Daniela Martins Garrido, 56ª - Auditor Fiscal da Receita Estadual - Auditoria e Fiscalização (SEFAZ SC)

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Meu interesse por concursos públicos começou no final de 2016. Eu estava na faculdade e comecei a pensar na hipótese de estudar para um cargo público, mas não sabia para qual, muito menos por onde começar. Falava-se muito da remuneração, estabilidade, mas eu sabia que depois de algum tempo, eu precisaria estar realizando uma atividade da qual realmente gostasse. Pesquisando sobre o assunto, acabei me apaixonando pela área fiscal e decidi estudar para a Receita Federal.

Comecei a estudar de forma realmente séria no segundo semestre de 2017. Porém, antes disso, eu já havia conhecido o TEC. Explorando a plataforma e arriscando resolver algumas questões, pude ver com o que eu tinha facilidade e que eu tinha diversos pontos fracos que precisavam de uma atenção maior, o que me fez procurar orientação da minha coach Karine Waldrich, que me guiou o tempo todo durante meus estudos.

Experimentei outros sites de questões comentadas, mas o único que atendeu às minhas necessidades completamente foi o TEC. Eu gostava de todos os aspectos oferecidos: a plataforma responsiva (que me permitiu continuar resolvendo questões facilmente mesmo quando fiquei sem computador), a possibilidade de resolver questões de vários assuntos aleatoriamente, as estatísticas de acertos, o acompanhamento da evolução, os comentários dos professores. O uso do site serviu para a correção das minhas falhas, aprimoramento dos meus pontos fortes e para me manter motivada.

Quando comecei a estudar, eu sequer lembrava como somar frações (sem exageros!). Eu tinha trauma de matemática. Acontece que minha obsessão em me tornar auditora-fiscal era tão grande que eu estava determinada a superar qualquer bloqueio. Passei a encarar o estudo como um jogo... algo como um Sudoku extremamente difícil (rs). A partir desse momento, tudo que antes era um trauma passou a ser um desafio divertido e intrigante. O estudo, apesar de cansativo, era leve, porque era algo que eu realmente gostava de fazer.
 
Eu trabalhava por conta própria, como artista e tradutora freelancer, então muitas vezes tinha dias completamente livres para estudar, mas minha rotina era bastante imprevisível, pois como eu não tinha um salário fixo, não podia me dar ao luxo de recusar qualquer trabalho, fosse domingo, feriado, madrugada. Decidi que estudaria 6 horas líquidas diárias com um dia de descanso na semana, e comecei a guardar um pouco do que eu ganhava para formar uma reserva financeira e poder me dedicar integralmente ao estudo quando o edital saísse. E assim foi, com o estudo focado integralmente no edital da Receita Federal. Até que chegou setembro de 2018 – e com ele veio o edital da SEFAZ de Santa Catarina. 

Eu estava na dúvida se deveria mudar de foco tão repentinamente, afinal, teria apenas 2 meses até a prova e nunca havia estudado Legislação Tributária Estadual, Economia, Direito Civil/Penal/Empresarial, TI. Poderia acabar não chegando competitiva para a prova de SC e seriam 2 meses perdidos, sem os estudos das disciplinas específicas para a Receita Federal. Conversando com a minha coach, decidi arriscar. Abandonei o trabalho, a vida social, sumi do mapa. Só meus pais, meu namorado e minha coach recebiam um sinal de vida meu de vez em quando (rs). Aumentei a carga horária, eliminei meu descanso semanal e cronometrava 8 horas de estudo, mas acabava estudando mais do que isso, porque mesmo depois de finalizar o que havia planejado, eu continuava estudando alguma coisa. Resolvi muitas questões, li as leis secas inúmeras vezes, usei livros, PDFs e vídeos. Acredito que cada tipo de material tem um benefício diferente e o melhor é aproveitarmos o que cada um deles tem a oferecer.
 
Escolhi Joinville para fazer a prova. Viajei um dia antes de carro com meu pai e fiquei revisando os últimos detalhes no caminho. Estava confiante, especialmente por causa da quantidade de questões que resolvi. Chegou um ponto que eu já havia resolvido tantas questões que dificilmente alguma me surpreendia, e na hora da prova não foi diferente – era como resolver questões no TEC. No site, eu sempre clicava nas alternativas que imediatamente via que estavam erradas para riscá-las e isso me ajudou a aprender a resolver questões rapidamente. Fiz o mesmo na prova – riscava as alternativas absurdas, nitidamente incorretas, o que me permitia analisar mais cuidadosamente apenas quando eu não encontrava o erro óbvio. Não teria aprendido a fazer isso se o TEC não tivesse essa funcionalidade.

Saí da primeira prova meio desanimada. Sabia que meu pior desempenho seria nela, porque Economia e Direito Civil/Penal/Empresarial não foram minhas prioridades, mas ainda assim saí da sala me sentindo abatida. Conversei rapidamente com meu namorado, que me deu uma força, minha coach também falou um pouco comigo e acalmou minha cabeça. Dormi logo depois de jantar e acordei me sentindo melhor. Eu ia entrar na luta, porque praticamente metade do meu tempo era dedicado ao estudo de Legislação Tributária e estava muito firme em Direito Tributário e Contabilidade. Saí da P2 com outra sensação, parecia que eu tinha ganhado aquele round (rs). Isso me deu confiança para enfrentar a P3.

Preenchi o gabarito e decidi não anotar minhas respostas... e me pergunto até hoje como pude ter feito isso comigo mesma (rs). Eu lembrava tudo que tinha marcado, exceto uma questão de TI, que não lembrava a alternativa que eu tinha escolhido... então presumi que havia errado, pra não ficar criando expectativas. Fiquei angustiada até sair o resultado preliminar. Estava estudando para a prova do Rio Grande do Sul, porque caso não tivesse passado em Santa Catarina, chegaria mais firme para a próxima prova. Mas não conseguia me concentrar. Memorizei facilmente todas os detalhes da legislação catarinense, mas simplesmente não conseguia “trocar” as informações de Santa Catarina pelas do Rio Grande do Sul. Minha cabeça estava em SC. Eu me pegava frequentemente revendo a prova, tentando lembrar o que eu tinha marcado naquela questão de TI... eu achava que tinha marcado o que a banca havia dado como correto, mas não conseguia ter certeza. Toda vez que tentava resolver uma questão com base nas leis do Rio Grande do Sul, errava porque estava com a lei de Santa Catarina na cabeça.

Chegou então o dia 3 de janeiro, dia anterior ao marcado para o resultado. Não consegui dormir. Tirei algumas sonecas rápidas até o dia seguinte, quando saiu então o resultado preliminar – eu havia acertado a bendita da questão de TI – e ESTAVA DENTRO DAS VAGAS!!! Não conseguia nem acreditar. Meu coração estava disparado, atualizei a página inúmeras vezes pra ver se eu estava mesmo vendo direito. Não sabia se ria, se chorava, acabei não fazendo nada, fiquei anestesiada. Só caiu a ficha mesmo no dia 21 de janeiro, quando o resultado foi anunciado como final. Eu estava em Florianópolis, tirando férias pela primeira vez desde que havia começado a estudar, e comecei a gritar no hotel “AUDITORA-FISCAAAAL!!!” (rs)

Meu conselho é o mesmo dos colegas aprovados: não desista. Determine uma meta desafiadora e busque-a. Encare suas dificuldades. Nada resiste a muitas horas de estudo. Acredite que você é capaz, mesmo que você não se sinta capaz agora. É só uma questão de tempo e dedicação.
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