Atualidades - A economia em recessão técnica. O que é isto?

por Leandro Signori em 04/09/2014
O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de tudo o que a economia produz durante um determinado período. Para seu cálculo, a economia é acompanhada e mensurada em três áreas: agropecuária, indústria e serviços.
Nos últimos anos, o PIB brasileiro vem registrando um baixo crescimento. Desde 2011, cresce menos que a média do crescimento do PIB mundial. Em 2013, cresceu 2,3%.
O IBGE é a instituição governamental que calcula o PIB no Brasil. O indicador é calculado por ano (PIB anual) e por trimestre (PIB trimestral).
Nesta semana o IBGE divulgou os dados do PIB do segundo trimestre deste ano (abril-junho). No primeiro trimestre (janeiro-março) a economia brasileira teve crescimento negativo de -0,2% e no segundo trimestre novamente teve crescimento negativo, desta vez de -0,6%. Com a sequência de dois trimestres seguidos de resultado negativo, configura-se um quadro que os economistas chamam de recessão técnica.
A última vez que o Brasil registrou uma recessão técnica foi no último trimestre de 2008 e primeiro de 2009, durante a crise econômica mundial.
Mas atenção, recessão técnica não é o mesmo que recessão.
Como já dissemos, a recessão técnica ocorre quando o PIB fica negativo por dois trimestres seguidos. Funciona como um alerta, e não significa que a economia vai piorar. É possível a recuperação no curto prazo.
Quando o PIB fica negativo por três ou mais trimestres seguidos, e a economia se deteriora, diz-se que um país está em recessão. Há queda na produção, aumento do desemprego e de falência de empresas. A recuperação econômica fica mais difícil.
As quedas consecutivas na produção industrial e a Copa do Mundo são as causas apontadas pelos especialistas para o crescimento negativo do PIB no segundo trimestre. Durante o período da Copa do Mundo houve muitos feriados, ou seja, menos dias trabalhados, o que significa menos produção de bens e serviços.
A queda do PIB e as suas causas é o tipo de tema que bancas como a VUNESP gostam de cobrar nas suas provas. Fique atento você que vai fazer o concurso do TJ-SP.
 
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