Comentário da Prova de Auditoria Gov. TCE/RO CESPE 2019

Por: Tonyvan de Carvalho

Olá, Concursante!
 
Hoje comentarei a prova de Auditoria Governamental de Auditor de Controle Externo do TCE RO. A Cespe/Cebraspe não fugiu do seu padrão e cobrou normas típicas tanto de Auditoria Governamental quanto de Auditoria Independente e Governança. 
 
Vamos aos comentários?
 
Assunto: Normas de Auditoria do TCU
66. (CESPE – AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO – TCE RO) Com relação à auditoria governamental, assinale a opção correta.
A Em auditoria operacional, o estudo de caso é o método mais empregado para situações singelas; ele abrange o exame de toda espécie de registros administrativos produzidos pela instituição auditada bem como relatórios de auditorias anteriores.
B O monitoramento é um instrumento de fiscalização dos tribunais de contas para examinar, ao longo de um período predeterminado, a legalidade e a legitimidade dos atos de gestão quanto aos aspectos contábil, financeiro, orçamentário e patrimonial.
C Para ser atingido o objetivo da fiscalização, o escopo da auditoria deve estar relacionado com a profundidade e a amplitude do trabalho.
D O programa de auditoria limita-se não só à evidenciação do objetivo e do escopo, mas também ao universo e à amostra a serem examinados bem como aos procedimentos e técnicas a serem utilizados.
E A prioridade dos controles internos administrativos é a correção de eventuais desvios em relação a parâmetros estabelecidos
 
Comentário:
 
Questão aborda aspectos gerais de auditoria governamental, segundo os normativos do TCU.
 
Analisando cada alternativa:
 
Letra A) ERRADA. Alternativa difícil! Ela foi extraída do Manual de Auditoria Operacional (2010, p.56). Apresenta um erro sutil – misturou o conceito de “estudo de caso” ao invés de “pesquisa documental”.
Entre os métodos mais empregados nas auditorias operacionais estão pesquisa documental, estudo de caso e pesquisa (survey). A pesquisa experimental, quase-experimental e não-experimental, utilizadas em avaliação de programas, também fazem parte das opções de estratégia metodológica.
a) Pesquisa documental: abrange o exame de toda espécie de registros administrativos, inclusive estatísticas oficiais. Além de material produzido pela instituição auditada, são pesquisados relatórios de auditorias anteriores do TCU e da CGU, assim como estudos realizados por outras instituições. Denomina-se pesquisa bibliográfica a que abrange a bibliografia tornada pública em relação ao tema de estudo. Ao se realizar pesquisa documental é necessário avaliar a confiabilidade das informações divulgadas, assim como determinar a natureza, localização e disponibilidade dos documentos no início da auditoria. Esses cuidados têm por objetivo garantir o melhor aproveitamento da informação ao menor custo possível e verificar a viabilidade de se responder à questão.
b) Estudo de Caso: “Estudo de caso é um método usado para conhecer uma situação complexaxii, baseado em compreensão abrangentexiii da situação, obtida a partir de sua ampla descrição e análisexiv, considerada como um todo e no seu contexto.” [grifamos] (GAO, 1990, p.14). Em auditoria operacional, os estudos de caso são freqüentemente complementados por outras estratégias metodológicas, como a pesquisa. Segundo Patton (PATTON, 1987, p.19): […]
Letra B) ERRADA. O instrumento de fiscalização neste é a Auditoria. Segundo o Regimento interno do TCU – RITCU:
Letra C) ERRADA.  Esse aspecto é uma condição necessária, mas não suficiente para o atingimento dos objetivos da fiscalização. Segundo o Regimento Interno do TCU, são cinco instrumentos de fiscalização.  Cada um deles possuem finalidades diferentes e para que seus objetivos sejam atingidos é necessário que seus requisitos sejam cumpridos, tais como: esclarecer fatos, prestar informações, identificar objetos, dentre outros. Assim, o erro está em mencionar que os objetivos da fiscalização serão atingidos ser o escopo da auditoria estiver relacionado com a profundidade e a amplitude do trabalho.
 
