Questão sobre Teoria das Vantagens Comparativas

Por: André Nahon Góes

Salve!

Que tal uma questãozinha de Relações Econômicas Internacionais? 🙂

(Analista de Comércio Exterior/MDIC/2008 – CESPE) A internacionalização crescente do espaço econômico faz que o estudo da teoria do comércio internacional, incluindo os aspectos macro e microeconômicos das economias abertas, seja fundamental para uma inserção adequada no cenário mundial. Acerca desse assunto, julgue o item.

De acordo com o modelo ricardiano, as vantagens comparativas, baseadas em diferenças nos custos de produção, na demanda e na presença de economias de escala, justificam a existência do livre comércio entre países e se traduzem em ganhos adicionais para consumidores e produtores domésticos.

Questão ERRADA.
 

Teoria das Vantagens Comparativas (ou Teoria dos Custos Comparados) explica o comércio internacional mesmo quando um país é mais eficiente na produção de todos os bens. Assim, de acordo com David Ricardo, cada país deverá especializar-se na produção de bens nos quais seja relativamente mais eficiente.

Quatro críticas são postuladas à teoria ricardiana, por Paul Krugman, quais sejam:
 

·       A Teoria das Vantagens Comparativas exige um grau de especialização que não existe na realidade;
·      Tanto à teoria ricardiana, quanto a Teoria das Vantagens Absolutas de Adam Smith não reconhecem outros fatores de produção (apenas o trabalho);
·        A Teoria não considera o impacto do comércio internacional na renda interna;
·        O modelo não considera que uma das causas do comércio internacional são as economias de escala.

Além disso, concluímos que as vantagens comparativas se encontram no menor custo de produção. Os países, desse modo, especializam-se na produção de bens nos quais possuem menor custo de oportunidade (maior eficiência relativa), a fim de comercializá-los livremente. Em outros termos, o país X deverá importar os bens em que possuam o maior custo de oportunidade e exportar os bens em que possuam o menor custo de oportunidade. Com isso, todos ganham no comércio internacional.

Ao contrário do que prega o enunciado, todavia, o modelo ricardiano não considera que uma das causas do comércio internacional sejam as economias de escala, o que torna a utilização desse modelo inviável para explicar-se os fluxos de comércio entre países com sistemas produtivos semelhantes.

Forte abraço!

André Nahon Góes

Formação Acadêmica Mestrado em Avaliação (Fundação Cesgranrio) e MBA em Gestão Empresarial (UVA) – ambos em andamento. Especializações em Gestão de Organizações em Ciência e Tecnologia (Fiocruz), Relações Internacionais (UNILASSALE) e Políticas Públicas (UFF). Bacharelado em Ciências Sociais (UFF) e International Baccalaureate (Impington Village College/Cambridge, Inglaterra). Extensão em Economia Internacional (FGV), Modern History (Virginia University/EUA) e Principles of Microeconomics (University of Illinois/EUA). Formação em Língua Inglesa pela(o) Cambridge Academy of English (Cambridge, Inglaterra), Canada Language Centre (Vancouver, Canadá), CCAA e Sociedade Brasileira de Cultura Inglesa. Experiência Profissional Estágio em Administração de Empresas (Buenos Aires, Argentina), Gerências Executiva e Comercial, Consultoria e Supervisão de Vendas em empresas brasileiras. Ensino de Inglês, Política Internacional e Sociologia em universidades e escolas de idiomas no Rio de Janeiro e em Brasília. André Nahon Góes é Analista de Gestão da Fiocruz - 2a colocação no concurso público de 2010. Exerceu a chefia de Comércio Exterior do Instituto de Tecnologia em Fármacos e, atualmente, está lotado na Assessoria Executiva desse Instituto.