Sobrevivendo à pandemia do coronavírus

Por: Vítor Menezes

Coronavírus: como passar pela crise

Coronavírus: como passar pela crise?

Olá querido aluno, bom dia, boa tarde, boa noite!

Primeiro, peço desculpas pelo meu sumiço! Estou há um bom tempo concentrado aqui em novas funcionalidades do Tech, de modo que deixei de publicar artigos.

Contudo, dado o contexto do Coronavírus, achei por bem deixar algumas impressões pessoais sobre as medidas que acho que nos cabem tomar, para melhor passarmos por esse momento de crise.

Nenhum de nós, cidadãos comuns, pode, por si só, resolver uma crise tão grande. Só podemos controlar uma única coisa – o nosso próprio comportamento. Então é nele que temos que nos centrar. Ficar “sofrendo”, caindo em ansiedade em relação a algo que está completamente fora do nosso alcance, não irá resolver nada.

Tendo com base estas premissas, gravei o vídeo a seguir, que, espero, seja de alguma serventia.

(Vídeo: Coronavírus: como passar pela crise)

(Resumo do vídeo: coronavírus: como passar pela crise)

Para quem não tiver tempo de assistir o vídeo inteiro, segue um resumo.

Primeiro ponto: ficar o dia inteiro acompanhando o noticiário não te trará nenhuma informação realmente relevante. Você já sabe que a doença pode ser grave, já sabe como se dá o contágio, como se proteger. Pronto, então faça a sua parte, desligue o noticiário, e vá estudar. Ficar o dia todo se alimentando de informações negativas só servirá para fazer crescer o pânico. E, numa situação de pânico, deixamos de raciocinar, passamos a agir como “bichos”.

Segundo ponto: algumas pessoas com uma preocupação mais exacerbada podem estar sendo levadas a isso por um intenso medo da morte.

Algum nível de medo da morte todos nós temos. Todos sabemos que, de alguma maneira, não fomos feitos para morrer. A morte nos parece uma intrusa, algo que existe, mas não deveria existir.

Mas um medo exagerado da morte pode ser fruto de outra coisa: a percepção de uma vida vazia, percepção essa que, em maior ou menor grau, atinge a todos nós!

Confrontar uma possibilidade real de morte é algo muito difícil, pois nos obriga a reavaliar nossa vida de uma forma a que não estamos acostumados. Só em face da morte percebemos que vivemos nosso dia a dia com uma escala de valores invertida. Aquilo por que tanto lutamos – como, por exemplo, ganhar mais e mais dinheiro – frente à morte, acaba perdendo importância. Passamos a dar valor a coisas muito mais simples, e que, antes, tantas vezes deixamos de lado, como estar junto da família, voltados para ela, disponíveis para ouvir e conversar. Sem celular na mão, sem TV ligada, inteiramente à disposição de um outro.

Nesse processo de reanálise da vida frente à morte, pode vir um enorme vazio, uma sensação, ora mais vaga, ora mais nítida, de que nossa vida, como um todo, é um fracasso. Uma sensação de que muito daquilo pelo qual nos sacrificamos irá simplesmente sumir tão logo a gente venha a falecer. E isso é bastante doloroso.

Mas a dor é apenas um dos lados da moeda, assim como a cruz é o outro lado da ressurreição. Essa é uma dor que liberta. Meditar sobre a morte, ainda que seja esporadicamente, nos faz reavaliar toda a vida, e nos permite mudar. Nos faz ter um adequado senso das proporções, daquilo que realmente é essencial e daquilo que não é. Se essa crise servir para algo, que seja ao menos para começarmos a enxergar a vida com o olhar de quem a vê como um todo, e que sabe que, um dia, ela chegará ao fim.

Não digo que devamos cair num tom macabro, de quem pensa em morte o tempo todo. Não é nada disso, não se trata de ir para um tom macabro; sim de ir para a realidade. Não é num tom pessimista. Nem otimista. É um tom cristão.

A morte é a única certeza da vida, e pensar sobre ela, ainda que esporadicamente, é algo muito construtivo, passa a dar um sabor e uma importância muito maior à rotina do dia a dia. Meditar saudavelmente sobre a morte te traz vida, vida verdadeira.

Não pensar sobre ela, justo sobre a coisa mais certa de todas, isso sim é irracional.

Que possamos todos passar bem por essa crise. E que possamos sair dela melhores do que entramos. Que passemos a valorizar mais aquilo que de fato é essencial.

Um abraço!

Vitor Menezes

Vítor Menezes

Sócio-fundador do Tec Concursos. Professor de matemática, matemática financeira, estatística e lógica. Engenheiro eletrônico pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica. Dá aulas em cursos preparatórios para concursos públicos desde 2005. Classificado e aprovado nos concursos de Analista do MPU/2004, Agente e Escrivão da PF/2004, Auditor Fiscal do ICMS/MG/2004, Auditor Fiscal do ICMS/SP 2013 (Agente Fiscal de Rendas), Auditor Federal de Controle Externo do TCU 2006. Exerceu os cargos de Auditor Federal de Controle Externo do Tribunal de Contas da União (período de 2006 a 2019) e Auditor Fiscal da Sefaz/MG (2005 a 2006).