Letra D) CORRETA. Esse item está em conformidade com a NAT. Veja:
97. O programa de auditoria, elaborado com base nos elementos obtidos na visão geral do objeto, objetiva estabelecer, diante da definição precisa dos objetivos do trabalho, a forma de alcançá-los e deve evidenciar:
 
I. o objetivo e o escopo da auditoria;
 
II. o universo e a amostra a serem examinados;
 
III. os procedimentos e as técnicas a serem utilizados, os critérios de auditoria, as informações requeridas e suas fontes, as etapas a serem cumpridas com respectivos cronogramas;
 
IV. a quantificação dos recursos necessários à execução do trabalho.[grifos não constantes no origina]
Letra E) ERRADA.  A prioridade dos controles internos administrativos é detecção de eventuais desvios em relação a parâmetros estabelecidos (controle preventivo).
 
Gabarito: C. (BANCA)
Sugestão de mudança de gabarito: D.
 
Assunto: Gestão de Risco no setor público
67. (CESPE – AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO – TCE RO) A respeito da gestão de riscos no setor público, julgue os itens a seguir.
I Nem toda organização está sujeita à ocorrência de fraude e corrupção; devendo-se, por isso, avaliar a abrangência e a profundidade da implantação de controles considerando-se, em primeiro plano, o tamanho e a natureza da organização.
II É sempre possível adotar controles para o combate à fraude e à corrupção, contudo eles devem ser empregados de forma a promover, no menor tempo e custo admissíveis, a disponibilização aos cidadãos dos resultados desse combate.
III Para uma relação custo-benefício mais vantajosa na aplicação de controles, a organização deve focalizar a sua atuação nas áreas de menor risco e naquelas em que os esforços tenham os maiores impactos.
IV Os benefícios decorrentes da implantação de controles antifraude e anticorrupção devem ser maiores que os seus custos.
Assinale a opção correta.
A Apenas o item I está certo.
B Apenas o item II está certo.
C Apenas os itens I e III estão certos.
D Apenas os itens II e IV estão certos.
E Apenas os itens III e IV estão certos
 
Comentário:
 
Esse assunto foi uma das novidades da prova de Auditoria Governamental.
 
Questão foi retirada do REFERENCIAL DE COMBATE À FRAUDE E À CORRUPÇÃO Aplicável a Órgãos e Entidades da Administração Pública.
 
Analisando cada item:
 
I – ERRADA. Segundo o referencial supracitado:
“Toda organização está sujeita aos riscos de fraude e corrupção”.
II – CORRETA. Segundo o referencial supracitado:
As práticas indicadas neste referencial requerem da organização esforços tanto de recursos humanos quanto financeiros, o que significa que combater a fraude e corrupção consome recursos que poderiam estar sendo empregados em outras atividades da organização.
Com isso em vista, a organização deve buscar, permanentemente, que os benefícios de um plano de gestão de risco de fraude e corrupção e os controles implantados dele decorrentes suplantem os seus custos. A burocracia que cria controles desnecessários ou com relação custo-benefício desvantajosa deve ser evitada a todo modo. É sempre possível ter controles para combater a fraude e a corrupção, mas esses controles devem permitir que as organizações entreguem seus resultados aos cidadãos honestos no menor tempo e custo possíveis (GAO, 2015). [grifos não constantes no original]
III – ERRADA.  Há um erro sutil – maior ao invés menor risco. Segundo o referencial supracitado:
Para se obter uma melhor relação custo-benefício na aplicação de controles, a organização deve focar nas áreas de maior risco e onde os esforços tenham os maiores impactos. [grifos não constantes no original]
IV – CORRETA. Esse é um dos princípios basilares de controle interno e está perfeitamente definido. Segundo o referencial supracitado:
Com isso em vista, a organização deve buscar, permanentemente, que os benefícios de um plano de gestão de risco de fraude e corrupção e os controles implantados dele decorrentes suplantem os seus custos17.
A burocracia que cria controles desnecessários ou com relação custo-benefício desvantajosa deve ser evitada a todo modo. É sempre possível ter controles para combater a fraude e a corrupção, mas esses controles devem permitir que as organizações entreguem seus resultados aos cidadãos honestos no menor tempo e custo possíveis (GAO, 2015).
17O art. 14 do Decreto-Lei 200/1967 dispõe: “O trabalho administrativo será racionalizado mediante simplificação de processos e supressão de controles que se evidenciarem como puramente formais ou cujo custo seja evidentemente superior ao risco.” [grifos não constantes no original]
Gabarito: D. 
 
