Computação em Nuvem – O que é e quais os Tipos

Por: Rodrigo Borges

Caro aluno,
 
muitas questões abordam computação na nuvem, por isso eu resolvi escrever este artigo entrando um pouco mais em detalhe.
 
Algumas das questões sobre esse assunto são:
 
A seguir, algumas questões que fogem um pouco dos tipos mais cobrados (IaaS, PaaS e SaaS).
 
O que é nuvem em TI?
A computação na nuvem é uma forma de disponibilizar os recursos necessários sob demanda. Ela busca fornecer flexibilidade, rapidez e a economia de escala, cobrando apenas pelo que é usado, quando o serviço é cobrado. As características dela podem ser melhor definidas assim:
 
  • Flexibilidade ou elasticidade: a provisão de recursos pode ocorrer por meio da demanda necessária. Se a demanda aumentar, o cliente pode solicitar mais recursos ou máquinas virtuais, e se a demanda diminuir, o cliente pode desprovisionar alguns recursos ou máquinas.
  • Rapidez: várias tecnologias, softwares e até hardwares podem ser disponibilizados e o cliente define aqueles que necessita e o provedor da nuvem lhe entrega uma máquina virtual com o que foi solicitado.
  • Economia de escala: Como o datacenter não é do cliente, ele não tem o custo em manter a estrutura, muitas das vezes, maior do que ele realmente precisa.
 
Uma outra definição tirada do site da RedHat[3] é:
 
As nuvens são ambientes de TI que abstraem, agrupam e compartilham recursos escaláveis em uma rede.
 
 
Tipos de computação em nuvem
 
Os tipos de computação em nuvem podem ser divididos em relação ao cliente como:
  • Pública: é um pool de recursos virtuais que são provisionados e alocados automaticamente para vários clientes.
  • Privada: os recursos de computação em nuvens são gerenciados e utilizados por uma única organização que pode ter os servidores em suas instalações ou em empresa terceirizada.
  • Híbrida: é uma mistura da nuvem pública com a privada e deve permitir que dados e aplicativos sejam compartilhados entre elas.
  • Multicloud: é composta por mais de um serviço e de fornecedor de nuvem pública ou privada.
 
Quanto aos tipos mais comuns de serviços disponibilizados na nuvem, temos:
 
  • IaaS – Infrastructure as a Service: Nessa situação, o contratante da cloud possui controle sobre o sistema operacional (O/S), dados, aplicação e decide qual o sistema operacional, os aplicativos e configurações a serem usados. Imagine alguém alugando uma máquina sem sistema operacional para você, a diferença aqui é que costuma ser cedido um hardware virtual, onde o cliente define a quantidade de cada recurso a ser contratada. Um exemplo é a Amazon EC2.
  • PaaS – Plataform as a Service: o contratante da cloud recebe uma máquina com um sistema operacional instalado – um ambiente ou plataforma – e pode instalar e configurar as aplicações de acordo com a sua vontade.
  • SaaS – Software as a Service: Essa é a forma onde o serviço é prestado ao usuário por meio de aplicativos já instalados pelo provedor e toda a infraestrutura é disponibilizada. Um exemplo é o Google Docs, onde você não pode instalar um programa qualquer, no máximo, associar aplicativos já oferecidos. Outros exemplos são os sites de e-mail, de agenda.
 
Abaixo, temos uma imagem que compara os tipos de serviço e o provimento de serviço via servidores sob o domínio da empresa (on-site) exibindo os itens que o cliente gerencia e os que o provedor gerencia (vermelho).
 
