Armas químicas na guerra civil da Síria

por Leandro Signori em 10/10/2013
Olá pessoal,
 
Publico o segundo artigo com assuntos bem recentes que ainda não foram cobrados (podendo ser cobrados) ou que começaram a ser cobrados na disciplina de Atualidades. O foco dos artigos são os próximos concursos do Cespe - TCU, FUB e Polícia Civil do Distrito Federal. Mas claro que são úteis para a disciplina de Atualidades nas provas de qualquer banca organizadora.
 
O tema de hoje é a utilização de armas químicas na guerra civil da Síria. 
 
Vamos  lá!
 
No mês de agosto de 2013, ao menos 1 700 pessoas foram mortas na periferia de Damasco em um ataque com armas químicas. O governo sírio negou o ocorrido e o Conselho de Segurança da ONU afirmou que conduziria uma investigação para saber em detalhes o que aconteceu. Posteriormente ativistas ligados aos rebeldes e lideranças do regime sírio trocaram acusações afirmando que o outro lado foi o responsável pelo ocorrido.
 
Em resposta ao suposto ataque químico, os Estados Unidos e alguns países aliados, como França e Reino Unido, ameaçaram usar força militar contra o regime de Bashar al-Assad por ele ter violado a lei internacional. Rússia, China e Irã, aliados do governo sírio, repudiaram a possibilidade de ataque contra a Síria e afirmaram que o motivo citado, o uso de armas químicas por militares de Assad, era baseado em informações equivocadas ou, de acordo com eles, totalmente falsas.
 
Enquanto isto, os Estados Unidos mobilizaram e posicionaram navios de guerra na costa da Síria em preparação para a ofensiva militar, que ainda dependia de aprovação do congresso do país. A Rússia seguiu se opondo a solução militar norte-americana e negociou uma proposta com o governo sírio de destruição do seu arsenal químico. Em 14 de setembro, Estados Unidos e Rússia firmaram um acordo para pressionar o governo sírio a entregar, em um prazo de uma semana, informação sobre seu arsenal de armas químicas. Em 21 de setembro, o regime de Bashar al-Assad cumpriu parte do acordo inicial e entregou um inventário com todo o seu arsenal químico, primeiro passo para começar seu desmantelamento.
 
Em 16 de setembro, a ONU divulgou relatório da inspeção feita na Síria, no qual confirmou que foram utilizadas na guerra civil, o que constitui um crime de guerra e uma grave violação de resolução internacional sobre o tema. Segundo o secretário-geral da organização, Ban Ki-moon, a missão das Nações Unidas conseguiu examinar foguetes e fragmentos de mísseis que podem carregar componentes tóxicos que haviam sido utilizados na região investigada e que continham amostras de gás sarin.
 
Em 27 de setembro, o Conselho de segurança das Nações Unidas aprovou, por unanimidade, uma resolução que formalmente obriga o governo da Síria a entregar seu arsenal químico, mas não prevê consequências militares caso isso não aconteça. Já em 6 de outubro, a ONU confirmou que uma equipe de especialistas internacionais destruiu ogivas, bombas e equipamentos em posse do regime de Assad que poderiam misturar produtos químicos. Este seria o primeiro passo de um longo processo que visa desmantelar o arsenal de armas químicas do país.
 
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