Assunto: Aspectos gerais de Auditoria Independente
68. (CESPE – AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO – TCE RO) Com relação ao plano de auditoria baseado no risco, assinale a opção correta.
A O auditor, no caso de ter tido conhecimento de informações que o tenham levado a encontrar um valor distinto para as demonstrações contábeis, deverá revisar a materialidade para essas demonstrações no seu todo.
B Quanto maior for o risco de distorção relevante, maiores serão os riscos de a detecção ser consentida pelo auditor.
C O objetivo precípuo da documentação de auditoria é apresentar a identificação dos supostos autores de não conformidades, a análise de impacto dos danos causados e os valores a serem ressarcidos.
D Os testes de observância objetivam a obtenção de evidências quanto à suficiência, exatidão e validação dos dados produzidos pela instituição auditada.
E Em auditoria, os métodos de seleção de amostras limitam-se a três: a seleção aleatória, a sistemática e a de blocos.
 
Comentário:
 
Questão aborda aspectos gerais de auditoria independente, embora o enunciado fizesse referência à auditoria baseado no risco (é o mesmo que a auditoria com asseguração razoável), você poderia perfeitamente associá-la à auditoria das demonstrações contábeis prevista na NBC TA 200(R1).
 
Analisando cada alternativa:
 
Letra A) CORRETA.  A determinação de materialidade pelo auditor é uma questão de julgamento profissional e é afetada pela percepção do auditor das necessidades de informações financeiras dos usuários das demonstrações contábeis. A alternativa explora aspectos da revisão da materialidade no decorrer da auditoria. Segundo a NBC TA 320(R1):
Revisão no decorrer da auditoria
12. O auditor deve revisar a materialidade para as demonstrações contábeis como um todo (e, se aplicável, o nível ou níveis de materialidade para classes específicas de transações, saldos contábeis ou divulgação) no caso de tomar conhecimento de informações durante a auditoria que teriam levado o auditor a determinar inicialmente um valor (ou valores) diferente (ver item A14).
Letra B) ERRADA. Segundo a NBC TA 200(R1):
 
1) Risco de distorção relevante (RDR) = Risco de Controle (RC) x Risco Inerente (RI);
2) Risco de Auditoria = Risco de Detecção (RD) x Risco de distorção relevante (RDR).
 
Veja que Risco de Detecção (RD) e Risco de distorção relevante (RDR) têm relação inversa. Em outros termos, quanto maior for o risco de distorção relevante, menores serão os riscos de a detecção ser consentida pelo auditor.
 
Veja o mapa mental a seguir:
 
Letra C) ERRADA.  O objetivo precípuo da documentação de auditoria é servir de evidência de auditoria, que servirá de base para sustentar a opinião do auditor. Segundo a NBC TA 230(R1):
 
Letra D) ERRADA.  Ela se refere aos testes substantivos. A alternativa misturou a definição de testes substantivos ao invés dos testes de observância. Segundo a NBC TI 01:
 
Letra E) ERRADA.  Segundo a NBC TA 530,  são cinco os métodos de seleção de amostra:
 
Gabarito: A.
 
Assunto: Procedimentos de auditoria governamental
69. (CESPE – AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO – TCE RO) Nas auditorias, os seguintes procedimentos devem ser realizados pelos auditores governamentais:
I observar se as transações realizadas estão devidamente documentadas, se a documentação que suporta as operações contém indícios de inidoneidade e se profissionais competentes realizaram as transações e produziram a documentação-suporte;
II conferir a apuração realizada por terceiros e, fazendo-se necessária a efetivação de apurações próprias, compará-las, ao final, com aquelas apresentadas pelo fiscalizado;
III realizar a confirmação com terceiros de fatos alegados pela entidade fiscalizada;
IV verificar a compatibilidade entre o saldo das contas sintéticas com aqueles das contas analíticas da entidade fiscalizada;
V averiguar o comportamento de valores significativos, mediante índices, quocientes e quantidades absolutas, com vistas à identificação de situações ou tendências atípicas.
Assinale a opção que apresenta, respectivamente, a denominação correta de cada um desses procedimentos.
A observação; conferência de cálculos; conciliação; circularização; análise de contas contábeis B observação; conferência de cálculos; circularização; conciliação; análise de contas contábeis
C averiguação in loco; conferência de cálculos; circularização; conciliação; análise de contas contábeis
D exame documental; conferência de cálculos; conciliação; circularização; revisão analítica
E exame documental; conferência de cálculos; circularização; conciliação; revisão analítica
Comentário:
Questão aborda os procedimentos de auditoria governamental previstos em normas de auditoria governamental. Em geral, a Cespe adora os procedimentos de auditoria das demonstrações contábeis, em especial, os previstos na NBC TA 500(R1).
 