 
Outros tipos que caem menos na prova são:
  • DbaaS ou apenas DaaS – Database as a Service: são plataformas de banco de dados na nuvem. Exemplos: Microsoft Azure DocumentDB, Google Cloud SQL.
  • MbaaS – Mobile Backend as a Service: e nada mais é do que uma solução PaaS focada no gerenciamento de aplicações móveis ao invés de aplicações Web.
  • Daas – Data as a Service: pode ser considerado um subtipo do SaaS e costuma ser uma API HTTP que retorna dados. Exemplos: o Facebook coleta dados e fornece serviços para serem consumidos pelos seus apps, Google Maps, AccuWeather.
  • FaaS – Function as a Service: é mais simples do que o PaaS, sendo baseado em funções que podem ser chamadas por eventos, logo é uma arquitetura baseada em eventos. O FaaS é auto escalável e o desenvolvedor apenas escreve uma função sem se preocupar com recursos. Exemplos: Google Cloud Foundations, Microsoft Azure Functions.
  • CaaS – Comunication as a Service: são serviços fornecidos na nuvem para que o cliente possa se comunicar via VOIP, videoconferência, VPN e outras tecnologias.
  • Outros tipos:
    • AaaS – Analytics as a Service
    • AaaS – Authentication as a Service
    • Baas – Backup as a Service
    • CaaS – Computing as a Service
    • DaaS – Desktop as a Service
    • HaaS – Hardware as a Service
    • LaaS – Logging as a Service
    • NaaS – Network as a Service
    • RaaS – Routing as a Service
    • WaaS – Wireless as a Service
 
Desse grupo, que foge dos tipos mais famosos (IaaS, PaaS e SaaS), aqueles que têm mais chance de caírem em uma prova são: Database as a Service e Comunication as a Service. Mas isso se levarmos em conta as questões de prova atuais, só que a informática está sempre em evolução, criando tipos novos e aumentando ou diminuindo o uso dos tipos atuais. Isso pode fazer com que tipos relegados se tornem mais interessantes para a banca num futuro, sendo assim, destaco também o Mobile Backend as a Service e o Function as a Service. Pode ser que o Analytics as a Service comece a emergir também, haja vista que os assuntos relacionados a descoberta de informação, Bussiness Inteligence e Data Mining estão muito forte no mercado.
 
Outro detalhe sobre esse grupo é que existem siglas que coincidem com mais de um tipo. O Database as a Service pode ter o acrônimo DbaaS ou DaaS e, se a banca usar a segunda opção, teremos a mesma sigla do Data as a Service. Outro que tem um problema é o CaaS cujas opções são: Container as a Service, Communication as a Service, Computing as a Service ou Content as a Service.
 
Mas, não fique preocupado com isso, pois as questões sobre esses tipos são mais simples do que aquelas que abordam o IaaS, o PaaS e o SaaS.
 

 
 
Referências Bibliográficas:
 
[1] O que é computação em nuvem. Disponível em: <https://azure.microsoft.com/pt-br/overview/what-is-cloud-computing/ >. Acesso em: 16 dez. 2019.
 
[2] O que é a computação em nuvem. Disponível em: <https://aws.amazon.com/pt/what-is-cloud-computing/ >. Acesso em: 16 dez. 2019.
 
[3] Introdução às nuvens. Disponível em: <https://www.redhat.com/pt-br/topics/cloud >. Acesso em: 16 dez. 2019.
 
[4] IaaS vs. PaaS vs. MBaaS vs. DBaaS: What's the Difference. Disponível em: <https://learn.g2.com/paas-iaas-mbaas-dbaas >. Acesso em: 17 dez. 2019.
 
[5] Cloud: IaaS vs PaaS vs SaaS vs DaaS vs FaaS vs DbaaS. Disponível em: <https://brainhub.eu/blog/cloud-architecture-saas-faas-xaas/ >. Acesso em: 17 dez. 2019.
 

Rodrigo Borges

Bacharel em Ciência da Computação (PUC-Rio) 2003 Pós Graduação em Criptografia e Segurança em Redes (UFF) 2009 MBA Gerenciamento de Projetos (FGV-Rio) 2012 Aprovado e classificado nos seguintes concursos: EAOT-FAB/2006, Dataprev/2012, TRE-MT/2015, TRT-MT/2016, TRE-Pe/2017, TRE-Pr/2017, TRE-RJ/2017, STM/2018, TRT-SP, entre outros.