Questão de Lógica do INSS

Por: Vítor Menezes

A questão abaixo foi retirada do concurso do INSS 2008, feito pelo Cespe. É uma questão que desperta muitas dúvidas nos alunos, que acabam confundindo "equivalência lógica" com "valoração lógica". Vários alunos acertam a questão, mas pelo motivo errado, aplicando equivalência numa questão que não trata deste assunto.
 
O detalhe é que acertar uma questão "por sorte" acaba maquiando a falha conceitual, e propiciando que, em outra questão, o candidato acabe caindo numa pegadinha.
 
A questão em apreço é essa aqui:
 
 
O enunciado é o seguinte:
 
Proposições são sentenças que podem ser julgadas como verdadeiras ou falsas, mas não admitem ambos os julgamentos.
 
A esse respeito, considere que A represente a proposição simples "É dever do servidor apresentar-se ao trabalho com vestimentas adequadas ao exercício da função", e que B represente a proposição simples “É permitido ao servidor que presta atendimento ao público solicitar dos que o procuram ajuda financeira para realizar o cumprimento de sua missão".
 
Considerando as proposições A e B acima, julgue o item subsequente, com respeito ao Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal e às regras inerentes ao raciocínio lógico.
 
Represente-se por ¬A a proposição composta que é a negação da proposição A, isto é, ¬A é falso quando A é verdadeiro e ¬A é verdadeiro quando A é falso. Desse modo, as proposições "Se ¬A então ¬B" e "Se A então B" têm valores lógicos iguais.
 
Tanto na mensagem recebida, quanto no fórum do TEC, vários alunos tentaram resolver por equivalência, o que está errado. Vai dar a mesma resposta? Nesse caso específico, por sorte, vai sim. Mas é uma solução errada.
 
Detalho melhor no vídeo abaixo.
 
 
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Vítor Menezes

Sócio-fundador do Tec Concursos. Professor de matemática, matemática financeira, estatística e lógica. Engenheiro eletrônico pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica. Dá aulas em cursos preparatórios para concursos públicos desde 2005. Classificado e aprovado nos concursos de Analista do MPU/2004, Agente e Escrivão da PF/2004, Auditor Fiscal do ICMS/MG/2004, Auditor Fiscal do ICMS/SP 2013 (Agente Fiscal de Rendas), Auditor Federal de Controle Externo do TCU 2006. Exerceu os cargos de Auditor Federal de Controle Externo do Tribunal de Contas da União (período de 2006 a 2019) e Auditor Fiscal da Sefaz/MG (2005 a 2006).