Analisando cada item por meio das palavras-chaves:
 
I observar se as transações realizadas estão devidamente documentadas, se a documentação que suporta as operações contém indícios de inidoneidade e se profissionais competentes realizaram as transações e produziram a documentação-suporte: EXAME DOCUMENTAL.
 
II conferir a apuração realizada por terceiros e, fazendo-se necessária a efetivação de apurações próprias, compará-las, ao final, com aquelas apresentadas pelo fiscalizado: CONFERÊNCIA DE CÁLCULO (essa era a mais estranha, mas dava para sair por eliminação).
 
III realizar a confirmação com terceiros de fatos alegados pela entidade fiscalizada: CIRCULARIZAÇÃO (são sinônimas as expressões).
 
IV verificar a compatibilidade entre o saldo das contas sintéticas com aqueles das contas analíticas da entidade fiscalizada: CONCILIAÇÃO
 
V averiguar o comportamento de valores significativos, mediante índices, quocientes e quantidades absolutas, com vistas à identificação de situações ou tendências atípicas: REVISÃO ANALÍTICA.
Gabarito: E.
 
Assunto: Atributos da evidência (Normas de auditoria do TCU)
70. (CESPE – AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO – TCE RO) O atributo de auditoria em que a quantidade e a qualidade das evidências obtidas devam convencer o gestor público de que os achados, as conclusões, as recomendações e as determinações da auditoria estão bem fundamentados denomina-se
A confiabilidade.
B suficiência.
C relevância.
D exatidão.
E validade.
 
Comentário:
 
Questão aborda um dos atributos da evidência – suficiência. Teria que ficar atento às palavras-chaves associadas à suficiência – quantidade e a qualidade. Esse, sem dúvidas, foi umas das mais citada por nós em diversos momentos das nossas exposições sobre Auditoria Governamental.
Aqui, a banca pergunta e o nosso mental responde.
Segundo as NAT:
 
Gabarito: B.
 
Assunto: Opinião do Auditor
71. (CESPE – AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO – TCE RO) A auditoria em um ente público foi realizada com a aplicação de todas as normas e procedimentos adequados. Foram obtidas as comprovações suficientes para que o auditor responsável fundamentasse a sua opinião de que os eventos, as transações e os atos de gestão examinados estavam em pouca conformidade com a legislação e com as normas específicas. Além disso, as demonstrações contábeis não representavam adequadamente nem a posição orçamentária, a contábil, a financeira nem a patrimonial do ente auditado. Nesse caso, o auditor deverá elaborar um relatório
A com ressalvas.
B com abstenção de opinião.
C adverso.
D de revisão limitada.
E de natureza especial
 
Comentário:
 
Questão previsível que aborda os tipos de opinião do Auditor.  Embora, a questão fizesse referência ao Auditor Governamental, poderia perfeitamente sair com o que mais comum de auditoria das demonstrações contáveis.
 
A banca que você ficasse atento às palavras-chaves para associá-la ao tipo de opinião modificada correspondente.
  1. Foram obtidas as comprovações suficientes = significa que tem evidência apropriada e suficiente.
  2. Os eventos, as transações e os atos de gestão examinados estavam em pouca conformidade com a legislação e com as normas específicas = significa que não estão em conformidade com a estrutura de relatório financeiro aplicável (distorção é relevante e generalizada).
Aqui, a banca pergunta e o nosso mental responde.
 
Segundo a NBC TA 705:
 
 
Gabarito: C.
 
