Victor de Pinho Martins Coelho, 10º - Auditor-Fiscal da Receita Estadual (SEFAZ GO)

Já conhece a história de sucesso de Victor de Pinho Martins Coelho? Veja mais depoimentos de alunos do TEC!

Olá pessoal,
 
Meu nome é Victor de Pinho Martins Coelho, natural e residente em Belo Horizonte, e vim aqui compartilhar um pouquinho dessa jornada de concursos até a sonhada aprovação no cargo de Auditor Fiscal em 10º lugar no concurso da SEFAZ GO/2018.
 
Desde quando eu estava no ensino médio e na faculdade eu sempre falei em fazer concurso como uma segunda opção, caso eu ou a engenharia não estivéssemos vivendo um bom momento. Inclusive quando fazia estágio vi a empresa que eu estava sofrer com os efeitos da crise e muita gente sendo demitida, e já até comentava com colegas essa possibilidade, alguns me incentivavam, outros nem tanto. Quando me formei Engenheiro Civil, em agosto de 2015, o mercado continuava ruim e eu já havia sido desligado do estágio, e a melhor proposta de emprego que tive era para o interior do RJ e com um salário mais de 7 vezes menor do que o do cargo que passei. Quando recebi essa proposta já havia começado a estudar por conta própria em meados de outubro de 2015, mas estava muito devagar, e não posso negar essa proposta mexeu muito com a minha cabeça, tendo perdido dias ou semanas com isso na cabeça, mas tive que tomar uma decisão que determinaria os rumos da minha vida em diante. Meu pai, que também é Auditor Fiscal (Receita Federal), me disse nessa situação que se eu quisesse aceitar o emprego me apoiaria (pois acredito que precisaria de uma ajuda inicial para me estabelecer em outra cidade), mas disse também que eu tinha uma segunda opção, que era estudar para concursos fiscais. E depois de muito conversar com ele, minha mãe e minha namorada, decidi recusar a proposta e focar só em estudar, mesmo com muita gente achando que eu estava fazendo uma loucura.
 
Depois dessa decisão eu continuei os estudos em casa, assistindo vídeo aulas com materiais que um amigo, e incentivador, já havia me dado. O início foi ótimo, mas chegando ao fim do ano a coisa desandou e já não tinha pique pra estudar, por duas razões: sempre odiei estudar e porque era muito preguiçoso pra estudar sozinho. Então eu meio que parei de estudar e resolvi fazer um cursinho presencial (quando ainda existiam) que começaria em janeiro seguinte (2016). Me matriculei no cursinho e não estudei quase nada até começar o curso, que foi adiado para fevereiro e, portanto, fiquei mais tempo ainda sem estudar. O curso enfim começou e eu ia às aulas, mas chegava em casa e não estudava muito, apenas fazia exercícios e dormia. Então, como durante toda minha vida, meus pais começaram a me cobrar por não estar estudando, mas o cursinho faliu em setembro, e fiquei um mês atoa em casa, até conseguirmos reunir professores que terminaram o curso em outro cursinho aqui na cidade que disponibilizou o espaço.
 
