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Victor Cabral Cavalcanti de Melo, 3º - Analista Administrativo de Procuradoria - Gestão Pública (PGE-PE)

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Iniciei meus estudos para concursos em fevereiro de 2016, após completar um ano desempregado e vendo as oportunidades de trabalho na iniciativa privada reduzirem em decorrência da recessão econômica do país.

Optei por direcionar meus estudos para a área fiscal, focado principalmente no concurso da Receita Federal. O principal fator para essa escolha foi ter um primo aprovado no concurso de 2014 e meu sogro também trabalhando como Auditor Fiscal há muitos anos. Como em 2016 praticamente não houve concursos para a área fiscal, o ano foi dedicado para fortalecer a minha base nas disciplinas da área.

Em junho de 2017 o cenário finalmente começou a ficar mais favorável para os concursos. Saiu o edital para o TCE-PE e eu resolvi me dedicar exclusivamente para esse concurso. Na época minha namorada tinha um cargo comissionado trabalhando para uma conselheira substituta do órgão e me dizia que era um ótimo local para trabalhar. Foram cerca de 90 dias de muito estudo e acabei obtendo um desempenho satisfatório na prova para o cargo de Auditor de Controle Externo, sendo classificado no cadastro reserva e ainda deposito minhas esperanças em uma nomeação como excedente até o final da validade do concurso.

O TCE-PE foi o primeiro de vários concursos que viriam a seguir. Fiz concursos para a área de tribunais na esperança de conseguir pelo menos uma aprovação e garantir um cargo enquanto estudava para a área fiscal, que era meu principal interesse. Em 2018 começaram a aparecer os concursos para essa área e eu fiz as provas do ISS São Luís, Sefaz GO e Sefaz SC, além de ter prestado em 2019 os concursos do ISS Petrolina, Sefaz BA, ISS Campinas e em 2020 Sefaz DF e Sefaz Alagoas. De todos esses, meu melhor resultado foi em São Luís, aprovado no cadastro reserva e com boas perspectivas de ser chamado dentro da validade do concurso. Na Sefaz DF estou aprovado para a segunda fase e farei a prova discursiva.

No meio de tudo isso, surgiram mais dois concursos em Recife, cidade onde moro. O concurso da prefeitura e o concurso da PGE-PE. No da prefeitura fui bem e fiquei muito próximo das vagas. Achava que poderia ser nomeado como excedente, mas chamaram apenas as vagas do edital e, por ora, não se tem falado na possibilidade de nomear mais aprovados.

Já a prova da PGE-PE foi uma grata surpresa. Fiz a prova sem ter estudado especificamente para esse concurso, pois na época estava focado na Sefaz BA. Cheguei na sala, recebi minha prova e comecei a marcar as alternativas, sem pressão nenhuma. A prova também teve uma discursiva com um tema específico do edital. Uma das questões da discursiva era sobre um assunto do qual eu nunca havia estudado a respeito. Tive que respirar fundo e escrever tudo o que sabia sobre o tema geral. No final, acabei a prova restando mais de uma hora para que eu pudesse sair levando o caderno de questões. Não quis nem saber. Entreguei tudo e fui para casa descansar.

Um mês depois, a surpresa: fiz 90 pontos líquidos dos 120 da prova objetiva e tirei praticamente a nota máxima na discursiva, que valia 40 pontos, perdendo apenas alguns décimos por erros gramaticais. Com esse resultado, acabei classificado em 3º lugar.

Foi uma boa notícia, mas não comemorei com tanta emoção assim, pois tenho esse concurso como um concurso escada, uma vez que o salário nem se compara com o de um auditor fiscal. O resultado pelo menos representou um alívio para quem já estava estudando há três anos e não havia passado em nenhum concurso ainda.

Todavia, estamos prestes a completar um ano da prova e o concurso sequer foi homologado. Havia uma discussão judicial em curso porque todos os cargos administrativos na PGE-PE estavam ocupados por comissionados. Semana passada, inclusive, o STF declarou inconstitucional as leis complementares estaduais que permitiram o ingresso sem concurso de cerca de 400 servidores na PGE-PE e em outros dois órgãos do governo de Pernambuco. Uma notícia favorável para os aprovados, mas ainda não temos nenhuma ideia de quando seremos chamados.

E agora estamos no cenário de pandemia. Diminuí meu ritmo de estudos, pois em casa não consigo me concentrar tanto quanto na sala de estudos que estou desde que comecei a estudar para concursos. Atualmente dedico parte do meu tempo estudando para a discursiva da Sefaz DF e parte para os concursos de Tribunais de Contas que estão com editais publicados e suspensos.

O cenário atual me preocupa, pois estamos num momento de grande incerteza. Tenho muito medo de que meus esforços possam ser em vão caso os problemas gerados pela pandemia acabem dificultando gravemente o universo dos concursos públicos. Mas, por outro lado, se eu olhar para a iniciativa privada, sei que o retorno ao mercado será igualmente difícil. Não resta outra alternativa a não ser tentar manter o foco nos estudos e seguir firme até atingir a aprovação que eu desejo. Se, quando a pandemia passar, eu não conseguir ser aprovado nos concursos que almejo porque fiquei desestimulado para estudar, isso seria um duro golpe para mim.

Não há outro caminho. Concurso público é a escolha que eu fiz. Já dediquei 4 anos de minha vida para alcançar esse objetivo e não posso desistir agora. Só paro quando chegar lá.

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