A Psicologia nos Poderes Legislativo, Judiciário e Executivo

Por: Lucas Magalhães Cruz

Durante a graduação em Psicologia fazemos algumas escolhas que direcionam os nossos estudos.

Uma inquietação comum do estudante de psicologia gira em torno de qual abordagem teórica escolher para se especializar. Além disso, há também um processo de decisão sobre onde essa teoria será colocada em prática desde os estágios: na clínica particular, na área organizacional, no contexto escolar, etc. Esse processo de escolha não é estanque, pois, dentre outros motivos, muitas vezes mudamos nossa forma de pensar e, por consequência, nossa abordagem e, outras vezes, não encontramos oportunidade para nos inserirmos na área desejada e temos que optar por outro campo de atuação.

Há, contudo, uma possibilidade de atuação que raramente é apresentada como um direcionamento de estudos na formação Psi: os estudos para concursos. Porém, assim como existe uma diversidade de áreas para a prática Psi na iniciativa privada, no serviço público há também diversas possibilidades.

Por isso, é preciso buscar se informar sobre as opções existentes e delimitar a(s) área(s) preferencial(is) do serviço público. Essa especificação impacta diretamente na preparação que se deve fazer e nas chances de aprovação.

Para exemplificar esse processo de escolha e o impacto na preparação, proponho pensarmos nos cargos para profissionais de Psicologia no Poder Executivo, Judiciário e Legislativo.

Dentro do Poder Executivo, encontramos cargos para Psicólogo(a) nas áreas de Saúde (CAPS, NASF, Hospitais), Assistência Social (CRAS, CREAS), Educação, Ministérios, Secretarias, Polícias (Federal, Militar e Civil), Forças Armadas (Exército, Marinha, Aeronáutica), entre outros órgãos.

No Poder Judiciário, temos cargos nos Tribunais de Justiça, Tribunais Regionais e Superiores. Além disso, também há cargos no Ministério Público, que não faz parte do Poder Judiciário, mas geralmente o conteúdo cobrado em provas é semelhante.

No Poder Legislativo, temos cargos na Câmara Federal, no Senado, nas Assembleias Legislativas e Câmaras de Vereadores.

Portanto, há possibilidade de atuação de profissionais de Psicologia nos três Poderes.

E saber sobre isso e definir em qual desses Poderes se deseja atuar impacta na preparação? 

Sim, pois caso haja um desejo de trabalhar no Poder Judiciário, há conteúdos específicos que se deve dominar – Psicologia Jurídica é um exemplo. Mas não se trata apenas disso. Haverá conteúdos específicos de Direito Constitucional e algumas legislações a estudar para se ter um bom desempenho na prova do concurso.

No Poder Legislativo, as provas geralmente abordam conteúdos sobre o processo de elaboração de leis e não há um assunto específico de Psicologia (como Psicologia Jurídica). O conteúdo específico de Psicologia, nas provas desse Poder, vai variar de acordo com a tarefa profissional a ser desempenhada – clínica ou organizacional.

As formas de cobrança em concursos do Poder Executivo são mais diversificadas e dependerão de qual setor ou órgão se escolheu para atuar. É provável que as provas para CAPS tenham bibliografias de saúde mental, reforma sanitária e psiquiátrica, etc. As provas para o contexto de educação tenham conteúdos de Psicologia Educacional. Enfim, nesse Poder, é preciso saber em qual setor especificamente se deseja atuar.

Conhecer sobre as peculiaridades dos Três Poderes, portanto, é um elemento que pode ajudar no processo de preparação e fazer com que o candidato não se sinta em um mar de conteúdos e sem nenhum critério ou baliza que o ajude na preparação.

Existem outros critérios que podem ser úteis na preparação e iremos abordá-los ao longo de outros artigos.

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Se tiver alguma dúvida, pode entrar em contato comigo pelo e-mail lucasmcpsi@gmail.com.

Abraços!

Lucas Magalhães Cruz
Psicólogo da Assembleia Legislativa de Sergipe
Professor do TEC Concursos

Lucas Magalhães Cruz

Graduado em Psicologia, Especialista em Psicologia Social de Fundamentação Pichoniana e atualmente trabalha como Analista Legislativo (Psicólogo) da Assembleia Legislativa de Sergipe. Foi aprovado em 1º lugar no concurso da ALESE e teve outras aprovações, como, por exemplo, 2º lugar para o cargo de Analista de Gestão de Pessoas (Treinamento e Desenvolvimento) na Câmara de Vereadores de Salvador.