O curso presencial me deu uma boa base à época, mas nunca seria suficiente, e como eu não sabia estudar sozinho e via que o tempo estava passando, eu comecei a desesperar e não sabia o que fazer. Cheguei a cogitar começar a tomar Ritalina (aquele remédio controlado para pessoas com TDAH) pra me dar mais foco e fui ao psiquiatra, que não queria me receitar de forma alguma pois dizia que eu não precisava, mas de tanto eu pedir ele me deu uma receita e comprei uma caixa. Tomei 2 dias e tive muito mal-estar e decidi não usar aquilo e joguei fora. Mas a partir daí eu sabia que tinha que fazer algo, pois já tinha passado um ano e não tinha engrenado. Foi então que pensei em fazer algo diferente e contratar uma consultoria, a qual já tinha ouvido falar de uma colega dessa vida de concurseiro. Conversei com meu pai que me apoiou e se dispôs e investir e corri atrás e logo comecei. Um dos grandes acertos da consultoria que me ajudou bastante foi me mandar metas com cadernos de questões já montados do TEC. Foi aí que meu estudo atingiu outro patamar. Pois o grande diferencial de todo concurseiro é saber fazer a prova. E como se aprende a fazer a prova?! Fazendo questões! Muitas, centenas, milhares! E nisso o TEC com seu enorme banco de questões, e a maioria comentada, te ajuda em todos os aspectos. Você só aprende mesmo, resolvendo questões, pois assim você consegue enxergar seus pontos fortes e fracos em cada disciplina. É comum estudar uma matéria e achar que aprendeu e depois ir resolver questões e ter um desempenho não tão satisfatório como se pensava que teria. Aí então entra a importância das questões e de se resolver muitas, pois assim você consegue acompanhar seu desempenho, o quanto você está realmente sabendo daquela disciplina e o que precisa estudar mais.
 
Aconteceu algo curioso comigo durante a preparação: fiz a prova para o cargo de nível médio para a Câmara Municipal de Belo Horizonte, em março de 2018 – enfrentávamos uma seca de concursos fiscais – e resolvi fazer essa prova para testar meus conhecimentos já que eu já tinha estudado tudo e não precisava estudar nada além, embora fosse uma prova de nível médio. Eu pensei vai que eu passo, seria bom um dinheirinho morando em casa. Então, no mesmo dia da prova meus amigos marcaram um churrasco que todos poderiam comparecer, menos eu. Lá fui eu fazer uma prova que não me interessava muito e que eu esperava que fosse necessário fechar para passar, então fiz a prova meio que nas coxas, mas foi uma prova curta, então eu terminei a prova e a redação antes do tempo mínimo (eu corri um pouquinho pra acabar rápido rsrs) e fui para o churrasco. Tempos depois saiu o resultado e eu estava dentro das vagas, comemorei feito um louco, pois era minha primeira prova e fiquei muito surpreso, e contei para todo mundo. Eis que veio baque, aquele resultado era só da prova objetiva e ainda tinha a correção da  redação, que tinha peso muito maior, ou seja tudo poderia mudar (e nunca fui bom em redação). Foi um sofrimento ter que falar pra todo mundo que tinha me equivocado e que ainda não tinha passado. Foi um longo mês até o resultado da redação, que de fato mudou e caí pra 93º sendo que eram 52 vagas, e olha que foi a maior nota de redação da minha vida, fiquei fora por meio ponto. Ficamos tristes aqui em casa por conta disso. Mas no fim das contas foi a melhor coisa que me aconteceu, pois no dia que saiu o edital da SEFAZ/GO chamaram o pessoal das vagas para assumir na CMBH, e se eu tivesse passado, poderia ter entrado e acomodado e não estudado como estudei focado para a prova de Auditor, que era o meu foco.
 
Quando saiu o edital da SEFAZ/GO no fim de junho de 2018 eu nunca havia pensado em fazer concursos para SEFAZ estaduais, pois sempre quis fazer RFB – acho que como todo concurseiro fiscal inicia –, pela possibilidade de voltar pra casa. Mas como o período era de seca, não havia perspectiva do concurso da RFB e eu já tinha uma boa base de quase 3 anos estudando (sendo um daquele jeito mais ou menos) decidi prestar o concurso. O pós-edital foi um período tenso. Foi quando mais estudei em toda minha vida. Tive que revisar muitas matérias e fazer muitos exercícios – olha a importância do TEC aqui, e aprender toda a legislação estadual e matérias diabólicas como Tecnologia da Informação (que agora é uma tendência – certeza – em quase todos os concursos da área fiscal), Lei de Responsabilidade Fiscal, e História de Goiás. Eu, que levava o estudo num ritmo tranquilo, em 35-40horas por semana, vi no pós subir para 50-55horas por semana. No pós-edital eu fiz tantos exercícios de contabilidade da FCC (♥) que achava que os cadernos estavam vindo errados, pois houve exercícios que que refiz mais de 4 vezes, e o que é pior: às vezes eu acertava 4 vezes e errava na quinta (????? loucura). Hoje eu tenho plena consciência que sem ter feito o tanto de exercícios que fiz (foram mais de 7600 questões resolvidas ao todo durante o pós edital), eu não teria chegado na prova e resolvido, por exemplo, contabilidade no automático, como foi. Ou seja, o TEC foi importantíssimo na minha aprovação !
 
