ATUALIDADES - BRICS criam seu próprio banco

por Leandro Signori em 16/07/2014
Olá pessoal,
 
Hoje trago artigo sobre um assunto importantíssimo, a criação do Banco BRICS e a VI Reunião de Cúpula do grupo. Anotem aí, esses assuntos serão cobrados em prova, na disciplina de Atualidades. Preste atenção, você que está se preparando para os concursos do TJ-SP, Polícia Federal, TCU, ABIN e outros.
 
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A sigla BRIC foi criada em 2001 pelo economista britânico Jim O’Neill e se refere aos quatro mais importantes países emergentes: Brasil, Rússia, Índia e China. O estudo que cunhou a expressão estima que em 2050 o grupo poderá constituir a maior força econômica mundial, superando a União Europeia.
 
Em 2009, Brasil, Rússia, Índia e China formalizaram um grupo informal diplomático para discussão de iniciativas econômicas e posições políticas conjuntas, que realiza reuniões anuais de seus chefes de Estado. Em 2011, a África do Sul, a maior economia da África, foi convidada e passou a integrar o grupo.
 
Os cinco países dos BRICS têm características comuns: são países com indústria e economia em expansão, seu mercado interno está crescendo e incluindo milhões de novos consumidores. Dois deles possuem as maiores economias de seu continente: China e África do Sul. Quatro possuem territórios extensos e entre os maiores do mundo: Brasil, Rússia, China e Índia.
 
Também ancoram a economia desses países importantes fatores para o comércio internacional. A Rússia é rica em recursos energéticos e fornece petróleo, gás e carvão à União Europeia. O Brasil é grande exportador de minérios, como a África do Sul, e é o maior exportador mundial de alimentos. China e Índia estão se tornando os maiores fabricantes e exportadores de produtos industriais na globalização.
Nos dias 15 e 16, o grupo realizou a VI Cúpula dos BRICS. O evento, realizado em Fortaleza, é a segunda cúpula ocorrida no País. Sob o lema 'Crescimento Inclusivo: soluções sustentáveis', os BRICS buscaram reforçar o compromisso com a inclusão social e o desenvolvimento sustentável dos países sem abandonar a caminho do crescimento.
 
 
Duas decisões de significativo conteúdo estratégico mundial foram tomadas na Cúpula. A primeira é a criação do Banco BRICS. O nome oficial é Novo Banco de Desenvolvimento (New Development Bank, NDB, em inglês). Trata-se de um banco de desenvolvimento, com capital inicial autorizado de US$ 100 bilhões e capital subscrito de US$ 50 bilhões, igualmente distribuídos entre os cinco países que integram o grupo. A sede do banco será em Xangai na China, o primeiro presidente será da Índia e o presidente do Conselho de Administração será do Brasil.
 
A criação do banco não significa que os países membros do grupo não vão mais participar do Banco Mundial. O banco dos BRICS se coloca como mais uma alternativa de fomento ao desenvolvimento e estará aberto a qualquer país do mundo.
 
O BRICS também criou um fundo financeiro de emergência para ajuda mútua de US$ 100 bilhões. O nome oficial do fundo é Arranjo Contingente de Reservas (Contingent Reserve Arrangement, CRA, em inglês). O fundo serve para ajudar no controle do câmbio quando houver crises financeiras globais. Em momentos de especulação internacional, a tendência é o dólar disparar. O dinheiro do fundo servirá para segurar a cotação do dólar. Para juntar os US$ 100 bilhões iniciais, cada pais colaborará com um valor: China (US$ 41 bilhões); Brasil, Índia e Rússia (US$ 18 bilhões cada um); e África do Sul (US$ 5 bilhões).
 
Há tempos, os países dos BRICS reclamam uma maior participação no poder de decisões do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI). Essas instituições foram criadas um ano antes do final da Segunda Guerra Mundial, em 1944, na Conferência de Bretton Woods, nos Estados Unidos. Até hoje, quem detém o poder nelas são os Estados Unidos e a União Europeia.
 
A ordem econômica global atual não é mais a mesma do pós-guerra e do período da guerra fria, em que Estados Unidos, Japão, Reino Unido, França e Alemanha dominavam o mundo capitalista. A criação do Novo Banco de Desenvolvimento e do Arranjo Contingente de Reservas, de certa forma, é uma resposta dos BRICS ao não atendimento das reivindicações dos países emergentes por maior distribuição do poder de decisões no Banco Mundial e FMI.  
 
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