Atualidades - A crise da água em São Paulo

por Leandro Signori em 13/07/2014
Um dos assuntos mais noticiados pela mídia é a crise da água em São Paulo. Recomendo especial atenção aos candidatos que forem fazer concursos de órgãos governamentais do Estado paulista e da banca VUNESP. Vejamos o que está acontecendo.
 
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São Paulo vive atualmente a pior crise hídrica de sua história. O cenário de escassez de água em São Paulo está dramático. Algumas previsões apontam para um colapso do sistema Cantareira entre agosto e outubro de 2014.
 
O Sistema Cantareira está com seu nível de água muito abaixo da sua capacidade de armazenamento. Um dos maiores sistemas produtores de água do mundo, o Cantareira, abastece 8,8 milhões de pessoas na região metropolitana de São Paulo. As seis represas que o compõem estão interligadas em diferentes níveis por 48 quilômetros de túneis criados com o objetivo de aproveitar os desníveis e a consequente acumulação da água por gravidade.
 
O baixíssimo nível dos reservatórios tem como causa a pouca quantidade de chuva nos meses de novembro de 2013 a fevereiro de 2014. Nesse período, choveu apenas 36,3% do esperado. Os meses subsequentes – março a outubro – são de poucas chuvas, insuficientes para repor o volume de água dos reservatórios.
 
Diante dessa situação, inicialmente a Sabesp, companhia de saneamento do Governo de São Paulo, ofereceu um desconto de 30% na conta de água dos consumidores dos 31 municípios atendidos pelos sistemas Cantareira e Alto Tietê, desde que reduzam em pelos menos 20% o consumo médio mensal quando comparado a média mensal calculada entre os meses de fevereiro de 2013 a janeiro de 2014. A companhia também reverteu a distribuição de água para 2,6 milhões de pessoas que passaram a ser abastecidas pelos sistemas Guarapiranga e Alto Tietê.
 
No entanto, a medida mais polêmica foi a utilização do chamado “volume morto” das represas de Nazaré Paulista e Joanópolis. Trata-se de uma reserva de 400 bilhões de litros d’água, que está abaixo da linha de captação das bombas dessas represas. Segundo a Sabesp, a captação de água do “volume morto” será suficiente para abastecer as cidades servidas pelo Sistema Cantareira até a próxima temporada de chuvas. Alguns especialistas não concordam com essa avaliação da companhia.
 
Contudo, não se pode atribuir culpa exclusiva a natureza para justificar a crise. O consumo de água cresce anualmente na grande São Paulo e a capacidade de armazenamento não acompanhou o ritmo desse crescimento. A poluição dos rios, a degradação das suas margens e nascentes, o desperdício de água pelos consumidores e as perdas (vazamentos) na rede de distribuição também ajudam a explicar a atual crise.
 
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