Sobre meu estilo de estudo: eu estudava no pré-edital focado na Receita Federal, e estudava em média 6h30 a 7h30 líquidas por dia, o que equivale a mais ou menos 8-9h brutas de estudo por dia. Já no período de pós-edital da SEFAZ/GO, estudava entre 9h30-10h30 líquidas entre segunda e quinta (ou seja, começava umas 9h e parava 00h – logicamente com pausas durante o dia) e 7h30-8h30 líquidas na sexta (parava mais cedo pois eu me dava os fins de semana pra descansar e sair). Outra coisa que julgo de extrema importância é que durante toda minha preparação, sempre tentei levar uma vida menos estressante possível. Como nunca gostei de estudar, reservava as noites de sexta e os sábados e domingos inteiros para descansar, curtir e sair com minha namorada, Jéssica, e fazer as coisas que gosto como jogar videogames, ir ao Mineirão e ver seriados. Sempre fiz isso, no pré e no pós-edital, eu não estudava aos fins de semana e saía às vezes durante a semana, ia aos jogos de Libertadores e Copa do Brasil, ou para bares com a Jéssica e nossos amigos. Mas para isso eu sempre estava com as metas em dia, era o mínimo. Enfim, essa foi minha trajetória.
 
Aqui vão alguns conselhos:
 
-A maior pressão que vão enfrentar é a pressão interna, a dúvida, a incerteza se iremos atingir o objetivo ou não. Então tentem controlar ao máximo esse tipo de estresse, e uma das maneiras é evitar redes sociais, principalmente quando sentir que aquilo está te frustrando ainda mais ao ver a vida perfeita de amigos que estão saindo e viajando enquanto estamos sentados em casa estudando. Lembrem-se, as redes sociais só mostram a parte boa da vida das pessoas, ninguém sabe os problemas e as lutas que as pessoas estão passando por trás daquela viagem maravilhosa que eles estão postando de hora em hora.
 
-Se ponham um prazo razoável, principalmente aqueles que trabalham, para não se frustrarem rapidamente e desistirem. Concurso, em regra, é um projeto de longo prazo. Lógico que há pessoas que passam em tempos recordes, mas não podemos nos basear por elas, pois se não conseguirmos o êxito rápido vamos desistir. Eu, por exemplo, comecei a estudar entre 24 e 25 anos, e coloquei como meta passar até os 30 anos e atingi esse objetivo aos 27. Concordo que foi uma meta bastante generosa, mas se eu tivesse colocado 2 anos, teria me frustrado já e talvez tivesse desistido, já que não houve concurso e demorei um ano pra engrenar o estudo – e depois que comecei a conversar com muitos concurseiros, descobri que esse “ano perdido” é mais comum do que eu imaginava, pois muita gente passa por esse período de dificuldade. Atenção eu disse muita gente, não todos!
 
-Saiba de seus pontos fortes e suas deficiências, se você sentir que não está progredindo, aumente a carga horária de estudos, troque seus métodos. Se sentir que está evoluindo, se dê recompensas a cada certo número de tarefas batidas, pois isso serve como forma de motivação, como por exemplo, se permita assistir um seriado que goste ou jogar uma partida (só uma!) de algum jogo que goste, enfim, isso ajuda.
 
