catalã.  90% dos eleitores que compareceram às urnas (cerca de 42,3% dos 5,3 milhões de eleitores) votaram pelo “SIM” (pela separação). Porém, o pleito foi considerado ilegal pelo governo central de Madri, inclusive tendo sido proibido judicialmente. Houve confronto direto entre os eleitores e a Guarda Civil, que foi instada a fechar postos de votação e a reprimir eleitores que tentassem adentrar nas seções. Para o governo central, a votação de domingo não representa o sentimento separatista da região, pois acreditam que a maioria da população que não foi votar eram de eleitores tendenciosos à ideia de não separação. Relatam, também, que o referendo ocorreu de maneira ilegal e que dificilmente a comunidade internacional dará crédito ao pleito.
 
Devemos aguardar os acontecimentos dos próximos dias para tecermos mais considerações sobre o tema.
 
Marina Soares
 
Professora de Atualidades do TEC Concursos – Para contato direto com a professora do TEC, enviar email para marinansoares@hotmail.com
 
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