Assunto: Governança do setor público.
72. (CESPE – AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO – TCE R0) Acerca de governança no setor público, assinale a opção correta.
A A governança de órgãos e entidades da administração pública envolve três funções básicas: avaliar; direcionar; orientar e certificar os resultados.
B Exemplo de accountability vertical é o processo de impeachment de presidente da República.
C O princípio de equidade na governança pública diz respeito ao zelo que os agentes de governança devem ter pela sustentabilidade das organizações visando a sua longevidade e incorporando considerações de ordem social e ambiental na definição dos negócios e operações.
D A governança no setor público pode ser analisada sob as seguintes perspectivas: sociedade e Estado; entes federativos, esferas de poder e políticas públicas; órgãos e entidades; e atividades intraorganizacionais.
E Os componentes dos mecanismos de governança pública são assinalados pela liderança, pelo comando e pelo controle.
 
Comentário:
 
Esse assunto foi uma das novidades da prova de Auditoria Governamental.
 
Questão foi retirada do o Referencial Básico de Governança (TCU, 2014). Esse conteúdo é explorado na aula sobre Governança. Ela aborda aspectos gerais de governança do setor público segundo referencial supracitado. Por incrível que pareça, a resposta está disposta em um dos nossos mapas mentais do nosso curso regular e também na nossa revisão de véspera.
 
Aqui, a banca pergunta e o nosso mental responde.
 
Segundo o Referencial Básico de Governança (TCU, 2014):
 
Gabarito: D.
 
Analisando cada alternativa:
 
Letra A) ERRADA. Segundo o Referencial Básico de Governança (TCU, 2014), “GOVERNANÇA NO SETOR PÚBLICO compreende essencialmente os mecanismos de liderança, estratégia e controle postos em prática para AVALIAR, DIRECIONAR E MONITORAR a gestão, com vistas à condução de políticas públicas e à prestação de serviços de interesse da sociedade”. A banca trocou “monitorar” ao invés de “orientar e certificar”,
 
Letra B) ERRADA. Exemplo de accountability HORIZONTAL é o processo de impeachment de presidente da República. Essa alternativa não consta no Referencial supracitada. Está mais correlacionado à Administração Pública.
 
Letra C) ERRADA.  Esse é o principio da responsabilidade. Segundo o Referencial Básico de Governança (TCU, 2014):
b) Equidade: promover a equidade é garantir as condições para que todos tenham acesso ao exercício de seus direitos civis – liberdade de expressão, de acesso à informação, de associação, de voto, igualdade entre gêneros -, políticos e sociais – saúde, educação, moradia, segurança (BRASIL, 2010c).
c) Responsabilidade: diz respeito ao zelo que os agentes de governança devem ter pela sustentabilidade das organizações, visando sua longevidade, incorporando considerações de ordem social e ambiental na definição dos negócios e operações (IBGC, 2010).
Letra E) ERRADA.  Dentre os componentes dos mecanismos de governança pública não há previsão de comando. Segundo o Referencial Básico de Governança (TCU, 2014):
Para que as funções de governança (avaliar, direcionar e monitorar) sejam executadas de forma satisfatória, alguns mecanismos devem ser adotados: a liderança, a estratégia e o controle.
 
Até a próxima!
 
Tonyvan.
 
 
 
 
 
 
 

Tonyvan de Carvalho

Graduado em Licenciatura Plena em Matemática (UFPI, 2002), Bacharelado em Matemática(UFPI, 2003) , Licenciatura em Computação (UESPI, 2003) e Bacharelado em Administração (UESPI, 2005). Pós-graduado em Matemática (UFPI, 2004), Estatística(UFPI, 2008) e Contabilidade e Auditoria Governamental (UESPI, 2013). Exerceu o cargo de Auditor Interno no Tribunal de Justiça do Piauí. Atualmente é Auditor Fiscal de Controle Externo no Tribunal de Contas do Estado do Piauí. Tem experiência na área Auditoria e Docência na área de Matemática e Estatística. Concursos aprovados : ATA/MF(2009), Auditor Interno TJ PI (2009), Fiscal de Rendas do ISS RJ (2010), Analista de Planejamento e Orçamento da SEPLAN PI (2013), Auditor Fiscal de Controle Externo TCE PI (2014).