-Não encare outros concurseiros como concorrência, pois na hora da prova você compete contra si mesmo. O seu maior concorrente é você mesmo, é o seu psicológico e emocional. Concurseiros são futuros colegas de profissão e devem se ajudar!
 
-Sobre a última semana, que é de extrema importância, diminua o estresse! Revise o máximo que conseguir, principalmente aquilo que está fraco e o que tem maior peso, mas faça coisas que goste para relaxar. Eu, por exemplo, na semana da prova da SEFAZ GO eu fui ao Mineirão na quarta feira assistir a um jogo do Cruzeiro na Copa do Brasil e cheguei em casa de madrugada (não seria uma noite que me prejudicaria) e na sexta feira antes de viajar para Goiânia, fiz questão de encontrar a Jéssica e sair pra comer alguma coisa, o que foi muito importante, pois devemos sempre ter aquelas pessoas que amamos por perto nessa hora, para nos passar tranquilidade e confiança.
 
-Na véspera da prova eu reli tudo que pude sobre a legislação tributária (que tinham maior peso e dentre as de peso 2 era a que tinha maior dificuldade), mas também relaxei um pouco na piscina do hotel. E fui agraciado com várias questões sobre assuntos que li no dia anterior e estavam frescos na memória.
 
Uma curiosidade sobre a prova que passei: quando saí da prova eu sentia que seria eliminado, saí derrotado, nunca tinha ficado até o último minuto em uma prova, nunca tinha saído tão exausto de uma prova. Fui para o aeroporto esperar o voo e não quis corrigir os gabaritos extraoficiais que estavam sendo divulgados a todo instante – como sempre foi do meu feitio querer corrigir o mais rápido possível. Só fui corrigir o gabarito no dia seguinte quando saiu o oficial, junto com a Jéssica, e a cada questão certa o sorriso ia aumentando. Até que somei e tinha contado 147 pontos. Então fiquei sabendo que existia um ranking, e quando coloquei o gabarito para minha surpresa eu tinha feito 157 (tinha somado errado hahaahha) e estava entre os primeiros, daí começou a angústia boa, pois foi um mês de ansiedade até o resultado, olhando toda hora o ranking. Já não conseguia estudar mais nem fazer nada, mas no fim deu tudo certo e estava nas vagas! Mas a lição que fica, nem sempre a impressão que temos ao final da prova é a que fica!
 
Eu sempre digo, pra passar a gente precisa de competência, sorte e um bom controle emocional e psicológico. A sorte te ajuda, mas só com ela você não passa, mas você também passa sem ela. Agora sem um dos outros dois: competência (lê- se conhecimento adquirido com muito estudo e dedicação) e controle do seu emocional e psicológico, não tem como passar. Se você enxerga em você falhas em algum desses dois aspectos, corrija-as enquanto há tempo.
 
Por fim quero agradecer a minha família, meu pai e minha mãe por sempre me apoiar e me cobrar quando era preciso (não precisa mais agora né?! Por favor!!! hahaha), meu irmão por também ter apoiado e nunca me julgado por ter escolhido esse caminho, e que pelo contrário, pensa em seguir meus passos e do nosso pai. Agradeço a minha namorada, Jéssica, pois você foi muito importante nessa jornada, seja me apoiando nessa escolha, seja compartilhando comigo os momentos felizes, mas também nos momentos de tristeza e dúvidas (Te amo muito!). Agradeço também aos meus amigos que me apoiaram nessa escolha e não me julgaram (o que é muito comum quando escolhemos esse caminho). E por fim, agradeço ao  TEC CONCURSOS que foi de suma importância para minha aprovação. Agradeço também aos professores que contribuíram com materiais, aulas e muitos comentários de questões durante esse caminho.
 
Um abraço a todos! E não desistam desse sonho, porque o nome no diário oficial não tem preço.
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