Guilherme Giovanelli Gaspar, 5º - Auditor Fiscal da Receita Estadual (SEFAZ MA)

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Fala Concurseiros!!!

Meu nome é Guilherme Gaspar, sou formado em Engenharia pela UFSCar, área que atuei de 2007 até 2015. A vida de recém-formado em engenharia nunca foi muito fácil, com a crise de 2008 quase não tinha vaga no mercado, então quem arranjava emprego naquela época tinha que agarrar com unhas e dentes e dar o máximo de si. E foi assim, era trabalho estressante o dia todo e pós-graduação a noite, chegava em casa só para dormir e no outro dia começava tudo de novo, um looping infernal. Por isso cogitei concurso pela 1ª vez em 2011, resolvi baixar uma prova da Receita Federal, mas ao ver o nível das questões (nunca havia estudado Direito) tomei um baita susto, pois nem os exercícios de matemática eu conseguia resolver. Enfim, resolvi deixar quieto e seguir a vida.

Foi apenas em 2014 que minha trajetória nos concursos de fato começou. Alguns amigos passaram na SEFAZ-SP em 2013, o que me animou bastante, pois parecia ser algo possível. No começo eu tentei conciliar trabalho e estudo, pensava que abriria um novo ICMS-SP com mais 800 vagas já em 2015! Estudava 10 horas por semana e acreditava que teria alguma chance... fui inocente, prestei ISS-SP e SEFAZ-RS (2014) e obviamente fui muito mal! Esses tombos me fizeram abrir os olhos, percebi que o período de vacas gordas na área fiscal havia passado e só teria chance se a dedicação fosse integral. Assim, pedi demissão, voltei para a cidade dos meus pais e comecei a estudar de verdade em 2015.

Resolvi encarar meu estudo igual a um trabalho formal, estava determinado, cumpriria SEM INTERRUPÇÕES a mesma rotina que eu tinha na empresa. Começava pontualmente 8:00h, parava para almoçar por uma hora e voltava firme até as 18:00h. Duas vezes na semana fazia uma pausa para exercícios (natação ou academia), fora isso, faça chuva ou sol eu estava lá, perdia confraternizações de família, bar com amigos, etc.. Final de semana eu descansava e tirava minha cabeça dos concursos.

Interessante como o corpo acostuma rápido, nem via a hora passar. Uma das minhas táticas era ler teoria de manhã (pessoalmente funcionou melhor) e de tarde era só exercício, ou seja, TEC na veia. A cada mês eu fazia minha própria programação de estudo, com horários por matéria. Em regra, eram no máximo 2 horas por matéria para não ficar algo maçante. Sempre priorizava as duas principais disciplinas para área Fiscal (Contabilidade e Direito Tributário), mas não deixei de lado as matérias menos importantes como Civil, Penal, Empresarial ou Economia. Os primeiros quinze minutos do dia eu revisava o que havia aprendido no dia anterior e a 1º hora da segunda-feira fazia uma revisão semanal. Tinha meus próprios resumos no Word, o que facilitava as revisões, pois todas atualizações recentes eu colocava em uma cor de texto diferente.

Como meu objetivo na época era SEFAZ-SP foquei bastante na FCC e creio que foi um acerto, pois a esmagadora maioria das provas na área de Fiscal era dessa banca, sem contar que eu sempre achei suas questões mais objetivas (e melhor para aprendizado) do que as da CESPE ou ESAF (que descanse em paz!).

No final de 2015, após um ano de estudo focado, já me achava preparado para pelo menos competir. Prestei o ISS-Niterói (FGV) e novamente um banho de água fria. Mas dessa vez aprendi com um erro, havia dormido muito mal no dia da prova, para economizar Hotel rachei quarto na casa de um colega, o resultado foi que antes de começar a prova já sabia que não passaria. Foi aí que aprendi a importância da preparação do ambiente para o dia da prova. Eu não cometeria mais esse erro, não economizaria na próxima vez.

Assim segui minha rotina, passou mais uns meses até chegar praticamente junto os editais de ISS-Teresina e ICMS-MA. Preferi tentar um tiro certeiro e larguei mão de Teresina, assim foi foco total no Maranhão. No pós-edital é que o estudo fica realmente sério, passei a incluir sábados, além de toda manhã sem exceção focar na matéria específica (Legislação!!). Nas outras matérias, apenas fazia exercício para manter o nível, não é tempo de aprender e sim de memorizar o máximo de informação possível.

Fazia várias listas no TEC, e depois refazia a lista apenas com questões que eu errava ou tinha dúvida; Refazia quantas vezes fosse necessário até acertar 100% dessa lista, ou seja, queria chegar na prova com a mentalidade de que só erraria algo que nunca caiu. Na semana da prova peguei mais leve para não chegar muito cansado. Essa foi minha rotina para conseguir a aprovação, fiquei em 5º lugar na prova da SEFAZ-MA, uma sensação de alívio e realização por saber que todo o esforço valeu a pena.

Em 2018 já havia desistido de estudar, pois jurei para mim mesmo que não abriria mais um livro tão cedo. Mas ao sair o edital da SEFAZ-SC eu e minha noiva decidimos que seria nossa última cartada. No começo foi difícil retomar a rotina de estudo, tive que conciliar com o trabalho, então acordava bem cedo e estudava também de noite e aos finais de semana. Como já tinha conhecimento das matérias básicas, li meus resumos e foquei forte nos exercícios, muitas repetições novamente. Salvo a matéria específica de Legislação e TI que tive que entrar na teoria por meio de PDF. Achei a prova bem difícil, imaginei que minhas chances eram baixas, porém para minha surpresa consegui ficar em 14º.

Essa foi minha história, se eu pudesse resumir o que me ajudou na aprovação, diria que foi o seguinte:
 
  • 1º Disciplina: não interrompia meus estudos por nada, fugia de facebook, WhatsApp, também não fazia interrupções longos períodos (semanas ou  meses) para descansar, o estudo era contínuo.
  • 2º Persistência: não estipulei um período para aprovação, mantive na cabeça que só iria parar quando passar!
  • 3º EXERCÍCIOS! Fiz até cansar, repetia, repetia e repetia! No fim o que importa é marcar o “X” no lugar correto.

Espero ter ajudado de algum modo e boa sorte!
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